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Estudo de caso – Fogachos

Categoria(s): Ginecogeriatria


Interpretação clínica

  • Mulher de 50 anos, que entrou na menopausa há 6 meses, apresenta fogachos e intenso distúrbio do humor. Não tem história de tabagismo, hipertensão ou doenças venosas. Os exames ginecológicos têm sido normais. Exame de Papanicolau e mamografia normais. Deseja esclarecimentos a respeito da possibilidade de reposição hormonal, para aliviar os sintomas de fogacho e distúrbio do humor. Porém, está preocupada com os risc0s de câncer de mama, pois tem parente próximo com esta neoplasia. Além disso, está preocupada com os efeitos adversos da terapia com estrogênio e deseja considerar o modulador seletivo da resposta estrogênica raloxifeno como forma alternativa de terapia de reposição hormonal.

Qual a melhor orientação para essa paciente?

O risco relativo de câncer de mama com a terapia de reposição hormonal (TRH) é pequeno, mas real. Todavia, estudos tem mostrado que a  mortalidade por câncer de mama não é maior nas mulheres que usaram a TRH. O risco de câncer de mama pode eventualmente ser contrabalanceado pelo efeito cardioprotetor do estrogênio.

Os fogachos podem ser diminuídos com o uso de clonidina (agente simpatolítico). Já o raloxifeno não vai prevenir e pode exacerbar os fogachos; pois, sendo um modulador dos receptores de estrogênio, ele aparentemente ñao tem efeitos estrogênio-like no hipotálamo.

Os focahos

Fogacho – Cerca de 50% a 70% das mulheres apresentam sintomas vasomotores (fogachos, calores noturnos) durante a transição para a menopausa. Fogachos são sensações transitórias de dissipação de calor através da pele, acompanhadas de sudorese, palpitações, náuseas, tonturas, cefaléias e alterações do sono e eventualmente insônia. Os mecanismos fisiopatológicos que contribuem para o desenvolvimento dos fogachos não são completamente conhecidos; sabe-se que, alterações dos níveis de estrógenos oriundos do declínio da função ovariana são importantes, mas não suficiente para o seu desenvolvimento. A extensão do problema pode ser avaliado pelo número de mulheres brasileiras no climatério (período que entre 45 e 64 anos), mais de 13,5 milhões segundo o CENSO de 2000, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Regulação neuroendócrina.

O controle termoregulador se dá através de um centro localizado na região hipotalâmica anterior. Acredita-se que, durante a transição para a menopausa, ocorra um estímulo maior do sistema simpático através de receptores beta-2-adrenérgicos. Essa ativação adrenérgica contribuiria para a redução da chamada zona termoneutra (zona de variação normal da temperatura corpórea); desse modo, os sintomas vasomotores ocorreriam em resposta a pequenas variações de temperatura corpórea. O centro hipotalâmico termoregulador também é sensível a variações de neurotransmissores monoadrenérgicos, como a serotonina e a noradrenalina, e hormônios como a progesterona e luteinizante.

Referência

Joffe, H; Watson R. et al – Assessment and treatment of hot flushes and menopausal mood disturbance. Psychiatric Clinic North American.2003; 26(3):563-580.

McNagny SE – Prescribing hormone replacement therapy for menopausal symptoms. Amm Intern Med. 1999;131:431-439

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1 Comentário »

  1. masinha araujo comenta:

    17 agosto, 2009 @ 6:22 AM

    oi,na verdade preciso de ajuda.
    gostaria de saber por que as massagens da parada eram 15/2 e hoje aumentou para30/2?
    preciso de resposta urgente!!!

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