Arquivo de maio, 2009

31
mai

 Trombose venosa profunda nos idosos internados

Categoria(s): Angiologia Geriátrica, Emergências

Resenha

trombose venosaA trombose venosa profunda (TVP) consiste na presença de um trombo em uma veia profunda, obstruindo o fluxo sanguíneo total ou parcialmente, mais as alterações inflamatórias na parede venosa. É divida em duas categorias: Trombose venosa da perna, onde o trombo fica confinado nas veias profundas e Trombose venosa proximal, onde o trombo se aloja em veias poplítea, femoral ou ilíaca, com pior prognóstico.

A TVP dos membros inferiores é bastante frequente, com incidência estimada de 0,6 a 0,9 casos por 1000 habitantes por ano. Sua complicaçnao mais temida é a embolia pulmonar (EP) responsável por muitos óbitos.

Estudos realizados em cadáveres mostraram que, em 70% das autópsias, é possível encontrar sinais de TVP e/ou EP, não detectados nos pacientes quando ainda em vida. Vários fatores contribuem para esta alta taxa de TVP não diagnosticada, como: ocorriencia de trombos pequenos ou móveis nos vasos (trombos flutuantes) – incapazes de obstruir totalmente o fluxo venoso – trombose de curta extensão, pacientes acamados, pacientes sob tratamento com analgésicos e com traumatismo das pernas. Estes fatores mascaram os sintomas clássicos da TVP – dor, edema no membro afetado.

Os princípios básicos da formação do trombo no interior da veia, estabelecidos pelo patologista polonês Rudolf Virchow, em 1856, são estase venosa, a lesão vascular (lesão endotelial) e distúrbio da coagulação sanguínea. Enquanto que a estase e a lesão endotelial constituem fatores desencadeantes, o distúrbio da coagulação é considerada um fator precipitante, sendo provocada por desidratação hiper-homocisteinemia, neoplasias, estados pró-trombóticos, infecções generalizadas, gravidez e terapia hormonal (uso de anticoncepcional ou terapia de reposição hormonal). Os fatores de risco para TVP são representados por idade avançada, cirurgias, obesidade, insuficiência cardíaca, varizes, história anterior de TVP e alguns tumores.

Internações clínicas

Diversas condições clínicas estão associadas ao risco de TVP, porém em relação à mobilidade reduzida, ainda há dúvidas sobre a partir de que perda da mobilidade passa a existir um risco maior para o desenvolvimento de TVP e EP. É bem possível que uma imobilização completa e prolongada (exemplo estados de coma), que não esteja associada a outro fator de risco, seja incapaz de induzir o paciente à TVP.

Entre os fatores de risco adicionais destaca-se – acidente vascular cerebral (AVC), neoplasias, infarto agudo do miocárdio (IAM), insuficiência cardíaca congetiva (ICC) descompensada, infecções graves, quimioterapia, radioterapia, insuficiência renal, doenças intestinais inflamatórias, insuficiência arterial periférica, doencas respiratórias graves, uso de cateteres centrais.

Internações cirúrgicas

Em relação às internações cirúrgicas, pelo dois componentes da tríade de Virchow se encontram presentes com certa frequência: a estase venosa  e hipercoagulabilidade sanguínea. A estase venosa ganha importância fisiopatológica em funçnao da duraçnao da cirurgia, do tipo de anestesia, da imobilidade no pós-opertório e da presença da desidratação. De uma forma geral o risco de TVP em cirurgias fica entre 15% a 30%, com destaque para cirurgias ortopédicas (fratura do colo do fêmur, artroplastia do quadril e artroplastia do joelho) de 36% a 84%.

O terceiro fator, a lesão endotelial, pode ocorrer de forma eventual nos casos de traumas venosos por cateteres, venoclises e medicamentos intravenosos.

As medidas preventivas, que permitem a proteção do paciente incluem a deambulação precoce, o uso de heparina nnao fracionada e de baixo peso molecular por via subcutânea, de meias elásticas antitrombóticas e da compressão pneumática externa intermitente. Recentemente, por iniciativa do Grupo de Estudos de Trombose e Hemostasia (GETH), foi publicada a Diretriz Brasileira de Profilaxia de TEV no Paciente Clínico Internado (veja as referências).

Veja – Tromboembolismo venoso

Referências:

Diretriz Brasileira de Profilaxia de TEV em Paciente Clinico. Parte 1.  [on line]

Diretriz Brasileira de Profilaxia de TEV em Paciente Clinico. Parte 2. [on line]

Diretriz Brasileira de Profilaxia de TEV em Paciente Clínico. Parte 3. [on line]

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Trombose venosa e embolia pulmonar
Estudo de caso – Terapia de reposição hormonal
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Estudo de caso – TRH e trombose venosa
Síndrome do anticorpo antifosfolipídio
Embolia pulmonar nos idosos

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30
mai

 Os idosos e a gerontologia no Brasil

Categoria(s): Demografia, Gerontologia

Resenha

O estudo da população acima dos 60 anos

Colaborador: Marcelo Francisco Bombardi *

* Fisioterapêuta e pós-graduado do curso de Gerontologia da Metrocamp
Idoso e festa

Observa-se que o segmento mais idoso da população brasileira sofreu um rápido aumento a partir dos anos 60, quando começou a crescer em ritmo bem mais acelerado do que as populações adultas e jovens. De 1970 até hoje, o peso da população idosa sobre a população total passou de 3% para 8% e esse percentual deve dobrar nos próximos vinte anos. Isto em virtude da redução nas taxas de natalidade, da ordem de 35,5% nos últimos 15 anos, e o aumento da expectativa de vida por ocasião do nascimento, que passou de 61,7 anos em 1980, para 69 anos nos dias atuais, a base da pirâmide populacional vem se estreitando nas últimas décadas. E existe ainda a expectativa de uma intensificação desse processo de envelhecimento populacional. Estima-se que a partir de meados do próximo século, a população brasileira com mais de 60 anos será maior que a de crianças e adolescentes com 14 anos ou menos.

Essa temática provocou uma preocupação generalizada em diversos segmentos profissionais e fez com que, nos últimos anos, proliferassem no
Brasil os programas e associações destinados aos idosos, como o movimento dos aposentados, os movimentos assistenciais e os sócio-culturais. Em razão dessa visibilidade alcançada pelos idosos nos últimos anos, e graças aos esforços de organização dos profissionais dedicados à essa área de atuação, através de núcleos de estudo e pesquisa, os estudos teóricos e empíricos na área do envelhecimento começaram a florescer no Brasil.

Como nota WITTER (1999), quanto mais rápido e diversificado o desenvolvimento de uma área, maior a necessidade de pesquisas de
avaliação. salienta a importância da realização de pesquisas de metaciência, que permitem analisar e avaliar a qualidade e efetividade do
conhecimento produzido em uma determinada área, bem como suas necessidades e déficits. O próprio progresso científico se relaciona ou depende de avaliações sistemáticas da produção e do trabalho dos pesquisadores, o que garante o aperfeiçoamento constante não só do conhecimento, como também do próprio ensino (GALEMBECK, 1990).

A Gerontologia, por ser uma área recente e de rápido crescimento, tem uma grande necessidade de avaliar e direcionar sua produção e, por seu
caráter multidisciplinar, tem especial dificuldade de aglutinar seu conhecimento. A falta de articulação entre os diferentes programas e bibliotecas mantém a produção acadêmica na obscuridade e, desta forma, o aproveitamento do conhecimento fica minimizado. A avaliação da produção científica dessa nova área do conhecimento permitirá não só caracterizar seu estágio de desenvolvimento, aquilatar o nível de conhecimento disponível e apontar lacunas e necessidades, mas também identificar sua relevância no sentido de atender às necessidades e problemas da realidade e da sociedade.

Em 1997, Anita Neri realizou uma análise de 36 relatos de pesquisa constantes de teses e dissertações defendidas em programas de pós
graduação em psicologia entre os anos de 1975 e 1996, na Universidade de São Paulo, Universidade Estadual de Campinas e Pontifícias Universidades Católicas de São Paulo e de Campinas. Nesse trabalho, a autora localizou nos acervos dessas universidades 60 trabalhos sobre velhice, em outras áreas do conhecimento como: enfermagem, saúde pública, fonoaudiologia, sociologia, antropologia, jornalismo, comunicações e propaganda, e que não foram usados em sua análise.

Em um levantamento das teses e dissertações sobre velhice e envelhecimento foram encontradas 232 trabalhos em áreas diversas do conhecimento, sem incluir os trabalhos da área médica, com enfoque geriátrico. Nesse levantamento pode-se notar que a produção
científica durante o período de 1995 a 1999 foi praticamente o dobro da realizada entre os anos de 1975 a 1994, o que demonstra o rápido crescimento da área. Nota-se também, que a diversidade das áreas do conhecimento que vêm se interessando pela pesquisa gerontológica tem crescido muito nos últimos anos. Os primeiros estudos foram nas áreas da Psicologia, Sociologia, Serviço social e Enfermagem. Mais tarde aparecem os trabalhos em Educação e Educação Física. Depois de 1989 surgem trabalhos em Fonoaudiologia, Comunicação e Direito. Nos últimos anos esse leque se abre ainda mais e encontra-se trabalhos nas áreas de Administração de Empresas, Farmácia, Engenharia de Produção, Lingüística Aplicada e História.

De uns anos para cá, consolidaram-se as associações de profissionais que atendem à população idosa, bem como os cursos de pós-graduação em
Gerontologia, o que trouxe um avanço ainda maior na área de pesquisa. O momento parece então ser bastante adequada para se fazer uma
atualização do levantamento do trabalho científico produzido na área da Gerontologia até os dias atuais e para que se analise com maior cuidado a direção ou direções em que se encaminha a pesquisa gerontológica no Brasil.

Referências:

GALEMBECK, F.(1990). Sem avaliação, sem progresso. Ciência e Cultura, 19(9), p 627-628.

NERI, A.L. (1997), A pesquisa em gerontologia no Brasil. Análise de conteúdos de amostra de pesquisa no período de 1975-1996. Texto e
Contexto, v.6, n.2, p69-105.

WITTER, G.P; Pécora, G.M.M. (1997), Temática das dissertações e teses em Biblioteconomia e Ciência da Informação no Brasil (1970-1992). In G.P. Witter (org), Produção cient í f ica, Campinas,SP: Editora Átomo

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29
mai

 Qualidade de Vida

Categoria(s): Conceitos, Sociologia

Resenha

O viver bem

Colaborador: Marcelo Francisco Bombardi *

* Fisioterapêuta e pós-graduado do curso de Gerontologia da Metrocamp

A expressão qualidade de vida foi empregada pela primeira vez pelo presidente dos Estados Unidos, Lyndon Johnson em 1964 ao declarar que “os objetivos não podem ser medidos através do balanço dos bancos. Eles só podem ser medidos através da qualidade de vida que proporcionam às pessoas”. O interesse em conceitos como “padrão de vida” e “qualidade de vida” foi inicialmente partilhado por
cientistas sociais, filósofos e políticos. O crescente desenvolvimento tecnológico da Medicina e ciências afins trouxe como uma conseqüência
negativa a sua progressiva desumanização. Assim, a preocupação com o conceito de “qualidade de vida” refere-se a um movimento dentro das ciências humanas e biológicas no sentido de valorizar parâmetros mais amplos que o controle de sintomas, a diminuição da mortalidade ou o aumento da expectativa de vida. Assim, a avaliação da qualidade de vida foi acrescentada nos ensaios clínicos, como a terceira dimensão a ser avaliada, além da eficácia (modificação da doença pelo efeito da droga) e da segurança (reação adversa a drogas) (BECH e BOURDEL, 1998). A oncologia foi à especialidade que, por excelência, se viu confrontada com a necessidade de avaliar as condições de vida dos pacientes que tinham sua sobrevida aumentada com os tratamentos propostos (KATSCNIG, 1997), já que muitas vezes na busca de acrescentar “anos à vida” era deixado de lado a necessidade de acrescentar “vida aos anos”.

Para FEINSTEIN e GILL (1994), o termo qualidade de vida como vem sendo aplicado na literatura médica não parece ter um único significado.
“Condições de saúde”, “funcionamento social” e “qualidade de vida” tem sido usados como sinônimos (GUYATT et al.,1994) e a própria definição de qualidade de vida não consta na maioria dos artigos que utilizam ou propõe instrumentos para sua avaliação (FEINSTEIN e GILL, 1994).

Qualidade de vida relacionada com a saúde (“Health-related quality of life” ) e Estado subjetivo de saúde (“Subjective health status”) são conceitos afins centrados na avaliação subjetiva do paciente, mas necessariamente ligados ao impacto do estado de saúde sobre a capacidade do indivíduo viver plenamente. BULLINGER (1993), considerou que o termo qualidade de vida é mais geral e inclui uma variedade potencial maior de condições que podem afetar a percepção do indivíduo, seus sentimentos e comportamentos relacionados com o seu funcionamento diário, incluindo, mas não se limitando, à sua condição de saúde e às intervenções médicas.

MINAYO, HARTZ e BUSS (2000), definem como sendo qualidade de vida uma noção eminentemente humana, que tem sido aproximada ao grau de satisfação encontrado na vida familiar, amorosa, social e ambiental e a própria estética existencial. Já MATOS (1998), relaciona qualidade de vida com a democracia, onde cita que quanto mais aprimorada a democracia, mais ampla é a noção de qualidade de vida, o grau de bem-estar da sociedade e de igual acesso a bens materiais e culturais.

BURKHARDT (1989), considera qualidade de vida a composição de satisfação física e mental, bons relacionamentos com os outros, habilidade nas atividades extracurriculares, desenvolvimento pessoal, satisfação e recreação. Segundo CROOG et al., (1986), definem como base de cinco medidas: ser bem intencionado, satisfação com a vida, estado psicológico, estado emocional e intelectual em funcionamento e habilidade da satisfação na performance no papel social. Já AVAVIER & MENDENDIZABAL (1997), a qualificam como um conceito equívoco como o de inteligência, ambos dotados de um senso comum variável entre os indivíduos.

MARTIM & STOCKLER (1998), definem a qualidade de vida como a distância entre a expectativa individual e a realidade, onde quanto menor a
distância melhor a qualidade de vida. Entendemos por boa qualidade de vida, no sentido da aptidão física, a condição de poder realizar as atividades desejadas, do ponto de vista biomecânico e homeostático, e sem riscos para a integridade do organismo. Para tanto, contribuem condições neuro-musculares, ósteo-articulares, metabólicas e hemodinâmicas. Evidentemente, o grau de aptidão necessário
para uma boa qualidade de vida depende das atividades pretendidas (SANTAREM, 2000).

A qualidade de vida das pessoas/profissionais e organizações tem uma íntima relação com o uso adequado do tempo. Muitas são as pessoas que se não trabalhassem não saberiam utilizar o seu tempo e aproveitar os demais aspectos da vida. Por isto, muitos profissionais e empresários quando se aposentam ou passam o comando de seus negócios para familiares ou sócios lembram uma flor que perdeu o viço e morreu (SAMPAIO, 2000). Estudos realizados sobre esse tema foram conduzidos pela Universidade Stanford, uma das mais prestigiadas nos Estados Unidos, mostrou que a qualidade de vida é o mais importante fator de longevidade nos países industrializados. Neste estudo definiu-se por qualidade de vida uma alimentação saudável, a prática regular de atividade física e alguma tranqüilidade para encarar os problemas familiares e profissionais (FRANCO, 1998). Também mostrou os fatores que levam uma pessoa viver mais que 65 anos, entre eles estão: 10% assistência médica, 17% genética, 20% o meio ambiente e 53% a qualidade de vida. Através deste estudo podemos perceber que a parte médica, a genética e o meio ambiente influenciam a longevidade das pessoas, mas o que mais importa é a qualidade de vida. Com isso temos que nos preocupar com a mesma se quisermos ter um futuro saudável.

Outro estudo realizado no México em 1998, sobre esse tema estava relacionado aos indicadores ambientais, onde elaboraram um extenso trabalho de observações dos possíveis fatores relevantes da melhora da qualidade de vida. Os aspectos envolventes com a degradação ambiental; o ruído, a falta de espaços verdes, poluição do ar, da terra e a falta de água limpa afetam as atividades cotidianas na cidade. (FRANCO, 1998).

1-) Qualidade do ar – se refere a sua pureza, ou seja, é inversamente proporcional a quantidade de poluentes. Há dois grupos de poluentes; os gases (CO2, CO, NO2, SOX) e as partículas ( o pó ) gerados pelas indústrias, carros, ruas não pavimentadas.

2-) Qualidade da água – relacionado se a água é tratada e qual o nível de higiene existente.

3-) Densidade Populacional – onde a densidade da população em um bairro pode ser uma ameaça a qualidade ambiental quando provoca dificuldade de locomoção, falta de sol e circulação do ar.

4-) Resíduo sólido – os resíduos devem ser coletados e dispostos de maneira que não poluam o ambiente.

5-) Níveis de ruído – o ser humano suporta o ruído até certos níveis a partir dos quais pode sofrer cansaço e doenças do sistema nervoso.

6-) Áreas verdes disponíveis – essas são os pulmões da cidade, além de servir como ambiente de lazer.

Com isso pode-se perceber outros aspectos relevantes em relação a qualidade de vida, envolvendo fatores ambientais que muitas vezes passam
despercebidos aos olhos da população, que ocorrem de uma maneira silenciosa.

Alguns pesquisadores se preocupam com os outros aspectos relacionados com a qualidade de vida, ou seja, KALACHE (1999), verificou a relação existente entre o poder econômico dos países. Nos países ricos, em 1900 tinham uma expectativa de vida de 45 anos, já para o povo brasileiro era de 33,7 anos. Em 1950 para 66 anos e 42,7 anos respectivamente, já em 2000 seria de 75, 3 anos contra 68, 6 anos e para ao ano 2050 seria de 78,9 anos e 75,9 anos. Onde através deste estudo podemos perceber que ao longo dos anos está existindo uma proximidade entre os países ricos e o Brasil, isso se deve a vários fatores que estão ocorrendo nos dias atuais, ou seja, alimentação mais balanceada, a consciência da população, o avanço da medicina entre outros (MARCHIN, 1999).

Recente estudo realizado em Nagoia em 1998, sobre a qualidade de vida e expectativa de vida mostrou que o Japão será o país de maior
longevidade no novo milênio, sendo que a expectativa de vida no Japão é de 80 anos, sendo 76,9 anos para os homens e 82,9 anos para as mulheres (WADA, 1999). Um fator determinante para essa liderança está na alimentação, onde a dieta japonesa é reconhecida pelo balanço nutricional. Das calorias absorvidas, pouco menos de 60% provêm do arroz, do trigo e outros carboidratos; 13% a 14%, das proteínas. Apenas a metade das proteínas ingeridas vem da carne animal; o restante é proteína de soja e de outras fontes. Mesmo a proteína animal é bem dividida. Metade vem da carne e dos laticínios e a outra metade de peixes e produtos do mar. Neste mesmo estudo relacionou a pequena quantidade de comida ingerida pelos japoneses (2.627 calorias por dia). No EUA e na Europa o consumo é de 3.300 calorias. Isso mostra um aumento de quase 700 calorias diário na ingestão do povo ocidental.

Referências:

AVAVIER,P.S.M.C.& MENDIZABAL,H. Approches théoriques et methodo logiques de la qualité de vie Ireé à lá santé.,Revve Previner,33, 1997,p.77-86.

BECH, R., BOURDEL,M.C., Método de simulação e a escolha de fatores na análise dos componentes principais.. , Revista de Saúde Pública. 1998,
32(3):p. 267-272.

BULLINGER, D. Locomotor disability in very elderly people, Bristish Medical Journal. 1993,301, p. 216-220.

BURKHARDT,C.S. The impacto of arthritis on quality of life. Nursing Res. 1989,34(1),p.11-16.

CROOG,S.,LEVINE,S.,TESTA,M.,BROWN,B.,BULPETL,C.,JENKENS,D., The effects of anti-hipertensive therapy on quality of life. N. Engl.J.Med.
1886,314(26),p.1657-1664.

FRANCO, R. M., Análise dos fatores ambientais. , S.P., Ed. Fontoura, 1998, p. 86 -90.

FEINSTEIN, S., GILL, C., Factor analysis revisited. Nursing Res. 1994, 39(1),p. 59-62.

GUYATT, G.,DEGO,R.A.,CHARLSON,M.,LEVINE,M.N.,& MITCHELL,A. Responsive-ness and validity in heath status mensurement: A clarification. Journal of Clinical Epidemiology.1994, 42,p. 303-308.

KALACHE A.,Nacional Center for Health Statístics,1999.E.U.A.

KATSCNIG S., An Approach to response scale development for cross-cultural questionnaires. Europen Phychologist, 1997, 2(3):p.270-276.

MARCHIN, R., Qualidade de vida e seus aspectos multifatoriais. , S.P., Ed. Aratebi, 1999, p. 52 -59.

MARTIM,A.J.&SOCKLER,M. Quality of life assessmentin heath cone research and pratice.Evoluction & Health Professions 21(21),1998,p.141-156.

MATOS,O., As formas modernas do atraso. Folha de São Paulo, Primeiro Caderno, 27 de Setembro, 1998, p.3.

MINAYO, M.C.S.; HARTZ, Z.M.A.;BUSS,P.M., Qualidade de vida e saúde: um debate necessário. Ciência/Saúde Coletiva(51),2000,p.7-18.

SAMPAIO, SP,Ed. A saúde e qualidade,Academus,2000, p.25-28.

SANTARÉM, J. Qualidade de vida e saúde, Revista de Saúde Pública, 32(4), 2000,p.275-280.

WADA, H., A influência da alimentação na expectativa de vida, Jornal Brasileiro de Nutrição,1999,47(9),p.20-30.

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28
mai

 AVC e depressão

Categoria(s): Neurogeriatria

Painel

Acidente vascular cerebral

Também conhecido como derrame ou acidente vascular encefálico, o AVC se destaca entre as três doenças que mais matam no mundo, ao lado dos distúrbios cardiovasculares e do câncer. No Brasil, em particular, sua incidência fatal é ainda maior. Segundo os dados do Ministério da Saúde, as doenças cerebrovasculares, como são chamadas, constituem a principal causa de morte, atualmente, são responsáveis por mais de 90 mil óbitos/ano no País, a maior taxa da América Latina. E este quadro tende a se agravar à medida que a população brasileira envelhece, uma vez que o risco de AVC cresce conforme a idade avança.

Uma informação já revelada pelo EMMA – Estudo de Mortalidade e Morbidade por Acidente Vascular Cerebral é a de que os derrames são mais freqüentes em temperaturas extremas, isto é, nos dias mais quentes ou mais frios do ano. O “ponto de nadir” da curva de mortalidade coincide com temperaturas de 22 graus Celsius, ou seja, é pequena a chance de um AVC acontecer em dias agradáveis, em que os termômetros não registram números muito altos ou baixos.

A pessoa que sofre um AVC e sobrevive fica, muitas vezes, com seqüelas que a impedem de falar, deglutir, andar e, às vezes, até interagir. É terrível, há casos em que a pessoa teve o AVC com 60 anos e, por ser bem tratada, vive até os 85 anos, mas puxando a perna. Uma das manifestações psiquiátricas mais comuns nesses pacientes é a depressão, ocorrendo entre 25% a 30% dos casos. Esse quadro  é preocupante por comprometer a recuperação do déficit neurológico, podendo estar relacionada a um maior declínio cognitivo. Além disso, pesquisas sugerem que pacientes com DPAVC (depressão pós-AVC) têm maior mortalidade do que os pacientes não deprimidos e maiores chances de sofrer um novo AVC.

Os pesquisadores ainda não compreendem o mecanismo fisiopatológico exato dos quadros depressivos pós-AVC, mas duas trabalham com duas hipóteses. Um delas aponta para a depressão decorrente de uma reaçnao psicológica aos prejuízos e ás incapacidades trazidas pela doenca. A outra correlaciona a depressão com particularidades da lesão cerebral, como na região dos lobos frontais.

Em função das graves complicaçnoes decorrentes de manifestações depressivas pós-AVC, os profissionais que estão cuidando do paciente deve ficar atento para diagnosticar rapidamente e com precisão a instalação desse quadro. Estudos revelam que a melhor terapia é a que é instituida precocemente com antidepressivos e psicoterapia cognitivo-comportamental. Um conduta preventiva com a administração de antidepressivos já no primeiro momento do AVC não é a orientação mais indicada, pois pode até mesmo comprometer o processo de recuperação do paciente.

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Acidente vascular cerebral

Depressão -Diagnóstico difícil

Acidente vascular cerebral – Aspectos clínicos

Referências:

Whisnant JP – Epidemiology of stroke: emphasis on transient cerebral ischaêmic attacks and hypertension. Stroke. 1974;68.

Damasceno BP, Borges G – Acidentes vasculares cerebrais. Rev Bras Med.1991;48(3):72-85.

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27
mai

 Forum clínico – Insuficiência respiratória aguda

Categoria(s): Emergências, Infectologia, Pneumogeriatria

Opinião sobre o caso clínico


Esta categoria de artigos se presta para o forum de casos clínicos propostos pelos internautas com dúvidas sobre condutas diagnósticas e terapêuticas. Os colegas internautas poderão deixar opinião a respeito do assunto na sessão comentários. Marcello Malpighi (1628-1694) médico e biólogo italiano nascido em Crevalcore, perto de Bolonha, considerado por suas observações como o fundador da anatomia microscópica e da histologia e descobridor do sistema capilar sangüíneo, e que empregando o microscópio no estudo da anatomia, descobriu na língua as papilas que trazem o seu nome, na pele a camada também conhecida pelo seu nome, nos rins os glomérulos, e descreveu os alvéolos pulmonares. Este grande cientista iniciou seus 40 anos de pesquisa, utilizando microscópios de sua própria fabricação, desenvolvendo pesquisas e avançando extraordinariamente em anatomia humana, fisiologia, embriologia, patologia e medicina prática além de botânica.  Em 1659  Bologna, utilizando seus microscópios descobriu a rede de capilares do pulmão que conecta artérias e veias, confirmando a teoria de Harvey, e demonstrou (1661) que a renovação do sangue não ocorria no nível periférico como afirmavam os cientistas até então, numa das maiores descobertas da história da ciência.

Marcelo Malpighi

Desejamos a todos bom proveito desta sessão do site.

85 anos teve um infarto do miocárdio há 21 dias, ficando internada na UTI, nesses dias ocorreram notícias animadoras e outras completamente desanimadoras. Ela teve um problemas de respiração devido ao infarto e também surgiu uma infecção urinária, mas tudo em poucos dias foi resolvido.
Os médicos assistentes se animaram com a resposta terapêutica apresentada pela paciente, mas descartaram a realização de estudo das coronárias (vasos que irrigam o miocárdio) por ser um risco desnecessário, pois os benefícios no caso dela não seriam muito e considerando a idade e o quadro clínico.

No décimo dia de internação estava com previsão de ela ir para o quarto, então a paciente apresentou um quadro broncopneumônico. Após 5 dias de tratamento, a paciente apresentava-se conversando muito bem com todos, brincava, ria, e perguntava até de futebol, lembrava datas… Os médicos afirmavam que seria possível que ela saísse da UTI assim que tirassem todos os remédios dela e se ela conseguisse respirar sozinha sem ajuda do oxigênio.

Após 21 dias desde o início do quadro a paciente encontrava-se sem falar absolutamente uma palavra, sem abrir os olhos ou mesmo se mexer e os médicos observaram que ela já havia respondido a todos os medicamentos e melhorado de todos os problemas que haviam surgido nesses dias, mas ela não estava conseguindo manter sua oxigenação tecidual sem os aparelhos. Ela estava todos esses dias apenas com a máscara de oxigenação, mas hoje estudava-se a possibiliade de entuba-lá.

Quais os critérios para intubação endotraqueal?
Como proceder a intubação endotraqueal?
Quais as vantagens da intubação endotraqueal?
Como administrar e controlar a oxigenação?
Quais as consequências da intubação endotraqueal?
Qual o risco da paciente não conseguir “sair”do respirador?

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Estudo de caso – Endocardite aórtica
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