Out
25

Estudo de caso - Disfunção do esfíncter de Oddi

Categoria(s): Caso clínico, Gastrogeriatria


Interpretação clínica

  • Mulher de 54 anos, foi submetida a cirurgia de colecistectomia (retirada da vesícula biliar) via laparoscópica há 4 anos por dor do tipo biliar e “barro” biliar detectado na vesícula biliar por ultra-sonografia. Desde então ela tem tido 4 a 5 episódios de dor do tipo biliar por ano, descritos como dor no quadrante superior direito que irradia para sua escápula direita. A dor é similar àquela que sentia antes da colecistectomia. Durante períodos assintomáticos os exames hepáticos, assim como a uiltrassonografia, são normais, mas durante as crises os níveis das enzimas hepáticas se elevam com nível da fosfatase alcalina e transaminases de três vezes o normal. Os exames se normalizam após a melhora clínica.
  • Realizou-se um colangiopancreatografia retrógrada via endoscópica (CPRE) que foi normal e a manometria biliar que mostrou-se com pressão de 85 mmHg (normal, < 40 mmHg).

Como entender e conduzir o caso?

Essa paciente apresenta disfunção do esfíncter de Oddi, que pode ser diagnosticada durante a manometria biliar. 60% a 75% dos pacientes com elevação da pressão dos esfíncteres biliares e exames laboratoriais hepáticos alterados se beneficiam clinicamente com a esfincterotomia endoscópica. A esfincterotomia transduodenal, que é um processo cirúrgico requer hospitalização, tem recuperação lenta e, está associada a maior índice de complicações que a via endoscópica.

Nitratos e bloqueadores dos canais de cálcio, que são agentes relaxantes dos músculos lisos, não são efetivos como erapia para disfunção do esfíncter de Oddi.

A dilatação com balão não é efetiva e tem alto risco de pancreatite.

Referência:

Geenen JE, Hogan WJ, Dodds WJ, Toouli J, Venu RP - The efficacy of endoscopic sphincterotomy after cholecystectomy in patients with sphincter of Oddi dysfunction. N. Engl J Med 1989;320:82-87.

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