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jun
06
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Estudo de caso – Taquicardia supraventricular paroxística
Categoria(s): Cardiogeriatria, Caso clínico, Emergências |
Interpretação clínica
- Homem de 46 anos vem ao seu consultório para avaliar episódio de palpitação que iniciou-se há quatro horas. Refere que tem sentido palpitações intermitentes desde adolescência, e tem sido aconselhado evitar cafeína, práticas esportivas. Recentemente as palpitações começaram a ocorrer várias vezes por semana e a durar várias horas. Durante esse tempo permanece imóvel e tem medo de se mover. Relata que após o término das palpitações sente profunda fadiga.
- Ao exame físico apresentou-se pálido e diaforético. O pulso era muito rápido e a pressão arterial de 80/50 mmHg. Nenhuma outra alteração física foi encontrada. O eletrocardiograma mostrou ritmo regular com 180 bpm, com complexo QRS estreito e de morfologia normal. Não consegui-se visualizar onda P. Como medica inicial você solicitou que o paciente realiza-se a manobra de valsalva e após alguma manobras a taquicardia terminou em ritmo sinusal normal, com intervaloPR e complexo QRS normais.
Veja abaixo a título de comparação um eletrocardiograma de um paciente com taquicardia ventricular, onde os complexos QRS encontram-se alargados (o estímulo da arritmia inicia-se no próprio ventrículo).

Como você pode conduzir o caso?
A taquicardia desse paciente está se agravando em frequência e duração nos últimos meses. A sua forma de apresentação, sem fator desencadeante e causando baixo débito cardíaco, resultando em hipotensão arterial importante é extremamente preocupante.
Como medida inicial devemos procurar entender a forma geradora dessa taquicardia e intervir de forma curativa. A manobra de Valsalva se mostrou eficaz no caso, mas sabaemos que está manobra pode ser inconstante e não confiável.
Os bloqueadores nodais atrioventriculares orais (digoxina, verapamil) e os agentes antiarrítmicos com atividade beta-bloqueadora (sotalol) podem apresentar benefícios terapêuticos para os pacientes com taquicardia de reentrada, sendo indicados nos casos emergênciais, ou na forma profilática. A ablação por radiofrequência do circuito de reentrada é efetiva em 95% dos casos, cancelando a utilização de terapia medicamentosa que dure toda a vida, evitando-se com isso os possíveis efeitos adversos destes medicamentos.
Referência:
Orejarena LA, Vidaillet H Jr, DeStefana F, Nordstrom DL, et al – Paroxysmal supraventricular tachycardia in the general population. J Am Coll Cardiol 1998;31:150-157.
Tags: baixo débito cardíaco, taquicardia supraventricular

andrea lopes ferreira comenta:
24 julho, 2009 @ 10:05 AM
sou uma mãe desesperada que não entendeu as causas da morte do meu filho
ele nasceu dia 2 de outubro no dia 3 ele subiu pra uti sianótico no dia 5 deram alta pra ele sem fazer nenhum tipo de exames e tambem não me encaminharam pra fazer também
em casa notei que meu filho mamava e vomitava não estava pegando peso e a todo estante ficava roxo e o cho dele era muito baixo levei no pediatra varias vezes quando ele ficava todo roxo desfalecido em meu colo eles me disse que era normal das ultimas vezes ele ficou roxo no colo da pediatra da emergencia do ama que levei na emergencia ela virou meu filho e deu somente um tapa nas costa dele no dia 27 de novembro levei ele no hospital infantio candido fontoura e disse o que estava acontecendo a pediatra disse que era normal e me receitou bromoprida e inalação com birotec não adiantou quando voi no dia 16 de janeiro começou uma febre que não abaixava e ele vomitava muito levei devolta no hospitalinfantil e ele ficou internado no dia17 subiu pra uti pediatrica fizeram os exames nele e descobriram que ele tinha varios problemas no coração no dia 22 de janeiro ele não resistiu e faleceu com cardiopatia congênita completa ;choque cardiogenico e crise de hipertenção pulmonar se eles tivesem descoberto isso no nascimento ele estaria vivo os medicamentos fizeram agravar mais a situação dele desde que ele faleceu busco resposta na internet quero saber que doença é essa se veio de mim ou do pai ou é genético por favor pesso umildimente que me responda
tenho 27 anos e era o meu primeiro filho
obrigado.
tiago menerses comenta:
26 março, 2010 @ 2:53 PM
Eu foi operado ao coraçao , ultimamente estava bem mas a um mes para ca tive 5 taquicardias supraventriculares a 254 bpm.
Vou por um holter e depois vou fazer uma cardioversao electrica programada sera que a cardiversao vai resulver o meu problema.