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dez
04
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Estudo de caso – Colite pseudomembranosa
Categoria(s): Caso clínico, Gastrogeriatria, Infectologia |
Interpretação clínica
- Homem de 45 anos,o procurou por apresentar diarréia há quatro dias, após ter feito tratamento de infecção urinária com antibiótico, indicado por não médico, por 7 dias. A sigmoidoscopia mostrou a imagem abaixo. Foi feito o diagnóstio de colite psedomembranosa, e a pesquisa nas fezes para enteropatógenos foi negativo, mas positiva para toxina B e C do Clostridium difficile. O tratamento com metronidazol ajudou no controle dos sintomas, mas a diarréia recorreu após o quinto dia de suspensão do tratamento.
Como agir?
Este paciente tem colite associada à antibióticoterapia como indica a imagem de pseudomembranas na sigmoidoscopia. A colite que surge após o uso de antibióticos, geralmente é pelo clostridium difficile*, esta mesma infecção pode ocorrer durante a alimentação por sonda em pacientes hospitalizados.
A via de transmissão é fecal-oral, com a ingestão tanto de formas vegetativas quanto de esporos. A maioria das bactérias ingerida é eliminada pela acidez do suco gástrico, e somente 1% alcança o intestino delgado, já os esporos são mais resistentes ao pH do estômago e começam a germinar quando entram em contato com os sais biliares. Durante a passagem pelo intestino delgado, se proliferam e adquirem flagelos e produzem enzimas proteolíticas que indicam sua virulência. Uma vez no cólon, elas aderem à mucosa e produzem as toxinas A e B, ambas citotóxicas e indutoras da produção de fator de necrose tumoral e citocinas pró-inflamatórias, pelas células agredidas, provocando o aumento da permeabilidade intestinal, com entrada de bactérias e toxinas no organismo. Ocorre, então, inflamação e necrose tecidual, com surgimento de diarréia exsudativa e formação de pseudomembranas – Colite pseudomembranosa.
A doença nem sempre produz evacuações líquidas, devemos suspeitar, nesse momento, de megacolon tóxico, com íleo paralítico, que frequentemente evolui para perfuração intestinal com peritonite. A mortalidade nessa condição varia de 24% a 38%.
Diagnóstico – O diagnóstico é confirmado pelo contexto clínico e pela detecção de tanto da toxina A (citoxina) quanto da toxina B (enterotoxina) nas fezes. Ambas as toxinas estão presentes em apenas 35% dos casos.
Tratamento - A primeira linha de tratamento é com metronidazol por ser barato e eficaz. Nos pacientes que não tem boa resposta a esse tratamento deve receber um novo tratamento com metronidazol, antes da vancomicina, que é muito cara.
* O Clostridium difficile (CD) é um bacilo Gram-positivo anaeróbico formador de esporos, que foi descrito pela primeira vez em 1935, mas sua associação com algum tipo de doença só foi reconhecido em 1978. Atualmente, é o mais importante patógeno causador de diarréia em ambiente hospitalar ou em casas de repouso, causando alta morbidade e mortalidade.
Referências:
Cleary RK – Clostidium difficile associated diarrhea and colitis: clinical manifestation, diagnosis e treatment.Dis Colon Rectum. 1998;41:1435-1449.
Surawicz CM – clostridium difficile disease: diagnosis and treatment. Gastroenterologist. 1998;6:60-65.
Tags: íleo paralítico, Clostridium difficile, colite pseudomembranosa, megacólon tôxico, peritonite



rosa comenta:
17 outubro, 2009 @ 9:38 PM
Tenho um irmão que tem agora 45 anos que sofre de colite ha 12 anos, e quando fica estressado piora muito, e já não sabemos mais o que fazer, pois não deu certo com nenhum tipo de tratamento, e agora surgiu uma inflamação que parece hemorróida e está sentindo dores horríveis, já passou por tres biopsias. peço encarecidamente se tiver alguma solução para esse caso me orientem por favor. Aguardo ansiosa pela resposta.
Muito obrigada.
Sebastião Jorge comenta:
22 outubro, 2009 @ 5:13 PM
Peço vossa ajuda no sentido de me explicarem o que venha a ser “Colite crônica com edema leve”. Isto foi diagnosticado num exame de colonoscopia que minha irmã fez.
Desde já agradeço
claudete lage comenta:
28 outubro, 2009 @ 12:10 PM
Tomei o antibiotico cefadroxil durante 5 dias,agora estou com dores abdominais.Pode ser colite? Aguardo resposta.Desde já agradeço.
Jennifer Roosen-Runge comenta:
3 março, 2010 @ 6:29 PM
Prezados
Meu filho de apenas 3 anos de idade, após tomar 3 injeções sequenciais de ceftrioxina 1g e dar continuidade com amoxicilina por 4 dias, após apresentar uma infecção bacteriana de pele chamada impetigo, veio apresentar a chamada colite pseudomebranosa. O diagnóstico foi realizado por uma gastropediatra, cuja análise de seu estado clínico até o momento foi base para conclusão do diagnóstico.
Para as pediatras que cuidaram do meu filho o quadro apresentado se confudia muito com uma retocolite ou uma coloncolite. Ele está no seu 5/14 dia do tratamento. Apresentou excelente resposta com o metrodinazol já no segundo dia de medicação.
Ele passou cinco dias internados até o diagnóstico final. Estava sendo submetido a aplicações venosas de metrodinazol e buscopan para as dores. Além de meticorten e annita. A gastro eliminou todas as medicações e foi bem saliente ao registrar que a medicação para esse tipo de doença sendo realizada por via venosa é extremamente ineficaz. Que a eficácia para essa doença somente se daria com o tratamento com metrodinazol via oral, pois os remédios devem passar pela flora de modo que a medicação “ataque” as bactérias clostridium difficile.
Meu bebê apresentou na madrugada do dia 19/02 para o dia 20/02/10 uma forte cólica abdominal, seguida por diarréia. A qual perdurou durante todo o dia de 20/02. Na madrugada de 20/02 para 21/02, meu filhote já não evacuava volume, somente um líquido transparente como água e muito muco. Começaram sair tb, além do muco, coisinhas brancas (como se o intestino estivesse sendo estripado) e sangue. No dia 21/02, ficamos no hospital de modo que ele tomasse soro para hidratar-se (no próprio aniversário). Voltamos para casa e começaram as dores mais fortes e evacuação com sangue vivo.
No dia 23/02 pela manhã demos entrada no hospital com internação urgente e possibilidade de efetuarmos uma colonoscopia e até mesmo uma biopscia.
Somente no dia 26/02 a gastropediatra pode atendê-lo e diagnosticar a colite pseudomembranosa. Sem a necessidade de exames mais aprofundados.
Hoje estamos há um dia e meio fora do hospital tomando o metrodinazol (benzoilmetrodinazol) via oral, um xarope, bem baratinho realmente, mas de extrema eficácia.
Temos de dar continuidade ao tratamento por mais 10 dias. E espero fervorosamente que esteja totalmente curado.
Da dieta dele foram cortados todo tipo de alimento que faça “soltar” o intestino como leite e derivados (iorgute, queijo…). laranja, mamão e outros alimentos conhecidos por liberarem o intestino. Corte esse pelo mesno durante o tratamento.
Mas, minha grande dúvida é: os sintomas podem voltar após o tratamento? Temos como prevenir uma reaparição da doença?
Agradeço imensamente a atenção e a oportunidade de pode dividir essa etapa que aconteceu nas nossas vidas.
Pesquisei muito em diversos sites sobre doenças relacionadas ao intestino, descrevia os sintomas, mas foi difícil estreitar o diagnóstivo para a colite.
Por isso espero humildemente poder ter contribuído para o site e para pessoas que como eu sofrem ou sofreram com essa doença.
Obrigada,
Jennifer Roosen-Runge
patrick comenta:
11 março, 2010 @ 12:28 PM
tou com colite tou tomando metronidazol a um tempao e nao tou melhando será que eu paro??