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mai
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Estudo de caso – Angina Pecturis: acompanhamento
Categoria(s): Cardiogeriatria, Caso clínico |
Interpretação clínica
- Homem de 62 anos, aposentado, em acompanhamento no serviço de geriatria, está apresentando leve desconforto no peito aos exercícios, que ocorre cerca de uma vez por mê, e é aliviado prontamente com nitroglicerina subligual. Há 3 anos teve infarto do miocárdio sem onda Q. Faz uso de ß-bloqueador, aspirina e sinvastatina. Não apresenta diabetes, hipertensão ou obesidade.
- Um teste de esforço, com esteira rolante, utilizando o protocolo de Bruce, não evidenciou nenhuma alteraçnao do segmento ߆ ap’os nove minutos de exercícios. A cintilografia de acompanhamento da perfusão foi normal.
Qual a melhor forma para diagnosticar e acompanhar o desconforto pré-cordial?
Este paciente apresenta seguramente doença arterial coronária, evidenciada pela história clínica de infarto do miocárdio. Tanto o teste de esforço como o exame cintilográfico apresentam valores preditivos negativos excelentes, ou seja a ausência de qualquer alteração nesses exames pode sder um grande fator de segurança quanto ao risco de infarto eminente.
Quando se deve repetir os testes de esforço na esteira e cintilografia miocárdica depende do julgamento de cada profissional que está acompanhando o caso. Porém, as orientações existentes indicam que pacientes assintomáticos, ou com poucos sintomas, com doença cardíaca isquêmica prévia (como no caso) e que são capazes de se exercitarem em esteira rolante por períodos longos e que não têm nehuma anormalidade reversível, documentada pela cintilografia, apresentam excelente prognóstico. Tais pacientes podem repetir os testes a cada três anos. Entretanto, se houver alterações nos sintomas estes exames devem ser antecipados.
Referência:
Gibbons RJ, Chatterjee K, Daley J, Douglas JS, et al – ACC/AHA/ACP-ASIM Guidelines for the management of Patients with Chronic Stable Angina: a report of the American College Of Cardiology/American Heart Association Task Force on Practice Guidelines. J Am Coll Cardiol. 1999;33:2092-2197.
Tags: angina, ß-bloqueador, infarto do miocárdio
