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Estudo de caso – Acidente vascular isquêmico

Categoria(s): Caso clínico, Emergências, Neurogeriatria


Interpretação

  • Homem de 41 anos foi encaminhado para a enfermaria de neurologia pelo setor de emergência devido a quadro de hemiplegia há dois dias. A tomografia computadorizada TC revelou infarto na distribuição da artéria cerebral média, sem hemorragia. O paciente já havia apresentado vários episódios de trombose venosa profunda e está recebendo tratamento com warfarina, para controle da síndrome do anticorpo antifosfolipídio. No exame físico, PA 135/80 mmHg, Pulso de 90 bpm, coração ritmico e presença de sopro de regurtação mitral 3+ em 6+. O exame de membros inferiores normal, sem sinal de Homan. Presença de livedo reticularis.Exames laboratoriais: Hematócrito 45%; contagem de leucócitos 7.800/ml; contagem de plaquetas 110.000/ml; RNI 2,1.

Qual a causa mais provável do acidente vascular cerebral?

A síndrome do anticorpo antifosfolipídio causa hipercoagulabilidade tanto venosa quanto arterial. A maioria dos eventos arteriais é composta de ataques isquêmicos transitórios e acidentes vasculares. Os ataques isquêmicos transitórios e os acidentes vasculares cerebrais são frequentemente embólicos, e não causados por trombose in situ.

As vegetações assépticas, como as que o paciente provavelmente apresenta na valva mitral (sopro sistólico de regurgitação mitral). O estudo com ecodopplercardiograma transtorácico pode confirmar a hipótese clinica. Caso o exame se mostrar negativo deve-se solicitar ecodopplercardiograma transesofágico que ee mais sensível. É muito importante o estudo dessa valva, no sentido de prevenir novos episódios embólicos.

Estudos clínicos têm mostrado que o RNI próximo de 3 é o ideal para os pacientes com a síndrome do anticorpo antifosfolipídio.

Entenda mais sobre trombose arterial

Referências:

Rosove MH, Brewer PM – Antiphospholipid thrombosis: Clinical course after the first thrombotic event in 70 pacients. Ann intern Med 1992;117:303-308.

Khamashta MA, Cuadrado MJ, Mujic F, Taub NA, Hunt BJ, Hughes GR – The management of thrombosis in the antiphospholipid-antibody syndrome. N Engl J Med 1995;332:993-997.

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2 Comentários »

  1. carolina comenta:

    15 abril, 2009 @ 3:15 PM

    A MAE DE UMA AMIGA MINHA TEVE UM AVE ISQUEMICO, A APROXIMADAMENTE 2 MESES, E UMA PACIENTE REINCIDIVA, JA TEVE UM AVE ISQUEMICO NO LADO DIREITO Q PARALIZOU O LADO ESQUERDO, JA ESTAVA EM TRATAMENTO FISIOTERAPICO, E HAVIA RECUPERADO PARCIALMENTE OS MOVIMENTOS DO LADO ESQUERDO, AGORA TEVE UM NOVO AVE DO LADO ESQUERDO Q PARALIZOU O DIREITO, A PACIENTE APRESENTA PERDA DA FORÇA MUSCULAR, AFASIA, PARALISIA FACIAL, SINAIS DA SINDROME PIRAMIDAL, COM EXCESSAO DA HIPERREFLEXIA, A PACIENTE E DIABETICA, E HIPERTENSA, POR DIFICULDADES DE LOCOMOÇÃO, VISTO QUE ELA NAO CONSEGUE SE LOCOMOVER SOZINHA, E POR NAO TER CONSEGUIDO A FISIOTERAPIA NO SUS, NESSE PERIODO NAO FEZ FISIOTERAPIA EMBORA TENHA SIDO ENCAMINHADA PELO MEDICO, SO QUE A UMA SEMANA ELA APRESNTA EDEMA NO MEMBRO SUPERIOR DIREITO, COM QUEIXA DE FORTES DORES, A MINHA DUVIDA E A SEGUINTE: QUAL A PROVAVEL CAUSA DA DOR NO MEMBRO SUPERIOR? E NATURAL QUE ISSO ACONTEÇA?, NO TORAX E MEMBRO INFERIOR DIREITO ELA PRATICAMENTE NAO TEM SENSIBILIDADE A DOR, APENAS NO MEMBRO SUPERIOR DIREITO. O EDEMA PODE SER CAUSADO PELA FALTA DE MOBILIZAÇÃO? ou pode ser uma dor neurogenica? nesse caso qual o melhor tratamento para alivio dessa dor?

  2. MANOELA comenta:

    5 julho, 2009 @ 3:31 PM

    MINHA MAE TV UM AV ISQUEMICO A POUCOS DIAS,MAS SO AFETOU A VISAO.FICOU TURVA E ELA NAO CONSEGUE ENXERGAR DIREITO GOSTARIA DE SABER SE E REVERSIVEL E O TRATAMENTO

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