Set
24

Apnéia do Sono nos Idosos - Parte 6. Métodos diagnósticos

Categoria(s): Gerontologia


Resenha

Síndrome da Apnéia/Hipopnéia Obstrutiva do Sono em Idosos

Colaboradora: Astrid de Arruda Celidonio Florentino *

* Enfermeira e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

Para demonstrar a probabilidade para apnéia do sono, existem algumas regras clínicas preditivas criadas e que tem sido validada para a aplicação: Circunferência do pescoço, o índice de massa corpórea, história de hiperetensão arterial sistêmica, presença de ronco intenso e contínuo e relato de apnéias noturnas. Em alguns casos, há necessidade de se aplicar testes diagnósticos como questionários que forneçam dados indicando a alta probabilidade da SAHOS, por exemplo o questionário clínico de Berlim.

Polissonografia (PSG)

É o estudo do sono de noite inteira realizado em laboratório e constitui o método diagnóstico padrão ouro para os distúrbios respiratórios do sono. Baseia-se no registro  eletroencefalográfico, eletroculográfico, eletromiográfico não invasivo do mento e membros, eletrocardiográfico, registro das medidas do fluxo oronasal, do movimento toracoabdominal e registro da oximetria de pulso, além de outros registros adicionais como pressão esofágica.é importante  o registro de noite inteira, pois mudanças nos eventos respiratórios ocorrem de um ciclo de sono para outro ao longo da noite.

A PSG possibilita caracterizar nos pacientes apnêicos o IAH, a dessaturação da Oxi-hemoglobina, os microdespertare, as porcentagens dos estágios, o ECG, o registro do Ronco e da posição corporal. Por meio da PSG, diagnostica-se a causa da fragmentação do sono, se ocorre pelos eventos respiratórios ou se por outras causas como os movimentos periódicos dos membros inferiores e até mesmo a insônia.

O sistema de Monitorização Domiciliar ou Portáteis está se difundindo, mas deve ser utilizada somente a pacientes com sintomas clínicos acentuados e que não tenham possibilidade de realizá-la em laboratório.
Ela é aceitável para acompanhamento terapêutico e quando o diagnóstico já tenha sido realizado por meio da PSG convencional.

A Academia americana dos Distúrbios do sono classifica a PSG em diferentes níveis de acordo com seus diferentes níveis de resolução:
Nível I (PSG padrão),
Nível II (PSG portátil),
Nível III (sistema portátil modificado para diagnóstico da SAHOS): só se analisa as variáveis cardiorespiratórias
Nível IV ( registro contínuo de 1 ou 2 parâmetros); registra-se a oximetria de pulso e mais um canal respiratório( fluxo aéreo, ronco).

A AAMS estabeleceu os critérios diagnósticos para os eventos e síndromes respiratórias relacionados ao sono.

1. Sonolência diurna excessiva inexplicável por outras causas;

2.  Dois ou mais dos seguintes sintomas e sinais não explicados por outras condições: Asfixia ou respiração difícil durante o sono , despertares noturnos recorrentes, fadiga diurna, sono não restaurador, dificuldade de concentração;

3. Monitoração noturna que revele cinco ou mais eventos respiratórios obstrutivos por hora de sono (apnéia, hipopnéia, despertares por esforço respiratório).

Escala de Epworth

A escala de Epworth foi desenvolvida em 1991 por um médico australiano, Dr. John W. Murray, é utilizada em todo o mundo e já traduzida para vários idiomas. O objetivo é quantificar o grau de sonolência durante oito atividades rotineiras. As respostas atingem valores máximos de 24 pontos, mínimos de 0 pts, sendo 10 o divisor da normalidade. É utilizada para triar os distúrbios do sono e como indicador para a PSG, e não substitui a Polissonografia

Análise Cefalométrica

Trata-se de um exame complementar para avaliação da VAS e consiste numa telerradiografia lateral da face e pescoço com posterior avaliação do espaço entre a base do crânio e a região maxilo-mandibular. Avalia o comprimento do palato mole, a posição do osso hióide, crescimento da maxila e mandíbula. Não é um exame de rotina para avaliação do paciente com SAHOS, porém nos casos de suspeita de dismorfismo crânio-facial, a análise cefalométrica está indicada.

Referências:

Tufik, S. Medicina e Biologia do Sono;  Instituto do sono SP:cap.20-26; pag.240-305: ed. Manole, 2008

I CONSENSO BRASILEIRO DE RONCO E APNEIA DO SONO,2000. In:Sociedade Brasileira do Sono.[on line]

Alfredo, C. Neto, L. T. Consulta Geib; Sono e Envelhecimento. Ver. Psiquiatria. RS, 25(3):453-465, set/dez.2003

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