Arquivo de julho, 2012





31 - jul

Medicamento fracionado – Direito à servir o paciente.

Categoria(s): Enfermagem, Farmacologia e Farmácia, Gerontologia, Notícia

Medicamento fracionado

O Governo Federal está transformando os medicamentos fracionados em realidade. Isto significa que todas as farmácias e drogarias do Brasil poderão oferecer remédios na quantidade exata prescrita em sua receita médica.

Além de ampliar o acesso a medicamentos, o fracionamento contribui para a promoção da saúde, pois evita que os pacientes mantenham em sua casa sobras de remédios utilizados em tratamentos anteriores. Isto reduz a utilização de medicamentos sem prescrição ou orientação médica (auto-medicação), diminuindo o número de efeitos adversos e intoxicações.

O Ministério da Saúde, por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, já estabeleceu as condições técnicas e operacionais necessárias para a realização adequada dessa atividade em todas as suas etapas. A regulamentação da Anvisa garante a qualidade e a segurança aos produtos fracionados.

Qualidade do produto – O medicamento por menor que seja a dose tem que continuar envolto num blister, numa pequena bisnaga, numa ampola, etc. E esta embalagem menor tem que conter informações básicas sobre a origem do produto.

Onde encontrar – A regulamentação permite que tanto farmácias quanto drogarias, sem distinção, possam oferecer remédio na quantidade exata que o consumidor pedir. Basta apresentar a receita médica especificando a quantidade. O próprio balconista pode atender e “repartir” o medicamento, desde que esteja sendo supervisionado por um farmacêutico, profissional qualificado que deve sempre estar à disposição no estabelecimento. A farmácia ou drogaria tem que ter uma parte do balcão destinada a isso, onde haverá uma placa indicando “Área de Fracionamento”.

É importante o paciente pedir ao médico que prescreva na dose certa para que ele possa comprar só o necessário.

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31 - jul

Eosinofilia – Granuloma eosinofílico

Categoria(s): Câncer - Oncogeriatria, Doença de causa desconhecida

Resenha: Eosinofilia – Granuloma eosinofílico

Granuloma eosinofílico é doença de origem ainda desconhecida descrita como condição benigna de proliferação células reticuloendoteliais (células histiocitária), acompanhada por granulócitos eosinólifos localizada ou multifocal, acometendo, principalmente, os ossos do crânio, costelas, mandíbulas, fêmur e coluna vertebral, sendo mais frequente em crianças e adolescentes. Representa 50-60% de um grupo de enfermidades denominadas Histiocitose X, cujo denominador comum é o desenvolvimento de lesões granulomatosas em diversos tecidos (figura).

Observa-se o aparecimento das lesões na pele adquirem, em geral, aspecto ulceroso ou erosado e se localizam no períneo. Algumas lesões, que se constituem de poucas pápulas acastanhadas, podem ser observadas no tronco. No couro cabeludo elas têm aspecto crostoso. Lesões erosivas ulceradas podem ocorrer também na boca e na genitália. Em geral, há acometimento ósseo (é a forma monossintomática da doença) de evolução crônica, com tendência à cura espontânea. Os ossos longos e membranas são os mais atingidos. Os sintomas são cistos (setas na figura), afetando ossos do crânio, costelas e vértebras.

Histiocitose X é um grupo de doenças de origem desconhecida, caracterizado por proliferação anormal de histiócitos, que inclui a doença de Letterer-Siwe, Hand-Schuller-Christian e o granuloma eosinofílico. Este último seria a forma mais benigna das histiocitose X, acometendo principalmente crianças e adolescentes.

Diagnóstico – Alguns autores acreditam que lesões típicas do granuloma eosinofílico não necessitam de biópsia para o diagnóstico, satisfeitos apenas pelos achados radiográficos. Assim, o aspecto radiológico mais comum do granuloma eosinofílico em ossos é o de lesão lítica primária de aspecto irregular (figura). Porém, a biópsia pode revelar proliferação histiocitária, infiltrado de eosinófilos, células gigantes multinucleadas e focos de necrose. Devido ao desconhecimento da etiologia das lesões ósseas, a biópsia deve ser realizada para o diagnóstico diferencial das seguintes patologias: neuroblastoma, leucemias, sarcomas de tecidos moles, hemangiomas, infecção (como tuberculose), cisto ósseo aneurismático, neurofibromas, schwannomas, doença de Paget, osteoblastomas, sarcomas, doenças imunoproliferativas e doença metastáticas.

Tratamento – Considerando-se que em geral a evolução da doença é crônica, com tendência à cura espontânea, recomenda-se a prática cirúrgica apenas em casos reservados, como em expansões extra-ósseas com compressão da medula espinhal ou ainda em casos de instabilidade vertebral, com necessidade de reconstrução ou enxerto. A indicação cirúrgica pode acelerar ou desencadear a progressão da doença para a forma de Hand-Schuller-Christian, devendo então, ser utilizada somente como método diagnóstico (biópsia). A corticoterapia revela bons resultados, quando utilizada em período prolongado.

Referências:

Dickinson LD, Farhat SM. Eosinophilic granuloma of the cervical spine. Surg. Neurol. 1991;35:57-63.

Gaudara F, Gallegos X, Costa PO, Vigueras R. Granuloma eosinófilo de columna cervical. Rev Chil Pediatr 1982;53:140-143.

Levy, EI, Scarrow, A, Hamilton RC, Wollman MR, Fitz C, Pollack IF. Medical management of eosinophilic granuloma of the cervical spine. Pediatric Neurosurgery 1999;31:159-162.

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30 - jul

Melanoma cutâneo – O mais grave tumor da pele.

Categoria(s): Câncer - Oncogeriatria, Dermatologia geriátrica, Notícia

Melanoma cutâneo – O mais grave tumor da pele.

O melanoma cutâneo é um tipo de câncer que tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele). Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), embora só represente 4% dos tipos de câncer de pele, o melanoma é o mais grave devido à sua alta possibilidade de metástase.

A letalidade do câncer de pele melanoma é elevada, porém sua incidência é baixa. São cerca de 6 mil novos casos por ano no país, segundo a Estimativa de Incidência de Câncer no Brasil.
As lesões de pele suspeitas podem ser estudadas com o  dermatoscópio, também chamado de microscopio de superfície, ou microscopio de epiluminescência, que é  um aparelho óptico que permite a visualização das estruturas localizadas abaixo da pele, apresentando como principal indicação o estabelecimento do diagnóstico das lesões pigmentadas da pele, sobretudo ao diagnóstico precoce do melanoma cutâneo.

A figura A ilustra um melanoma cutâneo e a figura B a imagem da mesma lesão com o dermatoscópio (10 x). Onde observa-se o padrão de multicomponentes com a presença de rede alargada, pontos pretos, pontos marrons periféricos e múltiplas cores (marrom-claro, marrom-escuro, azul e preto).
A figura C ilustra a titulo de comparação o padrão organizado de um nevo melanocítico composto, onde notam-se rede pigmentar regular periférica, área homogênea central e pontos pretos centrais. Por tanto, uma lesão benigna.

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30 - jul

Glomangiomas – Tumor glômico múltiplo

Categoria(s): Dermatologia geriátrica

Resenha: tumores glômicos múltiplos

Glomangiomas

Glomangiomas são tumores glômicos múltiplos que se originam nas células musculares lisas localizadas nos shunts arteriovenosos (glomo). Embora o mais comum é a cutânea ou subcutânea também têm encontrado no exterior da pele a partir de osso, estômago, cólon, traquéia e mediastino. Quando o tumor é unico recebe a denominação de tumor glômico. Trata-se de uma doença genética com herança autossômica dominante.

Clinicamente é caracterizado por um nódulo subcutâneo, doloroso à palpação, de coloração verde azulada, especialmente nas leitos ungueais das mãos e pés. Eles podem ocorrer em qualquer idade, com uma incidência ligeiramente maior em mulheres, quando a localização é subungueal. Quando ocorre na infância apresenta-se como nódulos azulados localizados na derme (figura), geralmente são indolores e as vezes agrupados em forma de placa, e deve-se diferenciar de nevus.

Tratamento – O tratamento de eleição é o cirúrgico com retirada do tumor.

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29 - jul

Doença de Parkinson atinge cerca de 200 mil pessoas no Brasil.

Categoria(s): Enfermagem, Fisioterapia, Gerontologia, Neurologia geriátrica, Notícia, Nutrição, Psicologia geriátrica, Terapeuta ocupacional

Doença de Parkinson atinge cerca de 200 mil pessoas no Brasil.

A doença de Parkinson é uma afecção degenerativa do sistema nervoso central que progride lentamente em uma condição crônica. Essa doença não tem causa conhecida e raramente atinge pessoas com menos de 50 anos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 4 milhões de pessoas em todo mundo sofrem da doença de Parkinson. No Brasil, estimativas da Associação Brasileira de Parkinson (ABP), mostram que cerca de 200 mil pessoas tenham a doença e que, ano a ano, vinte novos casos são diagnosticados para cada 100.000 pessoas, sem distinção de sexo.

Essa doença se caracteriza por tremores, rigidez muscular, diminuição da mobilidade e alterações posturais. O comprometimento da memória, a depressão. Essa anomalia se desenvolve principalmente pela perda de neurônios de uma área específica do cérebro, chamada substância negra, diminuindo a produção da dopamina e alterando os movimentos não voluntários.

Os primeiros sinais da doença são os tremores ou a perda da mímica facial associados a diminuição do piscar, olhar fixo e lentidão de movimentos. A voz pode se tornar monótona, a pele, principalmente a facial, fica lustrosa e seborréica. Ele ainda lembra que a marcha fica cada vez mais lenta e difícil, aumentando a freqüência de quedas e fraturas. Outra característica postural é que os braços ficam encolhidos e o tronco inclinado. Em casos avançados, pode haver um aumento na velocidade da marcha para não cair (festinação) ou então o paciente pode ficar parado (congelado) com dificuldade de iniciar um movimento.

O tratamento é baseado no uso de medicamentos, fisioterapia, fonoaudióloga, psicoterapia e sobre tudo no apóio da familia. Em alguns casos, recomenda-se a cirurgia. É importante lembrar a necessidade de tomar cuidado com medicamentos que desencadeiam ou pioram a síndrome  como alguns remédios para a depressão.

Referências:

parkinson

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