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Ansiedade nos idosos – Parte 4. Depressão reativa

Categoria(s): Psicogeriatria


Resenha

O viver sem temor

Colaboradora: Fabiana Gonçalves Boccia Viscaino *

* Enfermeira e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

Depressão refere-se a uma síndrome psiquiátrica por humor deprimido, perda do interesse ou prazer, alterações do funcionamento biológico, com repercussões importantes na vida do indivíduo e com uma duração, sem tratamento, de meses a anos.

A doença depressiva abrange os sentimentos, o pensamento, a capacidade de lidar com as decisões e pressões do dia-a-dia. Envolve o ser humano em todas as suas dimensões: psicológica, biológica e social.

A depressão apresenta sintomas psíquicos e somáticos:
Tristeza patológica: qualidade negativa, desagradável, às vezes com sensação profunda de vazio. Em casos mais graves, pode haver a sensação de “astenia” dos sentimentos, uma sensação de que tudo é igual, que nada faz diferença.
Anedonia: redução da capacidade de sentir prazer frente aquelas situações que antes proporcionavam satisfação, bem estar e alegria.
Lentificação do pensamento: O raciocínio fica lento, as idéias negativas, pessimismo e baixa auto- estima. A pessoa pode pensar em morte e algumas vezes tentam suicídio.
Distorção da realidade: em casos mais graves.
Choro imotivado
Distúrbios do sono: Insônia ou excesso de sono.
Redução: energia, rendimento, apetite e perda do interesse sexual.
A sintomatológica no idoso é semelhante à sintomatologia em outras faixas etárias, o idoso queixa-se menos frequentemente de se sentir deprimido e há menor ocorrência de sentimentos de desvalia ou culpa.
O deprimido idoso focaliza a sua atenção em sintomas corporais e apresenta mais queixas físicas. As queixas relativas à memória são mais freqüentes.
Muitas vezes a depressão no idoso pode manifestar-se através de formas atípicas: pseudodemência, síndromes dolorosas (depressão associada a artrite, fibrosite, fibromialgia), somatizações ( fadiga, queixas gastrointestinais), ansiedade e abuso de álcool.

Veja as referências na página do dia 08 de julho 2009 - Ansiedade nos idosos – Parte 8. Comentários finais

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