Arquivo de 2/jul/2012





02 - jul

Farmácia Popular – Programa Saúde Não Tem Preço

Categoria(s): Cardiogeriatria, Endocrinologia geriátrica, Farmacologia e Farmácia, Notícia, Pneumologia geriátrica

Farmácia Popular – Programa Saúde Não Tem Preço

Com o “Saúde Não Tem Preço”, a população brasileira que sofre com hipertensão ou diabetes passa a ter acesso gratuito aos medicamentos para o tratamento destas doenças. A gratuidade dos medicamentos foi anunciada durante lançamento da campanha, no dia 03 de fevereiro de 2011, pela Presidenta da República, Dilma Roussef, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF).

Esta oferta de medicamentos gratuitos na rede “Aqui Tem Farmácia Popular” é resultado de um acordo entre o Ministério da Saúde e sete entidades da indústria e do comércio. O acordo beneficia 33 milhões de brasileiros hipertensos e 7,5 milhões de diabéticos. Além de ajudar no orçamento das famílias mais humildes, que comprometem 12% de suas rendas com medicações.

Como Funciona o Programa – Para ter acesso gratuito aos medicamentos, basta que o usuário apresente o CPF, um documento com foto e a receita médica válida (validade de 120 dias) em qualquer um dos estabelecimentos credenciados no Programa “Aqui Tem Farmácia Popular”.

Saiba mais sobre este programa que beneficia os doentes portadores de Hipertensão Arterial, Diabetes mellitus ou Asma, como quais os medicamentos disponíveis e as farmácias que fazem parte do programa clicando no icone “SAÚDE NAO TEM PREÇO”

Referência:

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02 - jul

Proctologia – Abscesso anorretal

Categoria(s): Enfermagem, Gastroenterologia, Infectologia, Inflamação

Abscesso anorretal

Os abscessos anorretais (abscessos perianais) são processos infecciosos agudos, supurativos, caracterizados por coleções purulentas na região anorretal.

Os abscessos se formam a partir de inflação das glândulas anais de Chiari na região da criptoglandular, recebendo o nome de criptite. As glândulas anais localizam-se ao redor do canal anal, no nível da linha pectínea, uma linha imaginária localizada no espaço entre o esfíncter anal interno e externo, são em torno de 10  glândulas e seus ductos que desembocam nas bases das criptas anais. Pelos ductos é que pode ocorrer a contaminação glandular consequente a uma criptite pré-existente. O fator desencadeante deste processo é o traumatismo local, ocasionado principalmente pela passagem de fezes endurecidas no canal anal, por quadro diarréico ou pelo uso de papel higiênico. Esse trauma acarreta um processo inflamatório favorecendo a invasão de microorganismos da microbiota colônica, criando um processo infeccioso agudo. Os abscessos perianais têm como fatores predisponentes e agravantes: as doenças associadas (diabetes mellitus, AIDS, linfomas, leucemias, doença inflamatória intestinal) e a radio e/ou quimioterapia.

Sintomatologia – A dor é o sintoma mais característico, do tipo contínua e latejante, pode piorar com a deambulação, ao sentar-se e à evacuação. Podem também ocorrer febre, calafrios, tenesmo retal e urinário e tumoração perianal.

Diagnóstico – O diagnóstico é realizado pelo exame e inspeção da região anorretal, sendo que nos abscessos superficiais há presença de sinais inflamatórios (tumoração, hiperemia, dor e calor local).  À palpação, observa-se abaulamento e flutuação da região do abscesso. Nos abscessos profundos, a inspeção externa pode nada revelar, no entanto, ao toque retal pode-se palpar abaulamentos dolorosos na parede do canal anal e reto.

A anorretossigmoidoscopia deve, sempre que possível, ser realizada para diagnóstico de doenças associadas. A ultrassonografia transretal pode ajudar nos casos de abscessos mais profundos, tanto quanto a tomografia computadorizada. Há casos em que a dor é muito intensa, dificultando o exame proctológico, que deve ser realizado sob anestesia.

Tratamento – O tratamento é sempre cirúrgico. Ao ser diagnosticado, o abscesso deverá ser drenado. Uma das opções é a drenagem ampla e simples por meio de incisão, que não permite o fechamento precoce da ferida com consequente recidiva da infecção. Nos abscessos superficiais e pequenos, a drenagem pode ser realizada sob anestesia local, em ambulatório. Nos abscessos profundos e amplos, a drenagem deverá ser efetuada sob bloqueio anestésico, em centro cirúrgico. A ferida precisa permanecer aberta até a cicatrização se completar. Por esse procedimento, é frequente ocorrer a persistência de um trajeto, com eliminação contínua de secreção purulenta e sanguinolenta, que exigirá uma nova cirurgia para correção da fístula anorretal remanescente e, portanto, da causa do abscesso, ou seja, a cripta infectada. O uso de antibiótico deve ser específico para o agente causal, determinado por cultura e antibiograma do material obtido da secreção.

Classificação dos abscessos anorretais

A classificação dos abscessos anorretais é feita conforme sua localização anatômica nas regiões perianal, perirretal e pélvica. São chamados de perianais, isquiorretais, submucosos, interesfincterianos e pelvirretais. (Veja a figura)
A – Perianais – Localizam-se no tecido gorduroso da borda anal e são os mais frequentes, menos agressivos e de tratamento cirúrgico mais simples.
B – Isquiorretais – Ocupam o espaço da fossa isquiorretal, podem propagar-se para o lado oposto configurado uma forma em ferradura. O tratamento cirúrgico é mais complexo e, nesses casos, deve-se diferencia-lo dos processos inflamatórios inespecíficos, como os da doença de Crohn.
C – Submucosos – São processos infecciosos, em geral pouco agressivos. Abaulam o espaço submucoso do reto inferior e assim seu diagnóstico é feito pelo toque retal. O tratamento cirúrgico é feito via transretal.
D – Interesfincteriano – Avolumam e dissecam o plano intermuscular (entre os esfíncteres interno e externo). Seu diagnóstico é tratamento  são mais complexos.
E – Pelvirretais – Localizados acima dos músculos elevadores do ânus e abaixo da reflexão peritoneal (fossa pelvirretal), são mais raros e de mais difícil diagnóstico e tratamento.

Referências:

Cruz GMC. Coloproctologia: Propedêutica Geral. Rio de Janeiro, Ed. Revinter,1999.

Quilici FA, Reis Neto JA. Atlas de Proctologia do Diagnóstico ao Tratamento. São Paulo, Lemos Editorial, 2000.

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