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Set
09
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SÃndrome do anticorpo antifosfolipÃdio
Categoria(s): Dicionário, Neurogeriatria, Oftalmologia, Reumatogeriatria |
Dicionário
A sÃndrome do anticorpo antifosfolipÃdio (SAF) é um estado de hipercoagulabilidade caracterizado pela presença de anticorpos antifosfolipÃdios (anticorpo anticoagulante, anticardiolipina do lúpus e/ou anti-ß2-glicoproteina 1), acompanhados de trombose arterial ou venosa, abortos recorrentes e trombocitopenia.
Dentre as manifestações clÃnicas sobressaem os sinas cutâneos, incluindo o livedo reticularis, petéquias, tromboflebite superficial  e úlceras nas pernas (figura). A sÃndrome por vir isolada (dita primária) ou acompanhada do lúpus (dita secundária).
Trombose venosa - A trombose venosa é a apresentação mais comum da SAF e, tem preferência pelas veias das pernas, mas pode surgir em quase toda distribuição venosa, como trombose da veia da retina, a trombose venosa cerebral e a sÃndrome de Budd-Chiari.
Trombose arterial - A trombose arterial da SAF localiza-se preferentemente no sistema neurológico, e as alterações mais comuns são os infartos cerebrais isquêmicos ou acidentes isquêmicos transitórios, e vários secundários a eventos embólicos, provocados pela liberação de vegetações estéreis originadas nas valvas aórtica e mitral.
A trombose, tanto na forma primária quanto na secundária da sÃndrome de anticorpo antifosfolipÃdio, é multifatorial, com os anticorpos antifosfolipÃdios participando como um dos vários fatores. A fisiopatologia da trombose na SAF ainda não está completamente esclarecida. Tem sido demonstrado a presença de várias anormalidades no controle da coagulação, mas nenhum mecanismo unificador foi encontrado. Os anticorpos antifosfolipÃdios ligam-se à s plaquetas e podem interferir na função plaquetária. Também foram encontrados defeitos adquiridos na proteÃna C,  e desequilÃbrio relacionado com a prostaciclina e o tromboxano.
Veja - Trombose arterial
Tratamento - A compreensão do mecanismo de ação desses anticorpos ajuda na escolha do tratamento. Alguns mecanismos propostos baseiam-se na atividade plaquetária (efeitos plaquetários e postaciclina-tromboxano) e outros, na ação das proteÃnas de coagulação (proteÃna C, proteÃna S, trombomodulina, ß2-glicoproteÃna). Dessa maneira, pode-se escolher o melhor tratamento terapia antiplaquetária, anticoagulante ou ambas.
Profilaxia - Os pacientes com altos tÃtulos de antifosfolipÃdios, devem ter controle rigoroso dos fatores de risco trombótico, como fumo, hiperlipemia, contraceptivos orais, obesidade, para evitar-se fenômenos trombóticos.
Abortos de repetição - É muito importante a investigação da história obstétrica das pacientes, pois 10% das pacientes que tiveram abortos repetidos têm anticorpos antifosfolÃpios. Devemos lembrar que, 5% das mulheres saudáveis têm anticorpo antifosfolipÃdios no plasma.
Referências:
Shi W, Krillis AS, Chong BH, Gordon S, Chesterman CN - Prevalence of lupus anticoagulant and anticardiolipin antibodies in a helthy population. Aust N Z J Med 1990;20:231-236.
Tags: AVCi, coagulação, ictus cerebral, livedo reticularis, trombose, trombose da veia da retina


Carmencita Balestra comenta:
11 Outubro, 2008 @ 08:36
Senhores, tenho diagnóstico de SAF há mais de 20 anos, com eventos repetido de trombose, digo que é uma roleta russa, nunca sei qd vou ” acertar” o alvo. Enfim…
Estive há pouco dias nos EUA , em 5 dias fui e retornei e agora apresento um quadro de dores por todo o corpo e o diagnótico dos médicos foi Dengue. Existe alguma possiblidade de multiplos coagulos? Sinto dores, mas não tão fortes como dizem ser da dengue, mas agudas como sei que são de trombose. Poderiam me dar alguma sugestão até para discussão médica. Afinal não é nada comum uma paciente, 55 anos, mais de 10 evento de trombose e ainda viva. Por favor, considerem meu humor, um elemneto positivo, mas sinceramente começo a desistir. Se possivel me respondam. Agradeçeria muito. Carmencita
giseli cristina custodio mercio comenta:
21 Novembro, 2008 @ 15:42
O meu nome é Giseli tenho 29 anos descobri que tenho sindrome do anticorpo antifosfolipidio há 6 anos quando tive o meu primeiro abortocom 9 meses de gestação ( natimorto), na minha 3ª gravidez fiz uso de predisolona, heparina 2 vezes ao dia e AAS também 2 vezes ao dia com 8 meses de gestação tive novamente outro aborto, a médica me aconselhou a não ter mais filhos pelo risco de dar trombose.
Gostaria de ter mais um filho, quais as chances de eu conseguir levar a gestação até o fim , tem 5 anos que a doença não se manifesta e não tomo nenhum tipo de medicamento para esta doença.
Desde já agradeço