21 - jun
  

Virose do verão – Influenza A (H1N1) – Gripe suína

Categoria(s): Infectologia




Resenha

Vírus Influenza

Segundo o Ministério da Saúde pelo menos 2 mil pessoas morrem ao ano em conseqüência da gripe sazonal (gripe comum). A influenza A (H1N1), que ficou popularmente conhecida como gripe suína, é uma forma variante da influenza.

A pandêmica influenza A (H1N1) volta a representar uma ameaça devido a combinação de mutações, crescente resistência a antibióticos e dificuldade dos sistemas de saúde pública em seguir os pacientes em tratamento. Com a capacidade de cruzar fronteiras e se espalhar com a mesma velocidade com que as pessoas se deslocam de um país a outro, ou seja, em algumas horas.

Este fato chama a atenção para as doenças infecciosas que constituem as principais causas de morbidade entre os viajantes. As diarréias representam 50% a 68% dos problemas; as afecções das vias aéreas superiores estão na segunda posição, com 14% a 31%; e a febre na terceira, com 12% a 15%. As dermatoses e as doenças sexualmente transmissíveis ocupam, respectivamente, a quinta e sexta posição entre as causas de doenças de viagem.

O espectro de novas doenças infecciosas ronda o mundo globalizado atual a um ritmo sem precedentes, segundo o último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado no final de agosto, com o título Um Futuro Melhor: segurança em saúde pública global no século 21. Desde 1967, ao menos 39 novos agentes patogênicos foram identificados, além do HIV, a febre hemorrágica ebola, a febre hemorrágica de Marburg (ambos na África) e a SARS, ou síndrome respiratória aguda grave, constata o relatório da OMS.

Infelizmente a maioria das pessoas não tem noção dessa realidade e não procura um médico atrás de informação e orientação sobre as precauções que devem ser tomadas antes das viagens.

Centro de Informações em Saúde para Viajantes (Cives)

O primeiro serviço brasileiro de medicina de viagem foi o Centro de Informações em Saúde para Viajantes (Cives), criado em março de 1997 por iniciativa de alguns professores do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FMUFRJ). Logo depois, dois novos serviços foram criados em São Paulo. Hoje, existem quatro centros funcionando no País.

Orientações básicas

O viajante deve ir ao médico entre seis e quatro semanas antes da partida. Há vacinas que têm de ser tomadas com antecedência. No caso da anti-rábica, são necessários 21 dias.

Durante o vôo – O viajante deve ingerir bastante líquido e deixar de lado as bebidas alcoólicas. Quando optar por consumi-las, recomendar que ele tome o dobro de água para se manter hidratado. Usar meias elásticas de média compressão é recomendado para idosos, diabéticos e para quem tem predisposição à trombose. Usar sapatos confortáveis e fazer exercícios durante o vôo são outras duas medidas recomendadas para evitar a trombose, também conhecida como “síndrome da classe econômica” por causa do espaço exíguo de que dispõem os passageiros dessa classe. O uso de aspirina três dias antes do vôo pode diminuir o risco de trombose. Mas deve ser recomendada com cuidado devido às contra-indicações.

Nos passeios – A pessoa deve evitar ir a mercados ou feiras livres que tenham exposição de animais. A manipulação de animais também deve ser evitada para afastar o risco de mordidas ou outro tipo de contaminação. Passar sempre protetor solar e repelente de insetos quando sair. O último contato com a pele deve ser o do repelente. Usar bota de cano longo em áreas rurais ou silvestres e, em caso de picada por animais peçonhentos, evitar sucção e torniquete.

Alimentação – O viajante deve lavar sempre as mãos. Ferver a água e optar por água engarrafada, hermeticamente fechada, em vez de ensacada, ou água com gás, que representa ainda menos perigo. Não consumir alimentos crus, como folhas, legumes e ovos, ou carnes mal passadas. Descascar as frutas e escovar os dentes com água mineral ou fervida quando houver suspeita sobre o tratamento da água encanada.

Veja mais – Centro de Informações em Saúde para Viajantes (Cives)

Vacinação nos idosos

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1 Comentário »

  1. vanderleia comenta:

    29 julho, 2009 @ 1:02 PM

    a gripe pode repeti, e se a consequencia e pior,como fazer quando a gripe repetir ?

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