|
Set
16
|
Terapia Ocupacional na Geriatria - Parte 4. Ações da TO com idosos institucionalizados
Categoria(s): Gerontologia |
Resenha
Papel da Terapia Ocupacional nas Instituições de Longa Permanência

Colaboradora: Mariana Montagner *
* Terapêuta ocupacional e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp
Ações da Terapia Ocupacional com idosos institucionalizados
A Terapia Ocupacional gerontológica visa manter, restaurar e melhorar a capacidade funcional, mantendo o idoso ativo e independente o maior tempo possível. A atuação do Terapeuta Ocupacional tem como objetivo geral promover o desempenho dos idosos nas atividades de vida diária, nas atividades instrumentais de vida diária, nas atividades de trabalho e nas atividades de lazer. Então se torna fundamental definir as atividades de vida diária e as atividades instrumentais de vida diária, uma vez que são conceitos muito utilizados na pratica do terapeuta ocupacional com idosos.
As atividades de vida diária referem-se às atividades relacionadas aos cuidados pessoais, tais como alimentar-se, banhar-se, vestir-se, e fazer higiene, mobilidade e comunicação funcional. As atividades instrumentais de vida diária referem-se às atividades relacionadas à administração do ambiente de vida e estabelecem relação entre o domicilio meio externo. Estas atividades incluem comprar e preparar alimentos, cuidar da limpeza da casa, lavagem das roupas, ou seja, capacidade para viver em comunidade, Barreto e Tirado (2006).
Na atuação com o idoso, a Terapia Ocupacional age como um facilitador que capacita o mesmo a fazer o melhor uso possível das capacidades remanescentes, a tomar suas próprias decisões e lhe assegurar uma conscientização de alternativas realísticas.
Através do estímulo ao auto-conhecimento e ao auto cuidado, gerando uma melhoria na auto-estima, o idoso tem condições de lidar com seus potenciais e a partir daí construir uma maneira própria de se relacionar com o meio social, atuando nele mais autonomamente. Basicamente, procura-se que o idoso tenha um desempenho mais independente possível, enfatizando as áreas de auto cuidado, do lazer, da manutenção de seus direitos e papéis sociais, segundo o Boletim do CRE (Ano VII n. 2).
A Terapia Ocupacional deve intervir também visando à qualidade de vida dos idosos, sempre considerando os processos de perdas próprias do envelhecimento e as possibilidades de manutenção de seu estado de saúde (Lacerda, 2005). Nesse sentido, a saúde não significa ausência de doença, mas, sim, uma condição de bem-estar físico, mental e social que leva o indivíduo a apreciar a vida e enfrentar os desafios do seu cotidiano, sendo, portanto, entendida pela multiplicidade de aspectos do comportamento humano, Pitanga, 2004.
A Reabilitação Cognitiva é feita pelo Terapeuta Ocupacional, em que se busca resgatar e estimular o idoso nas atividades cognitivas e a atuar no seu cotidiano, através de atividades que mantenham os idosos ativos a concentração, seqüência do pensamento, atenção e a capacidade de fazer escolhas. Como por exemplo, a leitura, jogo de xadrez, bingo, palavras cruzadas, fazer uso de anotações, organizar o ambiente, fazer uso de listas, quebra cabeças, jogo da memória, caça palavras, Secchi, 2008.
O processo Terapêutico Ocupacional se inicia com a identificação das habilidades e das limitações funcionais do idoso através da avaliação, que pode ser considerada o inicio do processo terapêutico. Com base nessas informações, são elaborados o planejamento e a implementação da intervenção, seguida de reavaliações periódicas.
A intervenção Terapêutica Ocupacional na área da geriatria se apóia em prescrições de atividades terapêuticas que favorecem o processo de adaptação ao envelhecimento. É fundamental que as atividades realizadas sejam significativas para os idosos e desse modo, se relacionando com seus interesses e com sua realidade socioeconômica e cultural.
Desse modo à Terapia Ocupacional faz com que os dias dos idosos institucionalizados sejam mais produtivos e valorizados impedindo assim que eles desenvolvam uma passividade, a depressão, a raiva e o ressentimento.
Referências:
Barreto, KML e Tirado, MGA - Terapia Ocupacional em Gerontologia. In: Freitas, EV - Tratado de Geriatria e Gerontologia. 2ª. Edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
Born, T e Boechat, NS - A Qualidade dos cuidados ao idoso institucionalizado. In: Freitas, EV - Tratado de Geriatria e Gerontologia. 2ª. Edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
Secchi, SR - Memória do idoso: o papel da Terapia Ocupacional. Trabalho de Conclusão do Curso de Pós Graduação em Gerontologia – Metrocamp – Campinas: 2008.
Tags: instituições de longa permanência, terapia ocupacional

Louise comenta:
21 Outubro, 2008 @ 12:21
Oi, bom dia,
Estou escrevendo um projeto a respeito da intervenção da Terapia ocupacional na reabilitação cognitiva de idosos demenciados e precisava citar esse artigo, porém no site não consigo obter informações precisas sobre autor e ano de publicação.
Se puderem me ajudar com referências a artigos que discorram a respeito do tema, ficarei muito feliz.
Agradecida, Louise Martins
Dr. Armando Miguel Jr comenta:
21 Outubro, 2008 @ 13:43
Louise,
As 5 páginas no site a respeito da TO nos idosos, fazem parte do Trabalho de Conclusão de Curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp (Faculdades Integradas Metropolitanas de Campinas) da Terapêuta Mariana Montagner , - neste ano de 2008.
Pode citar o site http://www.medicinageriatrica.com.br como sua fonte de pesquisa.
Patricia Moraes da Cunha comenta:
18 Novembro, 2008 @ 18:05
olá!!!
Sou academica do curso de T.O e estou no 6 semestre,estava procurando algum material sobre o idoso,e acabei encontrando esse site,muito bom,porque são ´poucos sites que contem só o conteudo de to,espesifico!!!
adoreiiiiiiiiiiiii!!!
obrigado