|
set
19
|
Apnéia Obstrutiva do sono – Parte 1. Sono e Envelhecimento
Categoria(s): Neurogeriatria, Otogeriatria, Pneumogeriatria |
Resenha
Síndrome da Apnéia/Hipopnéia Obstrutiva do Sono em Idosos
Colaboradora: Astrid de Arruda Celidonio Florentino *
* Enfermeira e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp
Sono e Envelhecimento
O estudo do Sono trata de uma área da medicina do conhecimento, que se encontra em constante evolução na história, e, desde remota era, já existia o interesse em se entender sobre este fenômeno (hoje sabido, estar relacionado com fenômenos fisiológicos), e provocava fascínio por todos os povos do mundo, no intuito de conhecer suas origens, o seu significado e o significado dos sonhos. Muitas foram as interpretações abordadas em cada época da história, com explicações baseadas em experiências subjetivas, atravéz de atividades oníricas, originando mitos e explicações ilógicas referentes ao conhecimento do sono e sonhos.
A partir do momento histórico em que criou-se uma ciêcia mais organizada, criando-se métodos de estudos adequados, é que tornou-se possível tratar do fenômeno sono e sonhos, com mais objetividade científica, já, na antiga Grécia, atravéz dos filósofos estudiosos, Sócrates, Platão, Aristóteles, tendo os mesmos sido responsáveis pelas primeiras abordagens científicas a respeito dos estudos do Sono.
Hoje sabemos que o sono é fundamental para a manutenção fisiológica e homeostática do organismo humano, sendo que sua privação desenvolve alterações negativas para a qualidade de vida dos idosos (aqui tratados como tema central deste trabalho), pois sofrem maior restrição orgânica devido aspectos relacionados com o envelhecimento, com doenças associadas e desencadeadas por anormalidades do sono fisiológico.
Estas anormalidades, acomete 45% da população idosa acima dos 60 anos, respectivamente, e acima dos 65 anos, mais de 50%. (Ohayon et al., 2004).
É um impacto altamente negativo para a população idosa, uma vez que cria déficitis emocionais importantes que irão interferir em sua qualidade de vida, pela repercussão nas funções psicológicas, imunológicas, comportamentais, alterando o balanço homeostático do organismo, gerando distúrbios relacionados ao padrão do sono, incluindo, desconforto físico ou dor, dificuldades para reiniciar o sono noturno, despertares precoces, fadiga diurna, cochilos diurnos, comprometimento cognitivo e distúrbios da memória e atenção.
A estrutura do sono altera-se de forma contínua ao longo de toda a vida e esta é a principal queixa da população idosa. Existe uma tendência em se considerar as alterações do sono do idoso como fruto do envelhecimento normal, portanto, uma dificuldade em se estabelecer quais as reais alterações são fruto do envelhecimento normal e quais são decorrentes de morbidades instaladas (Bachman, 1992).
Para identificar e evitar erros na conceituação destes , não se utiliza mais referir-se aos idosos, como idosos normais. Criou-se a nomenclatura de Envelhecimento Saudável ou Envelhecimento Normal, para aqueles, no qual está preservado a boa qualidade de vida e onde não ocorre doenças que limitam sua independência, tais como os distúrbios do sono, doenças psiquiátricas ou clínicas (Reynolds et al, 1991).
As alterações do sono no idoso não devem ser consideradas como eventos normais no processo de senescência, pois isto contribuiria para o subdiagnóstico dos DS, levando ao aumento no consumo de drogas hipnóticas, que nem sempre são prescritas e sendo consumidas sem observância da sensibilidade farmacodinâmica da idade.
São drogas com grande risco de efeitos colaterais e interações medicamentosas, consumidas concomitante com muitas outras drogas e ou medicamentos, ( polifarmácia), levando ao aumento do risco para o processo de saúde-doença.
Referências:
Tufik, S. Medicina e Biologia do Sono; Instituto do sono SP:cap.20-26; pag.240-305: ed. Manole, 2008
I CONSENSO BRASILEIRO DE RONCO E APNEIA DO SONO,2000. In:Sociedade Brasileira do Sono.[on line]
Alfredo, C. Neto, L. T. Consulta Geib; Sono e Envelhecimento. Ver. Psiquiatria. RS, 25(3):453-465, set/dez.2003
Tags: apnéia obstrutiva
