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Hanseníase – Parte 1. Lepra um problema de saúde pública
Categoria(s): Dermatogeriatria, Programa de saúde |
Hanseníase
O fim da marca do preconceito
Colaboradora: Larissa Regina Alves de Carli Zanca *
* Médica e pós-graduada do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp
A Hanseníase é uma das doenças mais antigas da humanidade, popularmente conhecida como lepra, causa lesões na pele, ataca o sistema nervoso periférico, causando deformações quando não tratada no início. É uma doença infecto-contagiosa transmissível e sua transmissão ocorre através das vias aéreas, principalmente pelo nariz por onde as bactérias eliminadas por gotículas da fala são inaladas por outras pessoas penetrando o organismo pela mucosa do nariz. Outra forma de contágio é o contato direto com a pele através das lesões do doente.
O período de incubação e desenvolvimento da hanseníase compreende um período que varia de 2 a 7 anos e entre os fatores de incidência dessa patologia estão o baixo nível sócio-econômico da população, a desnutrição e a superpopulação doméstica. Com isso, a doença ainda se manifesta em grande número nos países subdesenvolvidos.
A hanseníase é uma patologia fácil de se diagnosticar e seu tratamento leva à cura, no entanto, quando o seu diagnóstico é tardio e o início do tratamento retardado, o indivíduo pode ter graves conseqüências para a família do portador, bem como para o doente devido a lesões que causam deformações, principalmente nos pés e mãos, incapacitando-o fisicamente para o trabalho.
Enquanto a doença se torna mais rara em alguns países ou regiões, quinze países com mais de 1 milhão de habitantes foram considerados endêmicos pela Organização Mundial da Saúde ao final de 2000. No mundo existiam 597.232 casos registrados, e foram diagnosticados 719.330 casos novos. O Brasil detém o segundo lugar no mundo, em número absoluto de casos (77.676 casos – 4,6/ 10.000) e índice de detecção considerado muito alto (2,41/10.000 – 41.070 casos novos).
Segundo o Ministério da Saúde (2001), a hanseníase no Brasil ainda é um problema de saúde pública, apesar da redução drástica no número de casos – de 17 para cinco por 10 mil habitantes – no período de 1985 a 1999. O Brasil atualmente dispõe de condições altamente favoráveis para a sua eliminação como problema de saúde pública. Diante disso, o Ministério da Saúde, em novembro de 2002, lançou o Plano Nacional de Mobilização e Intensificação das Ações para a Eliminação da Hanseníase no Brasil, que reúne os mais diversos segmentos sociais, bem como os gestores do Sistema Único de Saúde e os profissionais de saúde e, com isso, o governo brasileiro assumiu em janeiro de 2002, na ocasião da reunião da Aliança Global para a Eliminação da Hanseníase, o compromisso de mobilizar-se para a erradicação da mesma no território brasileiro, através de ações preventivas, promocionais e curativas realizadas pelas Equipes de Saúde da Família, com envolvimento e comprometimento de todos os profissionais, principalmente dos agentes comunitários de saúde, pois os mesmos têm um contato maior com as famílias a nível domiciliar.
Esse envolvimento é imprescindível, pois os pacientes que sofrem de Hanseníase muitas vezes demoram iniciar o tratamento devido a alguns fatores como: o seu período de incubação, sua evolução arrastada, o preconceito da sociedade e até mesmo o preconceito dos familiares e do doente, e isso impede que a doença seja tratada em fase inicial.
Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Atenção Básica. Área Técnica de Dermatologia Sanitária. Guia para utilização de medicamentos e imunobiológicos na área de hanseníase. Brasília, Ministério da Saúde, 2001.
_______. Ministério da Saúde. Guia para o controle da Hanseníase. Brasil, 1983.
_______. Arcoverde, W. M. Guia para o controle da Hanseníase. Brasil, 1984. Brasil.
_______. Saúde para a vida treinamento para prevenção de incapacidades em hanseníase.Brasília: Ministério da Saúde e American Leprosy Mission; 1998.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE – OMS. Working paper: currents status in reactions and nerve damage in leprosy – What next? Report of the Scientific Working Group on Leprosy. Geneva, Switzerland, 2005.
Tags: hanseníase, lepra

wilson comenta:
19 junho, 2009 @ 6:46 AM
a qui em goiania go , aparecida de goiania .esta tendo uma grande quantidade hanseniase hospitais estao lotado, da inpreçao que as altoridade esconde da populacao.