07 - set
  

Artrite Reativa

Categoria(s): Dicionário, Fisioterapia, Reumatologia geriátrica




Dicionário

A artrite reativa caracteriza-se como sendo uma sinovite asséptica que ocorre em média duas a quatro semanas após uma infecção à distância, geralmente, localizada no intestino ou trato geniturinário.

As recentes demonstrações de antígenos bacterianos na membrana sinovial e/ou células do líquido sinovial não invalidam o conceito de artrite reativa. Atualmente, valoriza-se uma predisposição genética associada ao antígeno HLA-B27 e suas inter-relações com o patógeno ou seus produtos no melhor conhecimento e entendimento da patogenia da ARe.

A artropatia inflamatória pós-infecção por Chlamydia trachomatis (Ct), Salmonella, Shigella e Campylobacter e distinguida ou diferenciada de outras artrites induzidas por infecção devido à sua associação com o complexo principal de histocompatibilidade (MHC), via antígeno HLA-B27, e com padrão clínico do tipo oligoartrite de membros inferiores, freqüentemente associado com sacroiliite e manifestações sistêmicas (conjuntivite, balanite e lesões cutâneas).

Em geral, qualquer microrganismo artritogênico pode induzir um processo inflamatório articular, embora mais comumente as bactérias entéricas gram-negativas como Salmonella, Shigella, Yersinia e Campylobacter e genitais como a Chlamydia são as responsáveis pela maioria dos casos de ARe, geralmente ligados ao HLA-B27.

Achados clínicos

As manifestações articulares ocorrem geralmente após quatro semanas a infecção à distância, de oligoartrite assimétrica, principalmente de membros inferiores como joelhos, tornozelos e pés. A presença de acometimento dos dedos dos  pés e mãos com aspectos característicos. Nas mãos, o processo inflamatório pode afetar todo o dedo, envolvendo as articulações interfalangeanas proximais e distais. Esse aumento de volume difuso, ou dactilite, também é conhecido como “dedo em salsicha”.  A evolução clínica caracteriza-se por se autolimitada em 60% dos pacientes, num período de três a doze meses. Pode apresentar recaída em 15% dos casos, cronificação em outros 15% e quadro de espondilite anquilosante nos 10% restantes.
Outros achados
· Inflamação articular estéril
· Doença sistêmica (articular, ocular, cutânea, intestinal, cardíaca, renal, geniturinária etc.)
· Geralmente pós-infecção orofaringe, geniturinária e intestinal
· Associado à síndrome de Reiter (um terço dos casos) e doença inflamatória intestinal
· 80% dos pacientes têm ligação com antígeno histocompatibilidade HLA-B27
· Geralmente autolimitada, porém em 20%-30% têm evolução para a fase crônica
· Prognóstico na maioria das vezes é bom
· Mais comum em adultos jovens do sexo masculino

Apresenta uma incidência anual de 30-40 casos por 100 mil habitantes. Tem uma distribuição universal, ocorrendo em todo o mundo. A ARe está classificada no grupo das espondiloartropatias seronegativas.
A sua patogênese ainda não está bem esclarecida. Sabe-se, porém, que é muito complexa. São descritos vários mecanismos multifatoriais, tais como ambientais, imunológicos, genéticos e infecciosos.

Roteiro de diagnóstico laboratorial

· Velocidade de hemossedimentação
· Proteína C reativa
· Hemograma completo
· TGO,TGP
· Uréia, creatinina
· Pesquisa do fator reumatóide
· Urinálise
· Eletrocardiograma
· Sinovianálise (citologia, pesquisa de cristais, bacterioscopia, cultura)
· Bacteriologia e cultura das secreções
· Sorologia de patógenos (Chlamydia, Yersinia etc.) no início dos sintomas
· Tipagem do HLA-B27 após duas a quatro semanas do início dos sintomas
· Radiografia das articulações envolvidas e do tórax
· Exame oftalmológico, quando necessário

Tratamento – O tratamento é feito utilizando-se AINEs

Referências:

Ximenes AC, Fernandes RN, Silva NA. Artrite reativa induzida por Chlamydia trachomatis: Análise clínica laboratorial e terapêutica. Rev. Bras. Reumatol. 36(6):359-366,1996.
Espinoza LR, Cabrera GE, Scopielitis E, Cuellar ML, Citera G: Reactive arthritis :pathogenesis and clinical overview. Rev. Bras. Reumatol. 33(3):107-113,1993.
Kvien TK, Glennas A, Melby K, Granfors K, Andrupp O, Thoen JE Reactive arthritis: Incidence and clinical presentation. J. Rheumatol. 21:115-122,1994.

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4 Comentários »

  1. cristiane comenta:

    27 novembro, 2008 @ 9:39 AM

    ola! tenho 28 anos sofrode dores constantes nos braços e agora descobri que tenho eclerose ossea e sacroileite tenho dores nos quadris e as vezes tenho difivuldade de respirar por motivo de ua dor que da no meu torax .obrigado por me eclarece o que tenho esta sendo muito util .

  2. gerdem comenta:

    28 setembro, 2009 @ 4:18 PM

    bom dia.
    estou me tratando de (SR) este tipo de sintomas levam muito tempo para ser curado
    estou tomando indometacina e vibramicina e um corticóide,e nescessario fazer fisioterapia apos o tratamento.

  3. vanesca comenta:

    29 março, 2011 @ 8:07 PM

    estou sofrendo muito com essa doença. Tenho todos os sintomas.

  4. sandra comenta:

    12 julho, 2012 @ 9:00 AM

    tenho 47 anos sofro muito com dores nas articulações em todos os dedos dos pes, nos dedos das mão e joelhos, sito os dedos dos pés secos com formigueiro e o pé todo quente até ao joelhos parece que estou a arder sinto parece uma chama. O que será? Peço ajuda.

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