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Estudo de caso – Síndrome das pernas inquietas

Categoria(s): Caso clínico, Neurogeriatria, Pneumogeriatria


Interpretação clínica

  • Homem branco com 52 anos, portador de diabetes tipo 2, com nefropatia e neuropatia periférica provocada pelo diabetes em tratamento há 5 anos, com insulina e hipoglicemiantes orais. Apresenta-se no ambulatório com queixa-se de dificuldade tanto para adormecer quanto para permanecer dormindo na maior parte da noite. Os sintomas iniciaram-se há um ano. Habitualmente, deita-se as 22:30 horas, mas precisa de 60 a 90 minutos para adormecer. Ao longo da noite acorda várias vezes e leva de 15 a 30 minutos para retomar o sono. Acorda às 6:30 horas, com o som do despertador. Durante o dia fica fadigado e cochila brevemente em situações passivas. Tem uma sensação estranha nas pernas durante a noite, que muitas vezes melhora quando move as pernas ou caminha um pouco. Não ronca e não tem passado por períodos de estresse.
  • Ao exame físico coração ritmico com 78 bpm; frequencia respiratória de 16 ciclos por minuto; pressão arterial de 125/80 mmHg. Exame físico diminuição da sensibilidade vibratória e térmica nos pés. Edema leve em ambas as pernas. Pulsos arteriais normais.

O que pode estar acontecendo com o paciente?

A hsitória clínica do paciente é sugestiva da síndrome das pernas inquietas (SPI), que compromete a qualidade de sono do paciente, tanto em iniciar, como manter o sono. A sensação de parestesia das pernas descritas pelo paciente é um outro ponto indicativo desta síndrome. Devido à SPI estar associada à distúrbios dos movimentos periódicos dos membros (DMPM), os despertares frequentes podem ocorrer.

A DMPM é um distúrbio caracterizado por contraçnao repetitiva do músculo tibial anterior (dorsiflexão do pé) durante o sono, embora este possa ocorrer sem a SPI.

A causa da SPI e do DMPM é desconhecida, embora ambos possam ser precipitados por medicamentos como antidepressivo tricíclicos e têm sido associados a várias doenças (insuficiência renal, anemia ferropriva, mielopatia, neuropatia periférica).

Tratamento – Apesar de poder ser iniciada a terapia sem os testes diagnósticos, o melhor é realizar um exame de polissonografia durante toda noite, no laboratório do sono. os hipnóticos podem ser utilizados, com cautela, para o tratamento tanto da SPI como DMPM.

As drogas de escolha no tratamento da SPI são os agonistas dopaminérgicos (levodopa, mesilato de pergolida, pramipexol), hipnóticos e narcóticos. os agonistas dopaminérgicos têm o sucesso terapútico mais consistente.

Referências:

Mahowald MW, Schenck CH – Parasomnia including restless leg syndrome. Clin Chest Med. 1998;19:183-202

Trenkwalder C, Walters AS, Hening W – Periodic limb movements and restless legs syndrome. neurol Clin. 1996;14:629-650.

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1 Comentário »

  1. wilson comenta:

    15 dezembro, 2009 @ 12:13 PM

    eu consigo dormir fazendo alongamento na posiçao de sapo pressionando o corpo sobre as pernas ate sentir dores nos nervos da batata da perna

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