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Estudo de caso – Beriliose
Categoria(s): Caso clínico, Ortomolecular, Pneumogeriatria, Programa de saúde |
Interpretação clínica
- Homem de 58 anos, professor de engenharia de metais, vem formatando e construindo materiais de maquinaria para uma industria de pesquisa aeroespacial há muitos anos. Apresenta no exame periódico da firma onde trabalha, com palpitações, fadiga aos esforços físicos e tosse seca. Nega dores ou “chiado” no peito. Refere estar passando bem até 1 mês atrás, quanto teve um quadro de infecção das vias aéreas superiores, complicada com sinusite. Ao exame físico regular estado geral, biotipo longilíneo, leve dispnéia, emagrecimento leve com sarcopenia nos braços e tórax. O exame radiográfico do tórax mostra opacificações bilaterais, pequenas, reticulonodulares, e leve adenopatia hilar bilateral.
- refere estar conciente dos perigos de alguns dos materiais que tem contato, mas acha que isso é um problema para os trabalhadores da fábrica e nnao para os pesquisadores.

Como entender o caso?
Considerando que o paciente está exposta constantemente ao material resultante de trituração no laboratório e não usa qualquer controle ambiental para a eliminação da poeira suspensa no ar, o diagnóstico mais provável é de berilose pulmonar crônica.
A berilose pode ocorrer de duas formas: a aguda, causada pela exposição intensa ao agente contaminante – o tratamento é terapia com glicocorticóide – e a forma crônica, que se desenvolve ao longo de anos de exposição ao agente.
Sintomatologia – Os sintomas mais comuns são de falta de ar e tosse irritativa não produtiva. A presença de estertores bilateralmente ocorre em até 40% dos casos. A prova espirométrica mostra, capacidade vital e a capacidade de difusão diminuida. Pode haver obstrução do fluxo aéreo devido à reação granulomatosa nas vias aéreas.
O exame radiológico do tórax mostra opacidades reticulonodulares e adenopatia hilar em aproximadamente um terço dos pacientes. A confirmação diagnóstica é feita pelo estudo histopatológico da biópsia transbrônquica ou biópsia por videotoracoscopia. O teste de proliferação de linfócitos é realizado para medir a resposta imune antígeno-específica mediada por células ao berílio e pode ser usada para identificar a sensibilização ao berílio e a doença crônica ao berílio.
Tratamento – A prevenção é o melhor tratamento. A forma crônica da doença pode ou não responder bem ao tratamento com glicocorticóides.
Referências:
Rossman MD – Chronic beryllium disease: diagnosis and management. Environ Health Perspect. 1996;104(Suppl 5):945-947.
Parkes WR, ed. Occupational Lung Disorders. Boston Butterworth-Heinemann; 1994:571-591.
Tags: Beriliose, pneumonite intersticial, pneumopatia ocupacional
