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Jun
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Estudo de caso - poliúria
Categoria(s): Bioquímica, Emergências, Nefrogeriatria |
Interpretação clínica
- Um paciente, italiano, 74 anos, vinha apresentando poliúria (aumento do volume urinário) após o almoço, há alguns anos. Negava o uso de diuréticos. Aterosclerótico, prostatectomizado por adenoma benigno. Os episódios duravam de 4 a 6 horas, e eram seguidos de cãimbras e hipotensão postural. Submetido a exames, só se constatou diabete melito não dependente de insulina, mas sem glicosúria. Procurou um Hospital Universitário, onde se constatou que, durante a internação, não apresentou a poliúria e o sódio, em amostras de urina foi sempre superior a 196 mEq/L. Recebeu alta e as “crises” de poliúria voltaram.
Um exame toxicológico da urina revelou a presença de furosemida.”Apertada”, a esposa, de há mais de 50 anos, confessou que colocava o diurético na comida, para que ele não saisse de casa e a deixasse sòzinha (ciúmes)! Este “melodrama” nos mostra a importância do estudo das poliúrias e seus tipos: de soluto ou solvente, através da DETERMINAÇÃO DOS ELETRÓLITOS URINÁRIOS E DA OSMOLALIDADE, o que rotineiramente não se faz.
Permite este caso refletirmos sobre a análise que sempre deva ser feita sobre um volume urinário: não basta, absolutamente, avaliarmos apenas o volume da urina, sem analisarmos a sua composição, que irá permitir a elaboração de um diagnóstico mais perfeito para o nosso paciente.
Poliúria - O pitoresco caso nos leva a recordar o significado de uma poliúria. Ela pode, com sabemos, ser de 2 tipos:
1) poliúria de solvente, quando o HAD é o responsável, direta ou indiretamente - diretamente, na sua ausência ; indiretamente, nas nefrites túbulo-intersticiais;
2) poliúria de soluto, quando eletrólitos, glicose, ureia, corpos cetônicos na urina “obrigam” a água a acompanhá-los, provocando a poliúria.
Tags: corpos cetônicos, diabetes, poliúria, soluto, solvente

cruz comenta:
30 Agosto, 2008 @ 09:22
muito bom este estudo de caso clinico, peguei um caso semelhante, valeu o alerta