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Estudo de caso – Crises epilépticas parciais
Categoria(s): Caso clínico, Neurogeriatria |
Interpretação clínica
- Mulher de 72 anos, em acompanhamento por cardiopatia, diabetes, osteoporose no serviço de geriatria, está sendo avaliada por estar apresentando estados de agressividade e esquecimento nos últimos 6 meses. Sua acompanhante, uma sobrinha, relata que a tia tem apresentado episódios de falta de responsividade e alheameanto em relação ao ambiente. Por uma ocasião quando estava levando-a para um consulta médica, apresentou um quadro estranho de olhar parado, respiração ruidosa, não respondendo ao chamado, que durou alguns minutos, após isso ficou sonolenta, dizendo-se “tonta” por mais de uma hora. Este fato ocorreu logo após passar por uma rua arborizada e os raios solares fizeram vários flashes de luz. Como a paciente vive sozinha, a sobrinha não sabe dizer se este fato já ocorreu outras vezes. No seu esquema terapêutico, além da insulina, inclui aspirina, sinvastatina, hipotensores, cardiotônicos, vitaminas, cálcio e antiinflamatórios.
- Ao exame físico, a pressão arterial era de 160/90 mmHg. Exame cardiológico, pulmonar e neurológico normal. Eletrocardiograma e exame do fundo de olho normais.
Qual a causa desse quadro da paciente?
O quadro apresentado pela paciente é de uma crise epiléptica parcial complexa que deverá ser avaliada com eletroencefalograma. O médico deverá fazer um minuncioso histórico familiar, pois existem quadros semelhantes na família que passam despercebidos, ou entendido como consequente das várias doenças do idoso ou da polifarmácia.
As crises complexas parciais apresentam-se com episódios breve (em torno de 90 segundos) de inconsciência transitória em relacão ao ambiente circundante e automatismos. As crises podem iniciar-se em qualquer idade. Geralmente, ocorre apenas uma vez por dia e precedidas de aura e seguidas de uma confusão pós-ictal.
O tratamento anticonvulsivamente com carbamazepina é o mais indicado. O ácido valpróico é o agente de segunda escolha junto com a gabapentina.
Veja – Epilepsia nos idosos
Referência:
Mosewich RK, SoEI – A clinical approach to the classification of seizures and epileptic syndromes. Mayo Clin Proc. 1996;71:405-414.
Tags: crises epilépticas, epilepsia

sergio comenta:
20 setembro, 2009 @ 9:43 PM
SOFRO TAMBEM DE CRISES CONVUSIVAS PARCIAIS JA ANOS TOMO REVOTRIL SERA QUE TEM OUTRA MEDICAÇAO SEM SER FAIXA PRETA POIS ESSA FOI ANICA QUE TIROU A MINHA CRISE DE AURA .
ivan comenta:
5 agosto, 2010 @ 11:20 AM
É relativa essa questão das medicações, tanto que comecei a fazer Terapia ( psicóloga ) , e principalmente a mudar meu estilo de vida no que tange a horas e qualidade de sono, esportes, alimentação dentre outros fatores que influem na quantidade de crises, infelizmente estou apresentando praticamente 1 crise por semana e recentemente fui internado na UTI por 2 vezes com respectivamente 5 e 3 crises convulsivas sucessivas, e isso porque minha carga medicamentosa diária é de trileptal + Hidantal + Frisium ( e acabo de retirar o depakene, que não estava adiantando nada ), conversando com meu neurologista, a idéia é partir para a monoterapia, estarei progressivamente tirando os outros remédios, para dar entrada ao LEVETIRACETAM ( KEPPRA ), vamos ver nop que vai dar, quanto ao meu perfil, sou jovem tenho na faixa de 30 anos, quase 2,00m de altura e mais de 100 kg, no que tange às crises de Aura eu as tenho direto,l antecedendo as crises generalizadas, conclusão; muita droga não adianta nada, o que ajuda é estilo de vida, detalhe, pratico Yoga desde 2003, e aconselho para todos que têm crises epilépticas como eu .