Arquivo de 21/jun/2012





21 - jun

Doença Sexualmente Transmitida – Epidemia Gonorreia rebelde aos antibióticos

Categoria(s): Ginecologia geriátrica, Notícia, Sexualidade e DST, Urologia geriátrica

Epidemia Gonorreia rebelde aos antibióticos

O Alerta é da Organização Mundial de Saúde.

A gonorreia é uma das quatro principais DSTs curáveis, juntamente com a sífilis, as infecções por clamídia e a tricomoníase. Desde o desenvolvimento dos antibióticos, a bactéria Neisseria gonorrhoeae desenvolveu resistência a muitos dos antibióticos usados no seu tratamento, como a penicilina, a tetraciclina e as quinolonas, mas Atualmente milhões de pessoas com gonorreia podem estar em risco de não responderem às opções de tratamento para a doença, a menos que ações urgentes sejam realizadas, segundo informa a World Health Organization (WHO).

A nova orientação emitida hoje pela OMS é apelar para uma maior vigilância sobre o uso correto de antibióticos e mais pesquisas sobre tratamentos alternativos para infecções gonocócicas. O Plano de Ação Global da OMS para controlar a propagação e o impacto da resistência antimicrobiana da Neisseria gonorrhoeae pede maior monitoramento e elaboração de relatórios sobre as cepas resistentes, bem como uma melhor prevenção, diagnóstico e controle das infecções gonocócicas, estimadas em 106 milhões novos casos, a qual é transmitida por via sexual.

A resistência aos antibióticos é causada pelo acesso irrestrito aos antibióticos, uso abusivo e má qualidade dos antibióticos, assim como por mutações genéticas naturais dentro dos organismos causadores da doença.
A infecção gonocócica não tratada pode causar problemas de saúde em homens, mulheres e recém-nascidos, incluindo:

  • Infecção da uretra, do colo do útero e do reto.
  • Infertilidade em homens e mulheres.
  • Risco significativamente aumentado de infecção e de transmissão do HIV.
  • Gravidez ectópica, aborto espontâneo, natimortos e partos prematuros.
  • Infecções oculares graves ocorrem em 30 a 50% dos bebês nascidos de mulheres com gonorreia não tratada, o que pode levar à cegueira.

A gonorreia pode ser prevenida através de relações sexuais mais seguras. A detecção precoce e o tratamento imediato, incluindo o tratamento dos parceiros sexuais, são essenciais para controlar as infecções sexualmente transmissíveis.

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21 - jun

Doenca Sexualmente Transmitida – Doença inflamatória Pélvica (DIP)

Categoria(s): Emergências, Ginecologia geriátrica, Infectologia, Inflamação, Sexualidade e DST, Urologia geriátrica

Doença venérea – Doença inflamatória pélvica (DIP)

Summary

Pelvic inflammatory disease (PID) refers to infection of the uterus, Fallopian tubes (tubes that carry eggs from the ovaries to the uterus) and other reproductive organs that causes symptoms such as lower abdominal pain. It is a serious complication of some sexually transmitted diseases (STDs), especially chlamydia and gonorrhea. PID can damage the fallopian tubes and tissues in and near the uterus and ovaries. PID can lead to serious consequences including infertility, ectopic pregnancy, abscess formation, and chronic pelvic pain.

Doença inflamatória pélvica (DIP) incorpora um conjunto de doenças inflamatórias do trato genital feminino, como a endometrite, salpingite (inflamação das trompas de Fallopio – Figura, abscesso tubo-ovariano e peritonite pélvica. É um distúrbio comum caracterizado por dor na região do baixo ventre (região pélvica= útero e anexos), sensível à palpação, com febre e secreção vaginal; resultante de infecção dessas estruturas por um ou mais microrganismos.

A doença inflamatória pélvica (DIP) é mais comumente causada por transmissão sexual, pelo uso do DIU e por procedimentos ginecológicos. Os microrganismos mais comuns são Neisseria gonorrhoeae ou C. trachomatis, M. hominis e U. urealyticum, também podem estar envolvidos uma variedade de bactérias vaginais, incluindo os anaeróbios, bacilos entéricos Gram-negativos e estreptococos do grupo B.

Diagnóstico – Para confirmação diagnóstica da DIP devem ser feitos testes para infecção por Chlamydia e gonorréia, deve ser solicitado um teste de gravidez, exame bacteriológico e cultura do conteúdo vaginal e ecografia pélvica.

Tratamento – O tratamento da DIP deve ser feito por médico ginecologista, com uso de antibióticos adequados. Na maioria das vezes o caso necessita de internação clínica.

Complicações – As seqüelas da DIP em longo prazo incluem infertilidade, gravidez ectópica e dor pélvica crônica.

A DIP que ocorre após abortamento espontâneo ou induzido e nos partos normais ou partos complicados são bastante graves por ser decorrente de uma contaminação microbiana ampla com estafilococos, estreptococos, coliformes e Clostridium perfringens.

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