05 - set
  

Bronquiolite obliterante com pneumonia em organização (BOOP)

Categoria(s): Dicionário, Pneumologia geriátrica




Dicionário

Abstrat:
Bronchiolitis obliterans organizing pneumonia (BOOP) is a form of interstitial lung disease with unique signs and symptoms, and it’s an important cause of acute respiratory illness in adults. Patients experience a subacute onset of mild dyspnea, a nonproductive cough, sore throat, fever, and malaise.
Bronchiolitis is a generic term used to describe a variety of inflammatory diseases that affect the bronchioles. Obliterans refers to the ability of the pathological change to obliterate, eradicate, or destroy the airways. Idiopathic BOOP is the most common type of BOOP that critical care nurses see in practice. The onset of clinical manifesta- tions of BOOP is usually acute (1 week) to subacute (months) no matter what the causative factor; the mean time is 4 to 10 weeks. Patients with BOOP are a challenge because of the acute nature of the disease process. Treatment and nursing considerations include starting corticosteroid therapy, considering other medications such as macrolides for treatment.

A Bronquiolite obliterante com pneumonia em organização (BOOP) foi descrita em 1985 por Epler e cols, como uma enfermidade distinta, com manifestações clínicas, radiológicas e prognóstico diferentes de outras doenças intersticiais pulmonares. Em 1983 Davison e cols haviam descrito uma entidade semelhante, que denominaram pneumonia criptogênica em organização.

A bronquiolite obliterante com pneumonia em organização (BOOP) é caracterizada pela presença de preenchimento de tecido conjuntivo no interior dos espaços aéreos distais, que ocorre predominantemente em ductos alveolares e alvéolos, e com o freqüente acometimento também de bronquíolos (Fgiura). Esse padrão histopatológico pode estar associado a doenças do tecido conjuntivo, vasculites, infecções, pneumonite de hipersensibilidade, pneumonia obstrutiva, aspiração, uso de drogas, toxinas sistêmicas ou inaladas, pneumonia eosinofílica crônica, malignidades hematológicas, ou também ser de doença idiopática.

A BOOP idiopática é a forma mais comum de BOOP e geralmente surge entre a quinta e a sexta décadas de vida, mais freqüentemente em não tabagistas, sem predileção entre os sexos. Sua incidência e prevalência ainda não foram estabelecidas. A sintomatologia é geralmente inespecífica, e pode estar ausente em 13% dos casos. Os pacientes geralmente apresentam tosse e dispnéia, podendo também ocorrer sintomas constitucionais, como perda de peso, mialgia, mal estar, prostração e febre.

Diagnóstico – Os achados radiológicos mais comuns são áreas de consolidação uni ou bilateralmente. Pequenas opacidades nodulares podem ser encontradas em 10% a 50% dos casos. À tomografia do tórax observa-se consolidação do espaço aéreo em 90% dos casos de BOOP, com predomínio em áreas inferiores. A atenuação em vidro fosco pode ser encontrada em 60% dos casos(1). Em 15% dos pacientes pode-se encontrar múltiplos nódulos.

Para confirmar o diagnóstico de BOOP é necessária a coleta de material para o exame histopatológico, a qual pode ser realizada através de biópsia transbrônquica. A biópsia cirúrgica é importante na exclusão de doenças infecciosas ou neoplásicas que podem estar associadas.

Nos exames laboratoriais pode haver aumento do VHS e da proteína C reativa.

Tratamento – A maioria dos pacientes tem recuperação completa com a administração de corticóide. Um pequeno percentual de pacientes recupera-se espontaneamente. Raramente ocorre progressão para insuficiência respiratória e óbito.

Referências:

Joint statment of ATS and ERS. Classification of the idiopatic interstitial pneumonias; internacional consensus statement. Am J Respir Crit Care Med 2002;165:277-304.

De Almeida P, et al. Bronquiolite obliterante na forma nodular. J Pneumol 2002;28:335-8.

Cordier JF. Organising pneumonia. Thorax 2000;55:318-28.

Addor G, Monteiro AS, Nigri DH, Torres W, Barros Franco CAB – Bronquiolite obliterante com pneumonia em organização J. bras. pneumol. 2004;30(2):

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1 Comentário »

  1. henriqueta alice silva de oliveira comenta:

    24 janeiro, 2009 @ 4:27 PM

    Foi de grande importancia esse artigo para mim ,pois recebi a sd dessa patologia e não tinha ideia do que era mesmo sendo da area Se possivel gostaria de receber mais infomações a respeito grata henriqueta

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