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Jul
05
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Penicilina - antibióticos ß-lactâmicos
Categoria(s): Conceitos, Dicionário, Infectologia |
Conhecendo o assunto
Em 1928, Alexander Fleming, trabalhando no Hospital St. Mary, em Londres, observou que uma placa de cultura, na qual estavam sendo cultivados estafilococos, fora contaminada com um fungo do gênero Penicillium, e que o crescimento bacteriano na vizinhança do fungo fora inibido. Ele isolou o fungo em uma cultura pura e demonstrou que ele produzia uma substância antibacteriana, que ele chamou de penicilina.
As estruturas básicas das penicilinas apresentam o anel ß-lactâmico que confere a identidade do antibiótico. São representantes básicos dos 4 grupos de penicilina: 1. Núcleo da penicilina, 2. Núcleo da cefalosporina, 3. Núcleo monobactâmico (resistente a ß-lactamase), e 3. Núcleo carbapenêmico (alta resistência a ß-lactamase). A amoxicilina é, as vezes, combinada com um inibidor da ß-lactamase, o ácido clavulânico.
Todos os antibióticos ß-lactâmicos interferem com a síntese do peptídeoglicano da parede celular bacteriana, Depois de conectar-se às proteínas ligadoras da penicilina na bactéria, elas inibem a enzima de transpeptidação que faz a ligação cruzada das cadeias peptídicas conectadas ao esqueleto do peptídeoglicano O evento bactericida final é a inativação de um inibidor das enzimas autolíticas na parede celular, levando à lise da bactéria.
Embora as penicilinas sejam antibióticos extremamente efetivos e sejam amplamente utilizadas, elas podem ser destruídas por amidases e ß-lactamase (penicilinases) bacterianas. Veja na figura o ponto de ação da ß-lactamase que confere resistência da bactéria ao antibiótico
Tags: ß-lactâmico, penicilina

