08 - set.
  

Síndrome de Guillain-Barré

Categoria(s): Dicionário, Emergências, Neurologia geriátrica




Dicionário

A síndrome de Guillain-Barré, conhecida como polirradiculoneuropatia inflamatória desmielinizante aguda, é uma causa comum de paralisia generalizada aguda, com incidência estimada de 1,5 a 2 casos por 100 mil habitantes.

A síndrome de Guillain-Barré se manifesta com início agudo de parestesias distais e fraqueza muscular progressiva em seguida a uma doença respiratória ou gastrointestinal. O início da doença se apresenta com quadro leve, sendo comum o médico optar pelo diagnóstico de ansiedade, para no dia seguinte o paciente retornar com paralisia  muscular progressiva. Disfunção autonômica com taquicardia e episódios de hipotensão alternando com episódios de hipertensão ocorrem em metade dos casos.

Os estudos eletrofisiológicos fornecem a confirmação diagnóstica com a evidência de polineuropatia desmielinizante.

O diagnóstico diferencial é relativamente limitado no caso típico, porém devemos lembrar, de outras causas de paralisia aguda: de causa muscular – paralisia periódica;  de causa transmissão neuromuscular –  botulismo, miastenia gravis; de causa nervosa – porfiria, toxinas; por lesão de células do corno anterior – poliomielite.

Tratamento – O tratamento da síndrome de Guillain-Barré requer diagnóstico precoce e internação hospitalar. A doença é monofásica e geralmente tem boa evolução. Os cuidados médicos e de enfermagem é fundamental, sobretudo no cuidado com a função respiratória, que pode ficar crítica. Ensaios clínicos mostram que a troca de plasma, o uso endovenoso de imunoglobulina, tem sido eficaz no casos moderados e severos, principalmente se iniciada precocemente.

Referências:

Bosch EP – Guillain-Barré syndrome: an update of acute immune-mediated polyradiculoneuropathies. The Neurologist 1998;4:211-226.

Rapper AH – The Guillan-Barré syndrome. N Engl J Med 1992;326:1130-1136.

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159 Comments »

  1. Ingrid David comenta:

    16 março, 2012 @ 8:10 PM

    Olá a todos! Visitem a minha página http://www.facebook.com/#%21/pages/Eu-e-a-S%C3%ADndrome-de-Guillain-Barr%C3%A9/226954914048939. Tem muita informação sobre a Síndrome de Guillain-Barré. Aproveitem e carreguem no GOSTO da página pois preciso de pelo menos 5000 LIKES para poder pedir apoios de associações e apresentar um projecto-lei à Assembleia da República. O objectivo é incentivar os cientistas ao estudo desta doença rara e não só. Agradeço a todos aqueles que contribuírem. Divulguem pois quanto mais GOSTOS contabilizar, mais hipóteses terei de ajudar os doentes. Quem quiser falar comigo, pode fazê-lo deixando um comentário no mural da minha página. Para quem não tenha conta no Facebook basta registar-se, o que é completamente gratuito. MUITO OBRIGADA A TODOS :) fico à espera dos vossos testemunhos.

  2. Juliana Peixoto comenta:

    19 março, 2012 @ 1:03 PM

    Boa tarde a todos vocês!
    Sei que o que estão passando não é nada fácil, porém existem alguns tratamentos para que se obtenha uma melhor qualidade de vida. Trabalho em uma empresa que se chama Criobanco Medicina e Terapia Celular (www.criobanco.com.br) em Vitória/ES e nós oferecemos o serviço de PLASMAFERESE, que é um tipo de tratamento indicado para a Síndrome de Guillain Barre. Pergunte ao médico que acompanha o caso sobre esse tratamento e suas indicações.
    Nós do Criobanco estaremos de portas abertas para ajudá-los.

  3. Rodrigo Motta comenta:

    20 março, 2012 @ 10:20 AM

    Prezado(a)s, boa tarde.

    Sou diretor executivo do Criobanco e, em nome da empresa, gostaria de salientar que o comentário feito pela Sra. Juliana Peixoto é de exclusiva responsabilidade da mesma. Consideramos extremamente infeliz e descabido, uma vez que entendemos que a indicação de tratamentos deve ser feita pelo médico que assiste o paciente. Não pactuamos, não assinamos e lamentamos muito pela inserção do nome Criobanco na referida mensagem. Pedimos desculpas pelo incoveniente e tomaremos as devidas medidas para que tal situação não volte a ocorrer.

    Obrigado,

    Rodrigo Motta

  4. Amanda And comenta:

    6 outubro, 2012 @ 2:17 PM

    Boa tarde a todos,

    Sou estudante de Terapia Ocupacional e recomendo a todos que puderem procurar um profissional dessa área, a atuação dele neste tipo de doença é indispensável. Sei a angústia e aflição por saberem mais sobre a doença, mas vocês NÃO devem nunca se automedicar ou tentar tratamentos sem a consulta ou auxílio de um profissional da área da saúde.
    Sei que o Terapeuta Ocupacional não pode trazer a cura da doença, mas ele irá ajudar a pessoa portadora da síndrome a ter uma qualidade de vida bem melhor do que aqueles qe não fazem o tratamento.

    Bjs

  5. zelia comenta:

    29 novembro, 2012 @ 11:08 AM

    eu tive a doença a 8 anos atras, hoje não tenho força em nenhum dos membros atingidos, sinto muita dor formigamento e fraqueza, o q pode ser isso tudo o que estou sentindo.

  6. jose carlos comenta:

    7 fevereiro, 2013 @ 10:58 PM

    boa noite irmãos! meu nome e josé carlos e eu fui impactado por essa terrível doença em 28 de março de 2012, depois de eu ter pego uma virose eu desenvolvi essa doença, fiquei todo paralizado perdi todos os movimentos,fiquei três dias na UTI aqui na cidade a onde eu moro, fui transferido para o PSM em Belém,fiquei lá por três dias também.sabe meus irmãos só quando agente passa por uma situação desas e que agente vai dar valor na vida. nas pessoas que amam agente. sabe eu fiquei todo paralizado pela as mãos dos outros. vcs não imaginam como é a pessoa fica sem andar, sem tato nem um nas pernas e nos braços e muito triste, sem contar que quem tem essa doença passa pelo vale da morte nas primeira 72 horas. a minha pressão arterial almentou. a minha gricose almentou,tive que usar sonda foi muito de primente. mais eu a credito que todos nós tem um proposito aqui nessa vida. foi uma esperiência muito rui na minha vida mas atravez diso eu puder conhecer o Evangelo conhecer Deus. fui tratado com plamaferes fiz oito seções dese maravilhoso tratamento e a pós quarenta dias eu tive alta, voltei pra minha casa já andando. fiz mais uns dois mesês de fisioterapia. e aqui estou eu após quase um ano totalmente curado. que Deus seja Louvado amém…

  7. Marta Sibéria comenta:

    2 abril, 2013 @ 10:56 PM

    Oi tenho uma filha que em 2007 teve GB passou pelos processo de tratamento. Hoje ela ainda não tem forças nos pés mas tem vida normal, Tenho medo da doença voltar será possível. Por favor alguém me responda. Agradeço

  8. Suelen Dapont comenta:

    29 julho, 2013 @ 1:56 PM

    olá gostaria de saber se tem como uma pessoa que ja teve esta doença ter de novo?

  9. Kathiuci taler comenta:

    16 novembro, 2013 @ 7:56 PM

    olá o meu cunhado ultimamente perdeu todo o movimento do corpo mas os medicos daqui de onde ajente mora nâo conseguiraô diaguinosticar a doença dele estive pesquisando sobre essa doença e ele tem todos os sintomas e uma pena q ainda naô foi diaguinosticado para ter logo um tratamento adequado

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