27 - mai
  

Infecção urinária na mulher na pós-menopausa

Categoria(s): Gerontologia




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Infecção urinária na mulher na pós-menopausa

Aproximadamente 20% das mulheres na menopausa apresentam bactérias na urina sem ter nenhum sintoma, porém 50% delas podem apresentar infecções urinárias com alta chance de complicações. Este fenômeno ocorre pela diminuição dos hormônios femininos que estimulam o crescimento dos lactobacilos responsáveis pelo pH ácido da vagina, a chamada vaginose bacteriana. Assim, a falta dos lactobacilos na vagina das idosas torna o ambiente propício para o desenvolvimento de bactérias patogênicas como a Escherichia coli, causadora das cistites.

A cistite se caracteriza por dor ao urinar, urinar várias vezes em pequena quantidade, vontade incontrolada de urinar e dor na região inferior do abdome. Febre não é comum, a não ser nos casos complicados.

O exame de urina tipo 1 permite a confirmação da infecção e a cultura da urina pode determinar o agente patológico que está causando a infecção. O exame de antibiograma da cultura da urina permite ao médico escolher o antibiótico mais eficaz no tratamento.

Uma complicação que pode ocorrer é a repetição das infecções e como medida preventiva deve-se buscar avaliação ginecológica, evitar que a bexiga fique cheia muito tempo, corrigir a obstipação intestinal e higiene vaginal com produtos apropriados.

A vaginose bacteriana é um distúrbio que ocorre por um desequilíbrio da microbiota vaginal, caracterizado pela redução de lactobacilos com consequente redução da concentração de peróxido de hidrogênio, o que propicia um grande aumento nas bactérias aeróbicas e algumas anaeróbica. Algumas condições clínicas específicas, como menopausa, gravidez e imunodificiência, podem predispor ao aparecimento do desequilíbrio da microbiota vaginal e alacalinização do pH vaginal (o pH normal da vaginal é próximo de 4,5).

 

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