26 - jun
  

Lesões da pálpebra – Aderências na conjuntiva (Simbléfaro)

Categoria(s): Inflamação, Oftalmologia geriátrica




Lesões oculares

Simbléfaro

Simbléfaro (do grego sun, junto e blefaron, pálpebra) é uma aderência entre a superfície conjuntival das pálpebras e o globo ocular .

O simbléfaro pode ser causado por fragmentos incandescentes de soldas metálicas que entram em contato com a superfície da conjuntiva; lesões térmicas causadas por microondas, lasers e radiações ionizantes, conjuntivites infecciosas  tanto bacterianas como virais, doenças oculo-cutâneas afetam tanto a pele como os olhos como por exemplo, o penfigóide cicatricial, pênfigo, penfigóide bolhoso, dermatite herpetiforme, eritema multiforme, Síndrome de Stevens-Johnson, Necrólise epidérmica tóxica, Ceratoconjuntivite atópica crônica, Rosácea e Síndrome de Sjögren; o uso de medicações tópicas e sistêmicas como a pilocarpina, epinefrina, timolol, trifluridina, e idoxuridina. Finalmente, a cicatrização conjuntival pode ocorrer devido a trauma mecânico ou cirúrgico, como por exemplo, a retirada de um pterígio extenso.

Após a agressão inicial a reparação e a resposta inflamatória está relacionada a produção dos radicais livres e colagenase pelos queratócitos e leucócitos polimorfonucleares, que podem ser os responsáveis pelo desenvolvimento de úlceras corneanas estéreis e perfuração, especialmente nos casos de epitelização corneana demoradas.

Tratamento – O tratamento inicial visa erradicar os fatores irritantes externos, controlar as doenças endógenas, reduzir a inflamação conjuntival e recriar um ambiente fisiológico para a superfície ocular. As alterações cicatriciais geralmente necessitam correção cirúrgica. O objetivo é restaurar a integridade estrutural da pálpebra, eliminar irritação mecânica, e melhorar a visão. O procedimento cirúrgico pode induzir a formação de mais cicatrização, portanto deve ser cuidadosamente planejada.

O simbléfaro não necessita, obrigatoriamente, ser retirado, especialmente se ele não causa alterações da margem palpebral. Isto é particularmente verdade nos casos de patologias que podem ser reativadas por traumas cirúrgicos.

Indicações: Somente em casos de entrópio, ectrópio, lagoftalmo e diplopia restritiva.

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