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Estudo de caso – Escolha do anti-epiléptico
Categoria(s): Caso clínico, Neurogeriatria |
Interpretação clínica
- Homem de 62 anos, em acompanhamento por epilepsia no serviço de geriatria. As suas crises ocorriam logo após acordar e eram do tipo tônico-clônica generalizada. Estava bem controlada com fenitoína, porém esta apresentando hipertrofia gengival e deseja mudar para outro medicamento antiepilético. Além disso, sente abalos desgradáveis nos membros e tem episódio durante os quais “desliga” por 5 a 10 segundos.
Quais os medicamentos indicados nas várias formas de epilepsia?
O ácido valpróico é o antiepiléptico de escolha nos pacientes com epilepsia generalizada associada com múltiplos tipos de crises, como crises mioclônics, de ausência, tonicoclônicas generalizadas e parciais. Por esse motivo é a droga de escolha nesse paciente. Como drogas de segunda linha, o lamotrigina e o topiramato que também possuem um amplo espectro de eficácia contra os diversos tipos de crises.
A fenitoína e a carbamazepina são eficazes nas crise tonicoclônicas em pacientes com epilepsia primária generalizada, mas não são eficazes no tratamento das crises de ausência e mioclonia.
A gabapentina e a tiagabina não são eficazes no controle das crises mioclônicas ou ausência.
Referência:
Devinsky O – Patients with refractory seizures. n Egl J Med 1999;340:1565-1570.
Tags: crises epilépticas tônico-clônica, epilepsia, hipertrofia gengival
