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Estudo de caso – Como iniciar os hipoglicemiantes no diabético?

Categoria(s): Caso clínico, Endocrinogeriatria


Interpretação clínica

  • Mulher de 58 anos, foi diagnosticada como portadora de diabetes mellitus há quatro meses, após infecção de urinária, com glicemia de jejum de 192 mg/dl . Após tratar a infecção urinária e completar um programa educacional de nutrição e exercícios físicos, ela ainda está com peso de 102 kg e os valores da glicemia de jejum de 170 mg/dl e pós prandial de 220 mg/dl.

Qual a melhor orientação para essa paciente?

Após 6 a 8 semanas com um programa de mudança no estilo de vida com educação nutricional, exercícios e apóio psicológico, se este regime falhar deve-se iniciar a farmacoterapia.

Pacientes obesos, como o caso em estudo, a terapia indicada é com metformina, por reduzir o peso corporal, assim como os níveis de triglicérides séricos e colesterol LDL

Pacientes normais ou magros – Indica-se o uso de sulfoniluréia, que reduz os níveis de glicose plasmática de jejum, mas induz a um ganho de peso e não tem efeito sobre os níveis de triglicérides ou no colesterol séricos.

A glitazona é pouco eficaz como monodroga, apesar de melhorar a sensibilidade à insulina no fígado, no músculo e no tecido adiposo.

A insulina pode sera escolha de alguns pacientes, mas a maioria da preferência a medicação oral. Além disso, a insulina causa ganho de peso quando o controle glicêmico é atingido, embora possa reduzir os triglicérides e o colesterol LDL.

Medicamentos utilizados no controle da hiperglicemia

Sulfoniluréias – Estes farmacos foram os primeiros antihipoglicemiantes orais introduzidos para o controle do diabetes, a partir da década de 1950. O estímulo direito da secreção basal de insulina pelas células-beta pancreáticas é seu mecanismo de ação.

Glinidas – A repaglinida e a nateglinida são dois exemplos de glinidas. Elas aumentam a secreção de insulina pancreática.

Biguanidas – O exemplo deste grupo de hipoclicemiantes orais é a metformina. Esta reduz a resistência periférica à insulina, diminuindo a produçnao hepática de glicose. Este é o unico medicamento que comprovadamente reduz a incidência de complicações macrovasculares.

Glitazonas – A rosiglitazona e a pioglitazona são exemplos dessa classe medicamentosa. Estes  aumentam o efeito periférico da insulina por meio do estímulo da captação periférica de glicose pelo músculo esquelético. Pode demorar algumas semanas para produzir efeito no controle glicêmico, mas este é satisfatório.

Inibidores da alfaglicosidase – O medicamento representate deste grupo e a acarbose, que inibe as enzimas digestivas do tipo alfaglicosidades, que clivam polissacarídeos complexos em monossacarídeos, reduzindo a glicemia pós prandial. Outro efeito desses medicamentos é a reduçNao da relação Colesterol LDL/HDL. Se principal efeito adverso  e o aumento da flatulência.

Referência:

DeFronzo RA – Pharmacologic therapy for type 2 diabetes mellitus. Ann Intern Med. 1999;131:281-303.


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