Jul
17

Estudo de caso - Profilaxia em cirurgia odontológica em idoso

Categoria(s): Cardiogeriatria, Caso clínico, Odontogeriatria


Interpretação clínica

  • Homem de 62 anos, vai ao seu consultório com queixa de dor na boca relacionada com a mastigação. Há duas semanas vem apresentando dificuldade progressiva para mastigar e notou sangramento gengival ao escovar os dentes. Uma revisão nos regitros do paciente indicou alergia à penicilina, manifestada por urticária e inchaço na garganta, durante a infusão de ampicilina, há dois anos, na profilaxia de artroscopia do joelho esquerdo. Apresenta um sopro sistólico em foco aórtico, diagnosticado há 1 ano como estenose aórtica moderada, durante a verificação médica para detectar a causa de uam síncope. O quadro atual mostra gengivite importante e vários dentes cariados e ausentes. O paciente é aconselhado a consultar um dentista para limpeza, obturação e retirada de um dente.

Qual o esquema profilático mais apropriado para o tratamento odontológico?

A primeira decisão diz respeito sobre a necessidade da profilaxia. Esta depende da severidade da lesão valvar e do risco da bacteremia pela intervenção dentária.

Somente intervenções que provavelmente produzem bacteremia estreptocócica ou enterocócica são consideradas riscos para endocardite. Estas incluem alguns procedimentos gastrointestinais, geniturinários e orais.

Lesões valvares que qualificam para profilaxia incluem a presença de uma valva cardíca artificial ou uma valva cardíaca com defeito hemodinâmico grave.

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Antibióticoterapia profilática - O esquema principal para procedimentos dentários é amoxicilina 2 g por via oral, uma hora antes do procedimento. A azitromicina, 500 mg, e a clindamicina, 600 mg, são alternativas adequadas quando administradas uma hora antes do procedimento, quando o paciente é alérgico a penicilina.

Drogas como ciprofloxacino e sulfametoxazol-trimetoprima, com atividade limitada contra estreptococos, não são recomendadas para profilaxia, mesmo que elas sejam seguras nos pacientes com alergia a penicilina.

O uso de cefalosporina (exemplo cefalexina) não é a melhor escolha em pacientes alérgicos a penicilina.

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Referência:

Durack DT - Prevention of infective endocarditis. N Engl J Med. 1995;332:38-44.

Strom BL, Abrutyn E, Berlin JA et al - Dental and cardiac risk factors for infective endocarditis. Ann Intern Med, 1998;129:761-769.

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