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12 - mai
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Meningite por haemophilus influenzae |
Categoria(s): Emergências, Infectologia, Neurologia geriátrica |
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Emergência infecciosa
A Meningite por haemophilus influenzae é uma infecção bacteriana (bactéria gram negativa) aguda, possui diferentes sorotipos (A, B, C, D, e F), sendo o sorotipo B o principal responsável por doença invasiva, tal como a meningite. É comum na primeira infância e o início é, geralmente, súbito, com febre, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos e rigidez de nuca. Lactentes, raramente, apresentam sinais de irritação meníngea ou de hipertensão intracraniana, como rigidez de nuca, convulsões e opistótono.
É uma doença de distribuição universal, com alta incidência em crianças, principalmente nos menores de 1 ano, sendo rara acima dos 5 anos.
Sintomatologia
Os sintomas iniciais são inespecíficos, comuns a outras doenças desse período, a exemplo de instabilidade térmica (hipotermia ou hipertermia), desconforto respiratório, irritabilidade, perda temporária e completa da sensibilidade e do movimento, recusa alimentar, vômitos, icterícia. Pode-se observar, ainda, a presença de outros sinais e sintomas como: agitação, grito meníngeo (a criança grita, quando manipulada, principalmente quando as pernas são flexionadas para troca de fraldas). No exame físico é muito importante a verificação dos sinais de irritação meníngea.
Irritação menígea – O sinais neurológicos da irritação meníngea são sinal Brudzinski – ântero-flexão dolorosa e resistente da cabeça, seguida por semiflexão dos joelhos; sinal de Kernig – resistência à extensão da perna; sinal de Bikele – resistência à extensão da perna e sinal de Binda – afastamento do ombro para o mesmo lado de rotação da cabeça.
Transmissão
A transmissão da doença é feita pelo contato direto pessoa a pessoa, doente ou portador, por meio das vias respiratórias.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito pelo exame do liquor
Tratamento
O tratamento é feito com antibióticos, estando o paciente em área de isolamento.
Prevenção
A prevenção é feita através da vacinação.
Referência:
Tags: Convulsão, Haemophilus influenzae, Meningite por haemophilus influenzae, Rigidez cervical, Sinal Brudzinski, Sinal de Bikele, Sinal de Binda, Sinal de Kernig

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tiburcio baptista comenta:
2 março, 2013 @ 9:09 AM
tem poucos aspectos como: periodo de incubacao, prevencao e mais outro.
Dr. Armando Miguel Jr comenta:
3 março, 2013 @ 8:54 AM
Tiburcio
A idéia de comentário é que os internautas deixem questionamentos sobre o post e também que o complemente com informações a respeito. Assim, gostaria que voce deixa-se informações a respeito do tema do post.
Complementando:
Agente etiológico – Haemophilus influenzae. Bacilo gran-negativo, imóvel, capsulado. Possui diferentes sorotipos (A, B, C, D, F), o sorotipo B é o principal causador da meningite.
Reservatório – O próprio homem, doente ou portador assintomático.
Transmissão – pessoa a pessoa- pelas vias aéreas.
Incubação – 2 a 4 dias da doença.
Período de transmissibilidade – Enquanto houver microrganismo na nasofaringe (normalmente até 24 horas após o início do antibiótico).
Complicações – Perda da audição, distúrbios da fala, retardo mental, distúrbios visuais e locomotores.
Notificação – Esta doença é de notificação compulsória pelo médico e de investigação obrigatório.
Medidas de controle dos contatos – A quimioprofilaxia (ou seja, uso de antibióticos) DEVE SER FEITA para todos os contatos domiciliares, que não tenham feito a vacina prévia ou que o esquema de vacinação foi incompleto.