Arquivo de 5/jun/2012





05 - jun

Dedo em gatilho

Categoria(s): Inflamação, Reumatologia geriátrica

Ortopedia

 Dedo em gatilho

A tenosinovite estenosante, também conhecida como “dedo em gatilho”, é uma condição caracterizada por dor no trajeto dos tendões flexores da mão (figura), na região do túnel osteofibroso, associada à dificuldade ou travamento do movimento dos dedos da mão ou polegar, que podem permanecer flexionado. A pessoa, ao realizar a extensão do dedo ou polegar, apresenta um ressalto semelhante ao disparo de um gatilho de uma arma de fogo.

O dedo em gatilho é causado por um estreitamento relativo do sistema de polias e túneis, que abrigam os tendões flexores na região distal da palma da
mão e região palmar dos dedos.  É mais comum nas mulheres e ocorre, também, com maior frequência, nas pessoas diabéticas, portadoras de nefropatias, hipotireoidismo e outras endocrinopatias.

Tratamento – O tratamento indicado deve variar de acordo com a intensidade, gravidade e duração das alterações anatômicas e dos sintomas. O tratamento  pode ser feito  evitando-se atividades manuais que exijam esforço ou movimentos de repetição; uso de órtese extensora: a manutenção do dedo acometido em posição de extensão de forma intermitente e por algumas semanas pode promover o alívio temporário e até definitivo dos sintomas em casos leves. Deve-se  utilizar a órtese no período noturno, principalmente para evitar o travamento do dedo em posição de flexão por longo tempo;  exercícios  leves e suaves para manter a mobilidade e promover a drenagem linfática e combater o edema;  o uso de bolsas térmicas ou calor local com água morna, principalmente pela manhã, pode aliviar os sintomas de travamento e dor; as massagem podem aliviar a dor e reduzir o edema (drenagem). O tratamento medicamentoso pode ser feito via oral com antiinflamtórios ou injeções locais de costicosteroides. A liberação cirúrgica é utilizada em casos crônicos e que não responderam ao tratamento não cirúrgico. Deve ser realizado em ambiente de centro cirúrgico sob anestesia adequada (local ou regional).

Referência:

Ryzewicz M, Wolf JM. Trigger digits: principles, management, and complications. J Hand Surg [Am]. 2006;31(1):135-46.

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