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Doença Sexualmente Transmitida – Infecção pelo HIV: Síndrome Retroviral Aguda

Categoria(s): Conceitos, Infectologia, Sexualidade e DST




Resenha – Síndrome Retroviral Aguda

Aproximadamente de uma a seis semanas após a contaminação pelo HIV (human immunodeficiency virus), cerca de 80% dos pacientes infectados desenvolvem algumas manifestações clínicas da infecção aguda. Estas manifestações são quase sempre são leves, autolimitadas e inespecíficas. Os pacientes podem queixar-se de febre, rash, cefaléia, mialgias, náuseas, diarréia ou faringite. A menos que a relação destas manifestações com uma exposição potencial ao HIV seja reconhecida, a síndrome é usualmente atribuída a um processo viral inespecífico. Alguns pacientes desenvolvem candidíase, úlceras aftosas ou pneumonia por Pneumocystis carinii como parte da síndrome retroviral aguda.

Se houver suspeita de uma infecção pelo HIV, o teste sorológico para HIV é usualmente o primeiro estudo diagnóstico a ser realizado. O teste ELISA torna-se positivo entre 2 e 6 semanas a contar da infecção. Títulos elevados de HIV (10 mil a 10 milhões cópias/ml) são detectados por ocasião das manifestações clínicas iniciais. Se for detectado um título baixo (inferior a 10.000 cópias/ml) em um paciente com ELISA negativo, o teste pode representar um resultado falso-positivo.

A intensidade das manifestações clínicas iniciais são determinadas por um série de fatores como, extensão ou duração do declínio de linfócitos CD4 ou o nível de viremia persistente, cepa viral, quantidade de vírus transmitida, via de transmissão e fatores genéticos do hospedeiro, como o fenótipo do receptor.

Há evidências de que uma terapia anti-retroviral durante os primeiros seis meses após a infecção aguda pode diminuir a queda na contagem dos linfócitos, diminuindo a probabilidade de manifestações clínicas e reduzindo níveis de viremia plasmática crônica. Assim, a maioria dos programas de atenção de combate à AIDS indica tratamento imediato se o paciente foi infectado nos últimos seis meses.

História natural – A história natural de um paciente não tratado é variável. Para os pacientes que não recebem terapia anti-retroviral ou imunomoduladora, o declínio médio na contagem de linfócitos CD4 é de 50 células/ano, e o tempo médio desde a aquisição da infecção pelo HIV até uma manifestação clínica é de 10 anos. Entretanto, há fatores relacionados com a cepa do vírus e com o hospedeiro que determinam a taxa de declínio imunológico e o tempo das manifestações clínica e o óbito. Alguns pacientes pode evoluir para óbito rapidamente em 2 a 3 anos e outrso pode experimentar pequeno ou nenhum declínio imunológico em 10 a 20 anos.

Uma pequena quantidade de pacientes chamados “não-progressores por longo tempo”  permanecem estáveis e assintomático por períodos muito longos. Se alguns desses pacientes vai ter uma expectativa de vida normal, permanece sem resposta; quase todos, ao final, mostram declínio imunológico.

Preditor de evolução da doença
– A probabilidade de que a doença progrida está relacionada tanto à contagem de linfócitos CD4 como à carga plasmática de HIV. Assim, a contagem dos linfócitos CD4 é um excelente preditor da probabilidade de que o paciente vá desenvolver manifestações clínicas no futuro imediato.

A infecção pelo Pneumocystis carinii ocorre quando os paciente apresentam contagem de linfócito CD4 é de menos 200 células/ml.

Nas doenças por citomegalovírus, complexo Mycobacterium avium disseminado e toxoplasmose ocorrem quando a contagem de linfócito CD4 encontram-se abaixo de 100 células/ml.

Contagem de linfócitos CD4 – A contagem de linfócitos CD4 pode ser feita por dois métodos: por percentagem e por contagem absoluta. A percentagem células linfócitos T que são CD4 positivas é feita com as medidas pela citometria de fluxo, é um preditor melhor da suscetibilidade à infecção do que do que a contagem absoluta de linfócitos, variando menos de semana a semana. A contagem absoluta  de linfócitos é feita pela multiplicação da percentagem de CD4 pelo número absoluto de linfócitos e é mais consistente e acurada como um indicador de suscetibilidade à infecção. Os infectologistas estão mais familiarizados com a contagem absoluta dos linfócitos CD4.

Referência:

Patella FJ Jr, Delaney KM, Moorman AC et al – Reducing morbidity and mortality among patients with advanced human immunodeficiency virus infection. N Engl J Med. 1998;338:853-860.

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19 Comentários »

  1. virk comenta:

    23 maio, 2009 @ 8:32 PM

    Ola Dr.Pedro Saraiva,

    eu vi o seu blog e resolvi pegar o email do senhorpara que pudesse me responder uma duvida que esta consumindo a mim e minha familia.E o seguinte:Eu teno um irmao formado em medicina e ele estava em plantao para estudantes quando um paciente chegou acidentado e sangrando ,prontamente meu irmao pos a luva para dar a bombinha de ar para o paciente respirar,depois de um tempo o paciente espirrou e junto com esse espirro veio uma quantidade de sangue grosso a qual atingiu o olho do meu inrmao que infelizmente estava sem mascara!!Mas ele como iniciante foi ajudar o rapaz pela emcao e cabou se prejudicandoo sangue bateu no olho dele e 3 horas depois ele lavou o rosto com sabao especial do hospital e esfregou bastante os olhos com agua e sabao e ate ardeu os olhos dele,logo depois o medico infectologista e professor da universidade ederal deu os retro virais necessarios para o nao progresso do virus e minha questao e:o paciente ja estava no estgio avancado de Hiv e meu irmao esta desesperado que possa ter pego essa doenca maldita,ele fez o 1 exame e deu negativo logo na segunda semana e esta tomando o retro viral direitinho ate ta sentindo uns enjoos e tao pq parece que a medicacao e muito forte,o que gostaria de saber com toda a sua experiencia e qual a possibilidad de meu irmao ter contraido a Aids do infeliz que chegou ao hospital acidentado eo que ele poe fazer mais do que tm feito para anaquilar qualquer possibilidade de contagio maior?Poderia me responder pelo amor de Deus,pq fe e Deus nos temos muito mas gostaria de saber do senhor.Obrigada

  2. Tathiane comenta:

    2 março, 2010 @ 12:39 PM

    Dr.Pedro Saraiva, boa tarde.

    Eu trabalho no hospital como tecnica a anos, tinha um paciente HIV positivo e eu gui trocar o soro fisiologico dele, depois que toquei foi um pouco de soro no meu dedo machucado, logo após o paciente era muito complicado acabou rebentando o equipo que estava ligado no soro fisiologico quando fui trocar o equipo o paciente ficou puchando e foi soro no meu olho, tem algum perigo de ter pego hiv? me responde por favor estou desesperada, estou gravida e preciso saber.
    Muito obrigada.

  3. Sara Dante comenta:

    19 março, 2010 @ 1:52 PM

    Dr. Pedro ,boa tarde.
    Gostaria de perguntar se é possível saber da contaminação pelo HIV pelo hemograma ?
    O resultado de contagem de linfocitos foi de ordem 2600 cél. por ml de sangue. Será que um paciente com esses níveis de linfócitos pode ter contaminação pelo vírus ?? Mesmo na fase assintomática da doença?

  4. mark allan comenta:

    26 março, 2010 @ 1:05 PM

    ola dr., estou com muito medo e duvida q me consomem, tive um contato de risco, estava fazendo sexo anal passivo, com preservativo, so que uns 30 minutos depois paramos e fomos pro banheiro, embaixo do chuveiro ele me penetrou sem camisinha por uns 3 minutos no maximo, ai paramos, colocamos outra camisinha e terminamos, axo q ele não chegou a ejacular sem a camisinha, porém, cerca de 85 dias depois, tive uma crise que começou com febre, de uma hora pra outra eu estava bem, ai veio a febre(37,8 a 38,3) com uma tosse forte, fraqueza, prostração, e muito catarro amarelo-escuro, a febre durou 4 dias, ia e vinha, apareceram tambem umas pintinhas vermelhas semelhantes a picadas d inseto pelo corpo, fui ao medico e ele me receitou apenas um mucolitico e analgesico.fiquei assim por uma semana, mais os sintomas persistiam (exceto a febre) então comecei a tomar clavolim 500 mg, depois de 1 semana e meia estava bem, so q a tosse continuava. por volta de dez dias depois d ter tomado o clavolim e ter supostamente melhorado, voltou o catarro amarelo escuro (as vezes com raias de sangue), a fraqueza e a falta de apetite, reparei tambem que tinham duas erupções semelhantes a furunculos nas pernas, procurei o medico de novo que suspeitou de pneumonia ou tuberculose e me encaminhou ao pneumologista, fiz exame de escarro e radiografia do torax, mais não deu nada, então o pneumologista me receitou bacfarr e um xarope, tomei e melhorei depois de 5 dias.
    Em resumo fiquei mais de um mes com esses sintomas vai e vem. Eu gostaria da sua opinião Doutor, estou desesperado de medo, responda me pelo amor de Deus..
    grato

  5. Dr. Armando Miguel Jr comenta:

    27 março, 2010 @ 4:00 AM

    Mark consulte com um médico infectologista, urgente.

  6. NAVAL comenta:

    9 agosto, 2010 @ 10:36 PM

    GOSTARIA DE SABER SE OS SINTOMAS DA INFECÇÃO RETROVIRAL AGUDA PODEM APARECER DOIS DIAS APÓS UM CONTATO DE RISCO?

  7. markus comenta:

    20 agosto, 2010 @ 10:34 PM

    Olá Dr. Armando. Estou muito preocupado e desesparado, gostaria de saber resposta. tive um contato suspeito há um 60 dias, mas estou com alguns sintomas como tosse constante com secreção com cor branca, e ulceras aftosas na boca. garganta sempre inflamada procurei um otorrino me passou medicamentos para alergia (rinite) mesmo assim senti duvida referente ao pulmão . procurei um pneumologista, onde ele pediu raio X e teste de sopro e resistencia pulmonar. mas ainda nao sei o resultado. mas nao sei o que eu faço qual orientação vc me da.

  8. Anderson comenta:

    18 novembro, 2010 @ 2:01 AM

    Olá Dr Armando,
    tive uma relação com uma garota de programa, mas usei preservativo. Entretanto tenho herpes genital e um mês após essa relação tive um episódio de febre q durou pouco mais de 24h, faringite, prostração e exantema(18h após ceder a febre). Os sintomas regrediram muito rapidamente. Posso ter me infectado com o HIV?

  9. LUIS comenta:

    9 maio, 2011 @ 3:57 PM

    DOUTOR ME AJUDE POR FAVOR ,FIZ UM EXAME DE CONTAGEM DE LINFOCITOS T CD 4 E CD 8
    E OS RESULTADOS FORAM
    LINFOCITOS T AUXILIAR CD4+= 880/MM3 46,3%
    REFERENCIA ADULTOS= 535-2480 30% A 62%

    LINFOCITOS T CITOTOXICO CD8+= 553/MM3 29,1%
    REFERENCIA ADULTOS= 255-1720 17% A 52%
    GENTE EU TENHO 33 ANOS
    ANDAVA COM SUSPEITA DE AIDS POIS TIVE CONTATO COM ALGUEM FAZ 8 MESES E ESTA PESSOA ESTA COM O VIRUS UMA MULHER MAIS VELHA ATÉ DENUNCIEI ELA POIS ESTA POR AI INFECTANDO A S PESSOAS AI FIZ 3 EXAMES E ATE DOEM SANQUE E DEU TUDO BEM TODOS OS TRES DEU NÃO REAGNETE CADA UM NO INTERVALO DE 30 DIAS E O PRIMEIRO EU FIZ DEPOIS DE 2 MESES DEPOIS DO COMPORTAMNETO DE RISCO
    SERA QUE POR EU ESTA COM A IMUNIDADE BAIXA E DEBILITADO ESTE EXAMES NÃO DETECTARAM A AIDS ,NOSSA ESTOU COM MEDO POIS FUI DOADOR ME AJUDEM É SERIO POIS MARQUEI O MEDICO MAIS SO TEM PRA SEMANA QUE VEM
    SABE COMO É O SUS
    OBRIGADO
    Detalhes Adicionais
    fiz o teste de pesquisa de hiv e deu não reagente depois de 30 dias doem sanque e deu tudo não reagente sera que por eu esta com imunidade baixa deu não reagente
    4 dias atrás

  10. Marcos comenta:

    19 junho, 2011 @ 2:02 PM

    Meu nome é Marcos, tenho 31 anos. Em dezembro passado fiquei sabendo que sou soropositivo. Meu infecto disse que eu estava com HIV agudo, eu estava muito fraco quando descobri, apesar de meu cd4 estivesse acima de 400, ele disse que eu iria começar a tomar a medicação por eu estar fraco e com muitos sintomas parecidos com os da gripe, disse que eu iria tomar a medicação por 6 meses e parar, disse que esse era o tratamento pra hiv agudo. Dai eu o questionei, Dr mas uma vez que se começa a tomar medicação me falaram que não se para jamais. Dai ele disse que meu caso era diferente, que eu estava tomando a medicação por outros motivos e não por queda de cd 4 ou doenças oportunistas e que esse era o tratamento, disse que se meu cd4 e minha carga viral aumentassem após suspenção da medicação eu voltaria a tomar. Hoje converso soropositivos e tenho amigos médicos e me disseram que desconhecem HIV agudo e esse tipo de tratamento. Por gentileza qual é sua opnião sobre esse tratamento? Tenho medo de parar de tomar a medicação e ter muitas complicações. Hoje faz dois meses que estou tomando as medicações, minha carga viral está indetectável e meu cd 4 acima de 400. Mesmo hoje depois de dois meses de tratamento sinto dores musculares e muita dor nas articulações, isso pode ser efeito dos retroviraís ainda? Grato pela atencão
    Marcos

  11. cleber comenta:

    8 junho, 2012 @ 12:10 AM

    Olá gostaria de saber: tive uma relação sem camisinha com uma garota no dia 16 de maio e dia primeiro de junho tive uma dor de gargante e gripe com catarro( quando fui cuspir o catarro saiu com um pouco de sangue só duas vezes no periodo q estive doente dessa gripe) tomei os remedio para a dor de garganta e expectorante e dia 6 de junho n tenho mais a gripe nem a dor de garganta, e tive uma dor no estômago, n tive febre e nem mais nenhum sintomas. Sera que eu estou na fase aguda. Obrigado!!!!

  12. diego comenta:

    17 junho, 2012 @ 12:46 AM

    DOUTOR me ajude…estava com um colega e dai ele passou o dedo na vagina de uma garota de programa possivelmente doente…e dps passou no meu olho..quais possiveis doenças posso ter pego e quanto tempo devo esperar pra fazer os exames…grato desde ja Diego

  13. João comenta:

    6 agosto, 2012 @ 3:11 PM

    Posso ter contraido o virus transando uma unica vez sem que ele goza se em mim ?

  14. Lauriane comenta:

    29 outubro, 2012 @ 9:55 PM

    Boa noite Dr., estava em um hospital visitando uma amiga, e em um certo momento a enfermeira ao trocar o soro respingou a solução em meus olhos, haveria uma possibilidade desta solucao se estiver infectada pelo virus HIV e me contaminar neste momento?
    Att.

  15. Dr. Armando Miguel Jr comenta:

    30 outubro, 2012 @ 7:37 PM

    Lauriane.
    O soro é esteril. O equipo pode ter contaminação do sangue do paciente. Se este for portador de HIV pode haver uma contaminação. O ideal é primeiro saber as condições clínica da sua amiga. Se houver a possibilidade de existir HIV, converse com o médico que está acompanhando sua amiga e se for o caso realize o teste sorológico.

  16. Edi. comenta:

    6 fevereiro, 2013 @ 10:53 AM

    Bom dia!!

    Dr. Pedro,

    Estou te passando este e-mail, porque leio muito seu blog e não consigo passar mensagem por la.
    Bom na verdade gostaria de tirar uma duvida ,fiz relação de risco no final de Outubro , porem não tem penetração e sim encostava meu penis no anus sem camisinha. Fez dois teste um em Novembro e outro em Janeiro deste ano, todos deu não reagente.
    Minha pergunta é , devido realizar mais outro exame?
    Porque sinto tontura e as vezes ânsias de vômitos.

    Sds,

  17. Thiago. comenta:

    17 março, 2013 @ 9:37 AM

    Ola Dr, trabalho em um Hospital Como Técnico de Enfermagem e durante um procedimento com um paciente portador do virus HIV Positivo, houve um acidente onde o paciente estava muito agitado e acabou escapando o equipo de soro e veio diretamente em meus lábios solução fisiológica e o sangue que juntamente ali estava, ja estou tomando os retrovirais para profilaxia, minha dúvida é existe a possibilidade deste vírus permanecer vivo na solução fisiológica dentro do equipo? Em meus lábios não há ferimento mas como se trata de mucosa oral altamente vascularizada estou com medo. Me ajude. Muito Obrigado.

  18. Leandro comenta:

    5 junho, 2014 @ 4:36 PM

    Olá. estou com muita preocupação porque há 1 semana fui puncionar, sem usar luvas ( grande erro meu), a veia de um paciente HIV e vazou uns 10 ml de sangue que molharam os meus dedos ( inclusive a borda das unhas ) . Não me lembro de nenhuma lesão, exceto uma pequena fissura perto do leito ungueal, sem sangramento e sem vermelhidaõ alguma. O sangue ficou em contato com a minha pele por menos de 1 min visto que lavei as mãos com clorexidina em seguida.
    1 semana depois desenvolvi febre alta e vomitos. O q acha? Estou com medo da contaminação…

  19. Marco comenta:

    26 novembro, 2014 @ 4:00 AM

    Tive muitas relações sexuais com pessoas de alto risco, fiz todos os testes possíveis na busca de um muito possivel HIV, dentre os exames fiz testes rapidos, elisa p24, pcr quantitativo hiv, western blot, todos negativos… e fiz também exame relação cd4 cd8 que esta a 1015 cd4 e 1038 cd8 relação 1 – Gostaria de saber se existem muitos casos parecidos e estou tendo algumas manifestações clinicas como vermelhidão com coceira centro da face, gengivite parte inferior frontal, tosse seca e coceira irritativa na garganta por mais de três meses, ainda há possibilidade de hiv/aids?

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