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Síndrome de Wolff-Parkinson-White

Categoria(s): Cardiogeriatria, Dicionário




Resenha

Em 1930, Wolff-Parkinson-White descreveram a síndrome caracterizada por intervalo PR curto e complexos QRS de morfologia anormal, associada a crises de taquicardia paroxística.

O complexo QRS exibe no eletrocardiograma convencional um empastamento inicial que recebe o nome de onda delta, que e um dos pontos de diagnóstico para esta síndrome. Este empastamento se deve a passagem do estímulo originário do no sinual através de um feixe anomalo de condução intra-atrial.

Um grupo de pacientes considerados de alto risco são os que apresentam período refratário efetivo anterogrado curto, pois nele e maior o risco de condução atrioventricular rápida, podendo o flutter atrial evoluir para fibrilação ventricular. Este grupo de pacientes pode ser identificado pelo estudo do Hissiograma do feixe de His ou pela determinação aproximada do período refratário da via anômala no teste de esforço.


A figura ilustra o feixes do sistema nervoso próprio do coração, responsável pelos estímulos elétricos cardíacos (coloração amarela). Os circuitos anormais estão representados pelas setas brancas. Na parte inferior da figura o traço eletrocardiografico característico com a presença da onda delta.

WPW – Teste de esforço

Os portadores da síndrome de Wolff-Parkinson-White tem um comportamento peculiar durante o esforço fisico, que deve ser considerado quando da análise dos resultados. Estudos recentes tem valorizado o teste de esforço como meio não invasivo, no estudo dos diferentes comportamentos do padrão WPW diante do exercício, na observação da influência da pré-excitação no segmento ST e na verificação de pequena incidência de arritmia cardíaca durante e após o teste.

A persistência do padrão de QRS com onda delta ocorre em 80% dos testes. Porém, nos casos em que o intervalo PR se normaliza e a onda delta desaparece, explica-se pela facilitação da condução ao nível do no atrioventricular durante o exercício.

Nos teste em que procura determinar a resposta isquêmica, observa-se que as alterações do segmento ST sugestivas de isquemia também ocorre em 40% pacientes com WPW sem coronariopatia, considerando-se este grupo com “falso positivo” para o teste de esforço.

Tratamento

1. Farmacológico
Estudos com 20 anos de acompanhamento em crianças portadoras de WPW controladas com digital, mostraram o caracter benigno desta patologia na maioria das crianças, embora estudos mais rescentes demonstrem que esse fármaco pode encurtar o período refratário da via anômala e deve, portanto, ser evitado.

2. Cirúrgico
Cobb e col em 1968, tratou cirugicamente com sucesso paciente com síndrome de WPW. A partir de então as cirurgias para os casos com difícil controle clínico passaram a ser utilizadas.

De uma forma geral, as indicações para o tratamento cirúrgico incluem insucesso do tratamento fármacológico, intolerância a anti-arrítmicos e presença de fibrilação atrial espontânea em pacientes com condução atrioventricular acelerada por via anômala com período refratário curto.

Atualmente abordagem cirúrgica, para a ressecção da via anômala, se faz por duas formas a endocárdica, conforme a técnica descrita p[or Ferguson e col, e a via epicárdica descrita por Guiraudon e col. As complicações mais comuns associadas a cirurgia são síndrome pós-pericárdiotomia, disfunção ventricular direita, síndrome de baixo débito, fibrilação atrial e infarto do miocárdio.

3. Eletrofulguração
Um bom recurso terapêutico para as síndromes de Wolff-Parkinson-White que respondem mau a terapia convencional e a fulguração ou ablação das vias anômalas por radiofreqüência (veja a figura acima com  eletrodo posicionado na via anômala).

A fulguração endocavitária por radiofreqüência é feita nos laboratórias de cateterismos cardíacos.

O sucesso da fulguração vária na dependência da localização e das propriedades eletrofisiológicas das vias anômalas. Para tal, e necessário um estudo eletrofisiológico detalhado e o mapeamento minucioso das vias anômalas. O mapeamento e a fulguração são realizados tanto na inserção atrial como na ventricular da via anômala.

Na via lateral esquerda e posterosseptal esquerda, a fulguração é realizada na região do anel mitral através da técnica de cateterização retrogada do ventrículo esquerdo. O cateter é posiconado entre o anel mitral e o ventrículo. O local ideal é onde se encontra o menor intervalo VA durante a taquicardia ortodrômico e/ou eletrograma unipolar com padrao QS precedendo a onda delta durante taquicardia antidrômica ou estimulação atrial com máxima pré-excitação. Outra importante referência e quando se consegue registrar o eletrograma da via acessória.

Na via acessória direita, posterosseptal direita e posterosseptal verdadeira a técnica é realizar fulguração na região do anel tricúspide, porém pela região atrial.
Nas vias esquerdas o anél atrioventricular é facilmente reconhecido pelo posicionamento de um cateter no seio coronário. Nas vias direitas, pode-se posicionar um fio guia de angioplastia dentro da coronária direita para referência do anel tricúspide.

Referências:

Wolff L, Parkinson T, White PD – Bundle branch block with short PR interval in healthy young people prone to paroxysmal tachycardia. Am Heart J.1930;5:685.

Wolff L, White PD – Syndrome of short PR interval with abnormal QRS complexos and paroxysmal tachycardia. Arch Intern Med,1948;82:446.

Barbero-Marcial M, Sosa E, Pileggi F et al – Tratamento cirúrgico das taquicardias paroxisticas da síndrome de Wolff-Parkinson-White. Arq Bras Cardiol,1982;38:33.

Fantini FA, Sternick EB, Gontijo Fo B et al – Cirurgia para síndrome de Wolff-Parkinson-White no 1 ano de vida. Arq Bras Cardiol.1993;60(4):253-256.

Giardina ACV, Ehlers KH, Engle MA – Wolff-Parkinson-White syndrome in infants and children. A long term follow-up study. Br Heart J. 1972;34:839-846.

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79 Comments »

  1. fernanda comenta:

    10 janeiro, 2012 @ 9:32 PM

    oi meu marido tem 31 anos e descobriu que tem wpw eu estou muito preocupada pois ele tem muito medo de morrer queria que me esclaresecem uma coisa que tem essa doeça nao pode trabalhar tem o direito de ficar encostado me ajude qual e o medicamento indicado

    obrigada

  2. fernanda comenta:

    10 janeiro, 2012 @ 9:34 PM

    ele ta tomando verapamil mas tem muitos sintomas

  3. Eduardo comenta:

    23 janeiro, 2012 @ 3:48 PM

    Tenho 25 anos descobri a +- 3 semanas que possuo WPW em um eletrocardiograma.
    Quarta-feira 23/01/2012 vou no instituto do coração em porto alegre para fazer os procedimentos.
    Fumo uma carteira de cigarro por dia, porém quando era mais jovem sempre fiz esportes e sempre usei ao maximo minha capacidade corporal fazendo exercicios ou brincando.
    Nunca tive restrições para nada.
    Agora gostaria de saber se largar o cigarro é algo muito importante ja que vou fazer a ablação e pelo que tem risco da Sindrome voltar.
    meu email é eduardo_angus@hotmail.com

  4. Ronaldo Morais comenta:

    21 fevereiro, 2012 @ 1:35 AM

    Olá pessoal, tenho 38 anos descobri meu WPW com 16 anos, fui uns dos primeiros a utilizar a ablação no Brasil como cura, desde então fiz por volta de 15 ablações em nenhuma delas com sucesso… Mas tudo bem convivo com WPW muito bem, sem nenhuma restrição, esporte, diversão, montanha russa (disney)… sempre com o meu sotacor…Caros colegas com sidrome WPW é uma doença fácil de se viver nada de fim do mundo… Fé em Deus…Boa noticia…. não sei o que aconteceu mais já fazem 10 dias que não tomo medicamento…(sotacor)… é esta tudo normal… Será que foi embora WPW…

  5. Núbia comenta:

    22 março, 2012 @ 11:39 PM

    descobrimos que com 45dias de vida meu sobrinho esta com wpw, gostaria de saber os risco. Hoje ta com 2anos e deu bronquite asmatico isso pode agravar

  6. Fabio Chies comenta:

    23 março, 2012 @ 8:35 AM

    Núbia, também tenho asma. Uma coisa não tem relação com a outra. A única coisa é que o broncodilatadores que normalmente usamos para a asma potencializam crises de taquicardia. Mas fora isso, não conheço outros problemas. Os riscos só seu médico poderá dizer. Pode não haver nenhum, como na maioria dos casos. Abraço!

  7. cristina comenta:

    29 março, 2012 @ 3:31 AM

    meu filho fez trez ablações, não resolveu o problema, descobrimos aos dezoito anos quando ele ia servir a marinha desde então ele ,e depressivo

  8. cristina comenta:

    29 março, 2012 @ 3:36 AM

    meu filho não dorme durante a noite com medo de dar alguma coisa errado, vamos ao médico de madrugada e os exames estão no padrão para quem tem wpw, preciso de uma ajuda para saber o que posso fazer para ajuda-lo, ele é uma pessoa difícel, na última ablação a doutora dele disso que não podia fazer nada por estar muito próximo a coronária, fico preocupada

  9. cristina comenta:

    29 março, 2012 @ 3:45 AM

    como posso ter o Email das pessoas que comentaram, talvez isso me ajude um pouco conversar com pessoas com o mesmo problema

  10. Everton comenta:

    4 abril, 2012 @ 2:23 PM

    Olá pessoal, em 2010 descobri que tinha WPW durante um jogo de futebol eu apaguei, já era a terceira vez que isto acontecia, porém até aquele momento não tinha procurado um medico, então fiz alguns exames e meu cardiologista marcou uma cirugia de ABLAÇÃO, fiz a cirurgia um mes após saber que tinha o problema, de la pra cá estou fazendo acompanhamento, primeior foi quinzenal, depois mensal, trimestral, semestral, sempre tenho que fazer exames. Meu medico me liberou para praticar exercicios, porém não corro 5 minutos e ja estou com muita falta de ar e cansaço.
    Meu médico me deu todo apoio e informações necessarias, mas não consigo ficar tranquilo, minha vida jamias foi a mesma, mas a familia e amigos nos fazem esquecer os problemas e continuar vivendo com alegria.

  11. RIZOLANGELA DOS SANTOS comenta:

    20 abril, 2012 @ 11:50 PM

    fiz o exame ECG e confirmou que tenho pre arritmia gostaria de saber se esse problema tem cura e o que tenho que fazer para viver mas .

  12. elizangela comenta:

    2 maio, 2012 @ 12:49 AM

    minha filha de 11 anos tem esses sintoma descubrimos que ele tem essa doença não sei o fazer estou muito preoculpada mais não sei por onde começar ela teve crise taquicardia +cianose

  13. Narciso comenta:

    21 maio, 2012 @ 9:23 AM

    Com 23 anos descobri que tenho wpw,mais nunca procurei um médico nem tomo remedio para me tratar pois jovem rebelde sabem como é? Hj com 23 me precoucupo mais,queria saber quais os riscos que corro ja que não me trato? Fico mais preoucupado pois meu pai teve um enfarte dormindo.

    Obrigado.

    Narciso Luiz.

  14. Narciso comenta:

    21 maio, 2012 @ 9:24 AM

    Corrigindo hj com 29.

  15. Narciso Alves comenta:

    22 maio, 2012 @ 10:47 AM

    Quanto tempo pode viver uma pessoa diagnosticada com SWPW,mais que não se cuida a 06 anos?

  16. Luzia Caio comenta:

    31 maio, 2012 @ 5:07 PM

    Gostaria de saber para quem é portador da síndrome de WPW pode realizar cirurgias invasivas? Pois, sou poradora desta síndrome,já realizei uma única vez cirurgia das palpebras e ocorreu tudo bem.
    Pretendo fazer cirurgias de fins sintéticos……posso ou não realizà-las???????? Agra decida!

    Ah,tenho 59 anos.

  17. gisele comenta:

    27 junho, 2012 @ 2:16 PM

    Eu tenho 22 anos e descobri que tenho WPW então os meus cardiologistas me indicarão a cirurgia, mas estou com muito medo, pois até 1 mês atráz não tinha nada ou pelomenos não sabia,porque afinal, já nasci com essa não conformidade.
    A cirurgia é tranquila? ou tenho que me preocupar mais?

    grata

  18. Dr. Armando Miguel Jr comenta:

    27 junho, 2012 @ 8:43 PM

    Gisele,
    As técnicas modernas de correção das arritmias é bem eficiente e com poucos ríscos. Geralmente feito por ceteter. Converse com seu médico a respeito de como vai ser feita a cirurgia. Confie que tudo vai dar certo.

  19. valquiria santos comenta:

    8 julho, 2012 @ 12:27 AM

    Em 2010 meu marido e eu descobrimos que ele aos 41 anos tinha a sidrome de WPW, após uma forte crise de arritimia, ele passou por uma ABLAÇÃO por cateterismo mais nao foi possivel cauterizar a via anomala pois se o dr insistisse em cauteriza-la poderia haver um bloqueio total das duas vias e ele nao resistiria. Após sua recuperacao voltamos ao medico e ele insistiu em meu marido tentar outra vez a ABLAÇÃO e se nao der certo o procedimento, o dr entao teria que cauterizar a via anomala e a via normal e instalaria antes um macapasso permanente, mais meu marido nao quer nem ouvir falar em macapasso.Nos ja procuramos varios especialista nesse caso e todos dizem a mesma coisa que o primeiro medico. Atualmente nos estamos com uma medica especialista em WPW que ja tentou convence-lo mais nao tem jeito, ele esta tomando RITIMONORME de 300 mg duas vezes ao dia, mais mesmo assim as vezes ele tem algumas crises e isso me deixa muito preocupada, porque ele é fucionario publico e trabalha na parte administrativa e sofre muitas cobranças e pressoes no trabalho e quando ele esta muito estressado por conta disso e justamente quando começa as crises a medica dele ja deu um laudo medico para ele relatando que ele nao pode sofrer estas pressoes psicologicas, mais ele tem resceio de entregar este laudo no trabalho e inves de melhorar as pressoes fiquem pior uma vez que todos no setor ja sabem de sue problema inclusive que o estresse aumenta as crises e no entanto nao estao nem ai. Fica aqui meu relato e minha tristeza por saber que alguns seres humanos que se acham os super-herois que nunca irao passar por problemas de saúde algum e se acham no direito de provocar pessoas assim como meu marido e querer mais que morram diante ate mesmo de seus olhos, pois esta sindrome pode sim provocar morte súbita. Que Deus proteja a meu marido e a todos as pessoas que infelizmente sofrem com esta sindrome e tambem com A DOENÇA CHAMADA MALDADE.

  20. Everton comenta:

    30 novembro, 2012 @ 9:20 AM

    Pessoal, eu fiz o comentário em 4/abril, minha vida estava tudo tranquilo depois da ablação, até que decidi ficar sem fazer os exames necessários acordo solicitação de meu médico, então passados mais 6 meses do que fora solicitado tive uma forte dor no peito e passei a noite toda no hospital sendo monitorado, isto a mais ou menos 15 dias, na noite passada novamente tive fortes dores no peito e mais uma vez constatado arritmia e passei novamente, estou fazendo novamente todos os exames e vamos ver no que vai dar.
    Porém meu coração agora tem que aguentar, pois faz 4 meses que me tornei pai de gêmeas, haja coração.
    Abraços e que Deus abençoe a todos.

  21. Jocimar Aparecido carvavhlo comenta:

    21 janeiro, 2013 @ 9:59 AM

    Tenho wpw, a 3anos tomo propafenona300mg,as vezes não me sinto muito bem, mas já marquei a ablação. Gostaria de saber se tenho direito a algum beneficio enquanto estiver com a doença.

  22. Dr. Armando Miguel Jr comenta:

    22 janeiro, 2013 @ 6:15 PM

    Jocimar
    O WPW é um variação da anatomia do feixe do sistema nervoso do coração. Milhões de pessoas apresentam esta variação anatômica. Algum apresentam episódios de taquicardia decorrente de um rápido estímulo através deste circuito e necessitam de tratamento com medicamentos ou ablação. Assim, não constitui uma doença. Não sei informa-lo se tem direito a algum benefício em decorrente destas taquicardias.

  23. Jocimar Carvalho comenta:

    28 março, 2013 @ 9:43 AM

    Dr. tomo propafenona 300 mg,parece que está em falta caso não acho mais qual outro que possa substituilo.
    Nos dias anteriores estou sentindo muitas palpitações e sinto como se estivese gorfando ar .

  24. marcio macedo comenta:

    6 novembro, 2013 @ 7:45 AM

    eu sou portador da sindro de wpw,sou funcionário da prefeitura gostaria de saber se dar direito a aposentadoria?

  25. bruno comenta:

    19 março, 2014 @ 11:18 AM

    Dr bom dia.. fui portador de WPW por 4 anos descobri com 18 anos quando ainda jogava bola. enfim passei por tudo que todos passam aqui.. ha exatamente 3 meses fiz a ablacao, refiz os exames e o WPW sumiu.. curado, 2 via anomalas.. porém antes de fazer a ablacao tive Sindrome do panico e stress agudo mto elevado.. tive e tenho problemas do sistema nervos , tais como Espamos fasiculacoes, tonteiras.. mais ffui ao neuro diz estar normal.. minha pergunta é posso voltar efetivamente ocm minhas atividades? Academia? na qual fiz por 4 anos com WPW ( sem saber claro..) .. obg

  26. Ícaro comenta:

    30 abril, 2014 @ 3:58 AM

    Ola a todos tenho 29 anos descobri que tenho WPW faz 1 mes e meio a 2 anos sentia dores no peito, mas sempre que eu tomava cerveja melhorava..achava que era gases sei la… trabalho com bar e turismo e levei uma vida muito desvairada… indo em festas todos os dias e tomando de 10 a 15 latas cervejas por dia na cidade que eu morava e trabalhava Paraty. Sou fumante e sai de Paraty porque sentia dores fortes no peito formigamento no braço, queda de pressão e mais um monte de sintomas estranhos… agora vim morar com minha mãe e descobri a doença diminui o cigarro, bebo 2 vezes por semana.. não tenho tido mais falta de ar e outros sintomas que eu tinha.. mas sinto dores no peito todos os dias… porque? mas também eu sinto dores no peito a 2 anos e quando estava tomando cerveja todos os dias não sentia todos os dias .. agora que eu diminui com tudo sinto dores no peito e no braço as vezes todos os dias porque? só fiz o eletro.. falta fazer router e tudo mais… estou com medo de morrer dores no peito e braço é muito grave? acontece umas 3 4 vezes por dia e principalmente se estou em uma posição não muito confortavel….

  27. macys coupons april 2014 comenta:

    7 maio, 2014 @ 5:20 PM

    macys coupons april 2014

    Síndrome de Wolff-Parkinson-White

  28. Souza comenta:

    10 junho, 2014 @ 11:18 AM

    Bom dia,

    Dr.

    Minha filha de 14 anos foi diagnosticada com wpw, realizou ablação em 3/05/2014. Segundo a médica a ablação foi um sucesso.Passado 1 mes ela sofre com fisgadas(dores) no peito e uma forte pressão, um incomodo que a persegue 24horas por dia. Isso é normal ? Alguem ja passou por esse problema ?. Foi solicitado uma tomografia do coração., para verificar as arterias. Ja levamos ela no gastro, que assegurou que tudo esta em perfeito funcionamento. Estamos aflitos, ja que a médica não diz nada sobre o assunto. Para ela tudo é normal até mesmo as dores que a menina esta sentido.

    obrigado.

  29. Ricardo comenta:

    29 julho, 2014 @ 3:21 AM

    Olá!

    Descobri no começo de 2008 que tinha WPW. No mesmo ano fiz a ablação.

    E foi muito tranquilo.

    A minha via anômala estava localizada em um lugar meio perigoso (talvez perto do nó sinoatrial já que o médico disse para meu pai que na hora de cauterizar a via os médicos enfrentaram algumas dificuldades). No entanto tudo correu muito bem. Vou compartilhar minha experiência.

    Cheguei no hospital na noite anterior para a internação. Após os procedimentos burocráticos fui para o quarto e comi antes de começar o jejum. Depois disso, o enfermeiro apareceu com uma gilete e um sabonete (desses de hospital) e pediu que eu tomasse um banho para depilar minha virilha e meu tórax. Tomei o banho, me depilei e após conferir se estava tudo certo, o enfermeiro fez uma punção venosa no meu braço esquerdo. E depois de tudo isso fui dormir. Estava um pouco nervoso, mas confiante de que daria tudo certo.

    No dias seguinte acordei cedo e fiquei esperando com meus pais o horário da cirurgia (que estava marcada para o começo da tarde). Algum tempo antes de vestir aquele jaleco feio para ir para a sala de cirurgia, um enfermeiro apareceu e injetou um antibiótico por meio da punção. Quando chegou a hora eu me despedi dos meus pais e fui levado por um enfermeiro para a a sala de cirurgia numa cadeira de rodas.

    Chegando lá eu deitei na mesa e a anestesista conversou comigo durante alguns segundos. Perguntou meu nome, minha idade e o que eu estudava. Respondi tudo e em seguida ela disse: “agora eu vou injetar a anestesia e você vai dormir, tá?”. E eu só lembro de responder “tá legal”. Depois disso tudo apagou.

    Após o procedimento, lembro de acordar meio perdido. Quase mexi minha perna. Na hora os médicos viram e já falaram meio desesperados “calma, calma, cuidado, não mexe a perna”. O caminho da sala de cirurgia até o quarto foi nebuloso. Não lembro de muita coisa. Só sei que cheguei no quarto e uma enfermeira me deu uma medicação via oral. Estava tão grogue que após tomar a medicação eu ainda permaneci uns 5 segundos naquela posição, fazendo biquinho hahahaha. Minha irmã ri até hoje quando lembra da cena.

    Pra mim, a parte mais incômoda foi o pós-operatório. Não consegui dormir durante a noite e tive que ficar a noite toda sem poder me mexer na cama. Mas foi por um bom motivo. Não dá pra dar mole quando suas artérias estão em processo de cicatrização.

    Para resumir o fim da história, saí do hospital um ou dois dias depois e tudo deu certo. Fiquei um tempo dormindo na sala de casa, pois não podia subir pro quarto. Os cortes da virilha criaram um hematoma razoavelmente grande mas não incomodaram muito. Quando fui liberado para caminhar, alguns dias depois da cirurgia, também não conseguia andar direito por conta do hematoma que doía um pouco e impedia o movimento normal da minha perna direita. Mas o segredo é aproveitar o período já que você tem a atenção especial de todos os seus familiares e amigos e eles farão tudo o que você pedir e precisar hahahaha.

    Fiz acompanhamento com minha cardiologista durante um ano após a operação. Depois deste período fui liberado por ela para voltar a praticar atividades físicas. Há algum tempo não acompanho, mas este ano farei um check up e conversarei com ela para saber se tudo continua bem.

    Enfim, espero que tenha ajudado com meu (longo) relato. Não sou médico mas penso que este é um procedimento muito seguro e eficiente. Lembre-se que o medo é comum, mas ele só nasce por causa da falta de informação e de conhecimento. Por isso o segredo é estar bem informado sobre como a doença funciona, quais os riscos, como as coisas vão ocorrer no procedimento cirúrgico, confiar no seu médico e que tudo vai dar certo.

    Como tudo na vida, depois que passa vira história pra contar.

    Boa sorte para todos!!

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