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Jul
04
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Estudo de caso - Sarcoidose
Categoria(s): Caso clÃnico, Pneumogeriatria |
Interpretação clÃnica
- Homem de 55 anos, executivo de obras da construção civil, tem sentido falta de ar progressiva nos últimos seis meses, ficando intensa na semana. Não tem tido tosse, sibilo ou febre. nega tabagismo. O exame clÃnicos estava normal. Os resultados da função pulmonar indicaram anormalidade de difusão. A radiografia de tórax mostrou opacificações bilaterais reticulonodulares e evidenciou cicatriz e formação cÃstica nos apices pulmonares. A biópsia pulmonar transbrônquica mostrou granuloma não-caseante. Esfregaços para bacilos álcool-ácido-resistentes tiveram resultado negativo.
Qual o possÃvel diagnóstico?
Um paciente com dispnéia, diminuição da capacidade de difusão, opacificações reticulonodulares, e cictriz de lobo superior, o diagnóstico mais provável é sarcoidose em estágio III.
A sarcoidose é uma doença pulmonar intersticial caracterizada pela presença de granulomas não-caseantes. Comumente, ocorre nas pessoas acima dos 40 anos, sem prevalência em relação ao sexo. A causa permanece desconhecida. O diagnóstico é de exclusão. As doenças pulmonares granulomatosas a serem descartadas incluem infecções crônicas, como tuberculose, histoplasmose e coccidiomicose, berilose e pneumonite por hipersensibilidade.
Muitos pacientes são assintomáticos. A falta de ar é o sintoma pulmonar mais presente. No quadro clÃnico da sarcoidose em geral se encontra adenopatia hilar bilateral, infiltrados pulmonares e eritema nodoso. manifestações músculo-esqueléticas são observadas em cerca de 10% a 25% dos casos. As manifestações articulares evoluem como poliartrite aguda e geralmente são mais acentuadas nso tornozelos e joelhos.
Os achados radiológicos são caracterizados em três grupos. O estágio 1 é uma adenopatia (linfonódios) hilar; estágio 2 é uma adenopatia hilar com opacificações parenquimatosas; estágio 3 consiste de opacificações parenquimatosas sem adenopatia hilar.
No geral, aproximadamente 40% dos pacientes tem melhora espontânea sem terapia, 40% respondem ao tratamento subsequente e 20% necessitam de tratamento imediato. A terapia com glicocorticóide é o tratamento padrão. Está indicada nos casos de sarcoidose ocular extensa, neurológica ou cardÃaca; hipercalemia significativa; e doença pulmonar sintomática estágio 1 ou 3.
Referência:
Newman LS, Rose CS, Maier LA - Sarcoidosis. N. Engl J Med 1997;336:1224-1234.
Tags: adenomegalia hilar, eritema nodoso, granuloma, pneumopatia


welma chaves pessoa silva comenta:
5 Setembro, 2008 @ 00:07
Oi !!!! Gostaria de ter contato com pessoas, que tem essa doença sarcoidose,pois a minha mãe perdeu a visão por causa dessa doença faz-se uns uns doze anos.
Desde já agradeço…
Emilia Almeida comenta:
5 Setembro, 2008 @ 14:26
Ola Welma , temho 32 e tenho sarcoidose tambem gostaria de poder falar com alguem que padece dessa doença.
Maria comenta:
15 Setembro, 2008 @ 11:59
Tenho um irmão que teve sarcoidose aos 18 anos nos pulmões. Agora suspeita-se que tenha neurosarcoidose (inflamação no cérebro).
nara aguilera comenta:
30 Setembro, 2008 @ 14:06
oi, tenho sarcoidose no cérebro, atacou o nervo óptico, fiquei 100% cega do OD e 70%do OE, desde então faço ressonãncia da cabeça de tres em tres mese e tomo corticóide, sofro há dois anos de dor de cabeça já fiz quimio para substituir o corticóide por um ano e nada adiantou, engordei 30 quilos e retenho liquido não sei mais qual médico procurar ou o que fazer, escrevam e mail para mim.