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jul
20
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Estudo de caso – AVC: Artéria cerebral posterior
Categoria(s): Caso clínico, Neurogeriatria |
Interpretação clínica
- Homem negro com 65 anos, em acompanhamento geriátrico para diabetes mellitus, hipertensão arterial, cardiopatia isquêmica, doença vascular periférica e cirurgia de revascularização cardíaca (ponte de safena e mamária) há 8 anos, é trazido por familiares ao setor de emergência por apresentar fraqueza no lado esquerdo do corpo. As 10 horas da manhã após tomar o café da manhã apresentou tonturas, disfagia, diastria e fraqueza no lado esquerdo da face e braço.
- Ao exame físico pulso radial de 80 bpm e pressão arterial de 160/95. O exame neurológico revela paresia facial central esquerda, nistagmo provocado ao olhar para a esquerda, desvio da língua para a direita, força antigravidade no braço e perna esquerda (a manobra consiste em pedir que a pessoa sustente o braço ou perna elevados, vencendo a força da gravidade), e respostas plantares extensoras bilaterais. Há também fraqueza leve nos músculos abdutores do ombro direito. O exame da sensibilidade é normal. Demais exames físicos e hemodinâmicos normais.
- O paciente foi reezaminado no período da tarde e apresentava hemiplegia do lado esquerdo, sem nenhum movimento do braço e perna esquerda.
Com os dados clínicos podemos saber qual artéria cerebral foi acometida?
Os dados clínicos do paciente mostram que ele apresenta sintomas e sinais de doença vascular sistêmica difusa, aterosclerótica, envolvendo a circulação coronária (cardiopatia isquêmica), periférica e provavelmente cerebral intrínseca. A identificação detalhada da circulação cerebral comprometida durante a crise isquêmica transitória ou um acidente vascular cerebral isquêmico tem uma importância fundamental na escolha do curso da atuação diagnóstica e terapêutica.
A presença de fraqueza bilateral (mais à esquerda que à direita), tonturas, disartria e disfagia são sintomas altamente sugestivos de isquemia na circulação posterior, envolvendo o tronco cerebral. Além disso, seu exame mostra evidência de comprometimento extrapiramidal (resposta plantares extensoras bilaterais – sinal de Babinski *), disfunção oculovestibular (nistagmo lateral unilateral) e comprometimento de nervos cranianos (fraqueza unilateral da língua).
A artéria basilar e seus ramos suprem a maior parte do tronco cerebral. A artéria cerebral posterior supre o lobo occipital ipsilateral e lobo temporal médio. A presença de sintomas e sinais relativos ao tronco cerebral torna pouco provável a possibilidade de tratar-se de isquemia hemiférica e, portanto a artéria cerebral média ou as artérias penetrantes hemisféricas provavelmente não estão envolvidas.
Acidente vascular cerebral – Aspectos clínicos
Estudo de caso – AVC: Artéria cerebral média
* Sinal de Babinski – o sinal de Babinski é a flexão dorsal ou extensão lenta do hálux provocada pela estimulação da região plantar do pé, com exceção da superfície plantar do próprio hálux. A área para a pesquisa do sinal de Babinski é a margem lateral da região plantar. Este tipo de sinal é encontrado na lesão piramidal.
Durante muitos tempo os neurologistas classificaram as vias motoras em dois grupos, o sistema piramidal e o sistema extrapiramidal. Até hoje encontramos nos livros essa classificação tradicional. A denominação se refere às pirâmides bulbares, um par de protuberânceias alongadas da face ventral do bulbo, por onde passam as fibras do feixe córtico-espinal. O sistema piramidal seria formado pelo córtex motor e o feixe córtico-espinal, e o extrapiramidal pelo conjunto dos demais núcleos e feixes motores. Atribuía-se ao sistema piramidal o comando dos movimentos voluntários, e ao sistema extrapiramidal o comando dos movimentos involuntários.
Essa classificação, pouco útil para compreender a função das vias descendentes, tornou-se obsoleta quando o neuroanatomista holandês Henricus Kuypers, na década de 60, conseguiu relacionar de modo lógico as vias descendentes e suas origens com as principais funções motoras, constituindo a classificação morfofuncional de Kuypers.
Referência:
BrowRD Jr, Evans BA, Wiebers DO, Petty GW, Meissner I, Dale AJ – Transient ischemic attack and minor ischemic stroke: an algorithm for evaluation and treatment. Mayo Clin Prod 1994;69:1027-1039.
Tags: acidente vascular cerebral, diastria, disfagia, nistagmo, sinal de Babinski

Vânia comenta:
15 outubro, 2009 @ 7:01 AM
Bom dia, hoje estou triste, pois a 10 meses atrás tive um derrame,gças a Deus não fiquei com sequelas aparentes, mais em compensação sinto um estado de tontura constante e uma visão meio turva, fiz a TC do Cranio, e o resultado (Atrofia cerebral focal fronto-temporal a esquerda) fiquei triste e tbem tenho uma pressão oscilante,pois ao mesmo tempo q ela sobe ela desce, me ajude, pois adoro viver, dançar, e se essa doença vier para acabar comigo, então de nada adianta mais eu viver, hoje vou levar o resultado para o médico ver, pois todos os outros exames deram normal ainda bem. abraços
regina comenta:
24 março, 2010 @ 2:40 PM
nao fique triste continue levando a vida numa boa porque nada de grave vai te acontecer