14 - mar
  

Lesões eritematosas da pele: Pitiríase Rósea

Categoria(s): Caso clínico, Dermatologia geriátrica




Interpretação

  • Uma paciente de 54 anos procura o consultório para avaliar as manchas avermelhadas que surgiram na sua barriga há 2 dias. Refere que inicialmente, notou uma manha maior, usou pomada hidratante e enseguida surgiram as demais manhas. Nega prurido (coceira), porém as lesões estão descamando.
  • Há 2 semanas fêz tratamento de infecção urinária. Pensa que pode ser reação alérgica ao antibiótico.

O qual o diagnóstico e como tratar?

Às vezes confundida com a alergia comum, a pitiríase rósea é uma erupção cutânea inflamatória, formada por manchas e placas avermelhadas de diferentes tamanhos, que possuem como característica a descamação.

Ainda não se sabe o que causa a pitiríase rósea. Todavia, sabe-se que não é contagiosa e, quase sempre, está associada ou é posterior à uma infecção viral, bacteriana, ou fúngica. Costuma ocorrer nos meses de outono e da primavera, sendo também conhecida como alergia sazonal.

A pitiríase rósea inicia-se com uma única lesão no tronco, de 2 a 6 cm de diâmetro (chamada placa mãe), após uma semana, surgem outras placas menores (0,2 a 2,0 cm de diâmetro) espalhadas pelo tronco. Raramente, atinge a face, mãos, pés mucosas e couro cabeludo. O doença evolui com recuperação total da pele, sem deixar cicatrizes, num perído de duas a oito semanas, sem necessidade de medicamentos específicos.

Formas atípicas

Aproximadamente 20% dos pacientes podem apresentar lesões atípicas. A placa primária pode estar ausente ou se múltipla, e as lesões podem diferir na morfologia e na topografia. Erupções semelhantes a pitiríase rósea têm sido observadas em pacientes com neoplasias, principalmente linfomas, e após transplante de medula óssea. Dentre as várias formas atípicas (vesicular, purpúrica, uriticarial, gigantéia, papular, inversa, unilateral, circinada e marginada, irritada, pustular, eczematosa, psoriasiforme, pigmentada, liquenóide) destacamos a induzida por drogas: Barbitúricos, captopril, lisinopril, clonidina, cetotifeno, isotretioína, metronidazol, omeprazol, terbinafina são exemplos. As lesões são maiores, resistentes à terapia; podem evoluir com hiperpigmentação residual e transformação em dermatite liquenóide.

Diagnóstico diferencial – É importante não confundir a pitiríase rósea de Gibert com rosácea, pois são doenças completamente distintas. A pitiríase rósea, como vimos surge no tronco e raramente no rosto, já a rosácea surge no centro da face. Além disso, a rosácea é uma doença crônica, recidivante (melhora e acaba voltando), enquanto a pitiríase rósea, depois de curada, não retorna mais.

O diagnóstico diferencial principal inclui: sífilis secundária, psoríase guttata, exantemas virais, tinhas, eczema numular, parapsoríase, farmacodermias, dermatite seborréica,  pitiríase liquenóide, liquen plano ereupções liquenóides.

Veja – Rosácea

Tratamento

O paciente sempre deve ser informado que apresenta uma dermatose relativamente frequente, benigna e autolimitada, que desaparecerá em algumas semanas.

Nos casos não complicados não há necessidade de tratamento específico. Óxido de zinco, loção de calamina e anti-histamínicos podem ser utilizados quando há prurido. Nas formas complicadas e extensas o tratamento é com uso de corticosteróide tópico e raios ultravioleta (banhos de sol pela manhã). A dapsona pode ser usada nas lesões vesiculares e não-responsivas ao corticosteróides.

Referência:

Helm KF, Menz J, Gibson LE, Dicken CH – A clinical and histopathologic study of granulomatous rosacea. J Am Acad Dermatol. 1991;25:1038-1043.

Sampaio SAP, Rivitti EA – Dermatologia Ed São Paulo, Artes Médicas, 1998.

Carbia SG, Chain M et al  – Pitiriase rósea purpúrica: relato de caso e revisão de literatura. An Bras Dermatol 2003;78(2):221-225.

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204 Comments »

  1. FABIO OLIVEIRA COSTA comenta:

    3 agosto, 2014 @ 10:01 PM

    UMA INJEÇÃO MUITO BOA É A DOFRAN MUITO BOA O DERMATOLOGISTA QUE MIM RECEITOU RESOLVE POR UM TEMPO MAS DEPOIS VOLTA TUDO DE NOVO.
    MAS SE AUGUEM SOUBER UM REMÉDIO MELHOR MIM INDIQUE POR FAVOR.

  2. Miriam comenta:

    4 dezembro, 2014 @ 5:31 PM

    Ola boa tarde.. Eu apresentei a mais ou menos 1 ano com muita coceira no corpo todo vermelhidao.. o que vcs ja conhecem.. com o sol foi sumindo mas nao desapareceu so amenizou.. pois sempre tive algumas ne alguma parte do corpo mesmo que pequenas… Agora no final do ano de 2014 me apareceu tudo de novo estou horrivel nao quero sair e nem buscar minha filha na escola.. academia entao nem pensar porque tenho q fik me explicando e as pesoas me olham tipo nossa vai passar.. e o sofrimento e intenso.. Neste momento comprei Nutraplus que e um creme que contem 10% de ureia e comprei L-Lisina pois ouvi dizer que pode ser insuficiencia de vitamina D até porque o banho de sol tem justamente essa vitamina.. estou tomando 2 comp. por dia comecei anteontem e como sempre a pele ressecada… o dinheiro vai embora porq o creme tem 60g e isso pra mim durou 3 dias chorando..
    Gente e muito complicado viver com isso mas cheguei a conlusao que existem pessoas bem piores que nos… e que somos seres humanos… estou verificando chás naturais para ver se adianta algo.. A aroeira ressecou muito e tirou a vermelhidao mas minha pele doia de tao seca entao parei… bom o jeito e esperar tomar um solzinho de manha e espero ficar ao menos com o aspecto melhor para poder passar o natal sorrindo. E isso vlw ai por suas experiências.. Fiquem com Deus!

  3. ester comenta:

    16 dezembro, 2014 @ 5:49 PM

    Bom..eu sou mais uma como vcs!!!estou com essa coisa..cada dia aparecem mais!!ja vai chegar o natal.eu querendo ver minha familia..mas com medo de se lastrar mais por favor alguem me ajude ?já fui no dermatologista so vou fazer a biopsia em janeiro mas pelo que eu vi aqui e li,e a mesma coisa..sera que vou ficar com isso para sempre!estou triste e com medo!!

  4. cida brito comenta:

    26 dezembro, 2014 @ 11:11 AM

    estou gravida de 7 meses e uso o creme propionato de clobetasol esse tratamento pode afetar o meu bebe

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