Arquivo de Maio, 2008

11
Mai

 Contos do Bié - Cabelos igual aos de Castro Alves

Categoria(s): Gerontologia

Sabedoria

Colaborador: Gabriel Araújo dos Santos *

* Poeta Mineiro

Castro Alves

- Zé Erasmo era meu freguês cativo e bom de prosa. Conversava pouco, mas o que falava valia pela conversa de todo o povo desta cidade. Eu gostava de fazer-lhe o cabelo, um corte especial, o único da cidade. Eu nunca disse isso a ele, mas achava bonito o penteado de seus cabelos, parecido com o de Castro Alves, o imortal poeta baiano, que adotava um corte daquele.
- Castro o quê? - apressada, Sa Maria.
- Castro Alves, Maria!
- Filho de quem?
- Sei lá de quem era filho, Maria! Não é do nosso tempo, morreu no século passado, e dizem que muito novo, moço de tudo. Aliás, os poetas nunca têm vida longa. Morrem cedo. O exemplo está aqui em nossa cidade. Não viu o Zé Erasmo?
- E como é que você, Virgolino, sabe o jeito do corte do cabelo do tal moço, se não o conheceu? – era Sá Maria, voltando à carga.
- Vi a estampa dele nos almanaques. Por falar nisso, o último almanaque que ganhei de seu Venâncio da Farmácia trás uma pequena história desse tal senhor Castro Alves, que lutou pela libertação dos escravos.
- Então era um bravo, um guerreiro, deve ter morrido na guerra!
Nova interferência de Sa Maria sobre o famoso poeta baiano.
- Nada disso, Maria! Sua luta era no bico da pena, mais valiosa que as baionetas e os bacamartes. Pegue lá, Isaltina - falou com a filha - está na gaveta da mesa do nosso quarto o almanaque sobre a vida desse moço. Busque depressa, busque!
Seu Virgolino, enquanto falava, folheava o livro, e me sentia feliz da vida pelo interesse que nele despertara, o assunto espichando cada vez mais, a prosa ganhando fôlego, ânimo no geral! Mas lá no fundo, bem no fundo do meu íntimo, alguma coisa me espetava de fininho como a pontinha de uma agulha: a figura de meu pai!!! E via em tudo aquilo uma história estranha.
- É mesmo, era dele! Olhe a assinatura aqui, olhe! Isso vale ouro, menino! Só mesmo um grande amigo poderia dar-lhe um livro deste!
Nisso, Dasdor trouxe-lhe o almanaque, que abriu e deitou a mostrar para todos a figura do poeta baiano.
- Repare bem! – falava Seu Virgolino.
De fato o corte do cabelo era igualzinho ao de Seu José Erasmo. Não tinha por, nem tirar!
Somente Salatiel, um dos filhos de Seu Virgolino, ainda não havia examinado o livrinho, e tampouco se interessou pelo almanaque e pela figura de Castro Alves.
Entretanto, até àquelas alturas indiferente ao que se passava, aconchegou-se no tamborete, consertou o corpo, pôs-se a prumo, tal a postura de uma coruja: calado, calado, mas a prestar uma atenção danada.
Em dado momento quis ouvir direito o que o pai acabara de ler, e meio afobado avermelhou-se todo e pediu ao pai que repetisse a leitura, que todo mundo estranhou, pois nunca participava de nadinha, de nenhuma conversa, aquilo de entrar mudo e sair calado.
Lido mais uma vez o trecho, Salatiel levantou-se, colocou o prato no aterro da fornalha e, estranho, não lavou a boca, nem escovou os dentes, como sempre fazia, seu ritual, e pediu para ver o livrinho e ficou a examiná-lo em detalhes, tal como se pega uma peça desconhecida para observar o funcionamento de suas engrenagens.
Leu repetidamente os tais versos, fechou o livro e mo entregou, dizendo:
- É, nunca ouvi dizer que um poeta conhecesse um neto, porque sempre morrem cedo.

Fui para casa impressionado com o que ouvira a respeito dos poetas, levando-me a um estado que eu não sabia bem definir.
Não era tristeza, creio, mas séria e responsável preocupação, um trem esquisito que eu nunca me lembrava de ter sentido.
Fiquei a imaginar que se Seu José Erasmo não tivesse sido poeta, quem sabe ainda estaria vivo, feliz a lidar na sua tenda de seleiro a riscar, cortar e costurar os couros, transformando-os em belas peças artesanais de arreios de animais e em outras utilidades.
Sentado sob um frondoso pé de condessa nos fundos do imenso quintal, vinha-me à lembrança a figura do homem que morrera cedo, ainda em pleno vigor, mas se fora pela simples circunstância de ter sido poeta, com certeza uma existência de padecido viver.
Ao chegar da marcenaria, logo depois do jantar meu pai se dirigiu para a horta e deu início à rega dos inúmeros canteiros de verduras.
Fiquei a reparar, bispando à distância, estudando-o em detalhes, a me certificar se a sua fisionomia e os cabelos eram como os de um poeta.
Não, não tinham nada a ver com os de um poeta!
Bem lisos, penteados para trás, ficavam acima das orelhas, e, quanto à fisionomia, nada que traduzisse um espírito pensativo, e também não era dado a escrever. Pelo menos nunca o surpreendi sentado à mesa, de caneta e papel à mão. Às vezes, meio de longe eu ficava a assuntar, e observava com discrição que se punha a desenhar uns trens numa folha de papel, mas nada que se pudesse ler, como fazia Seu José Erasmo.
Não, meu pai não era um poeta.
E ainda bem, e por isso me sentia aliviado.

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Violência contra idosos - Morte por causas externas
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Sobre os autores
Colangite Aguda

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10
Mai

 Atendimento Domiciliar: Solução ou Problema?

Categoria(s): Conceitos, Programa de saúde

Ponto de vista

Colaboradora : Vera Regina Tufaile Kovask *

* Enfermeira e Gerontóloga

Atendimento domiciliar

Atendimento Domiciliar

O que se espera quando pensamos ou desejamos um Atendimento Domiciliar para um paciente ou parente nosso?

Os pacientes, que até pouco tempo atrás eram tratados basicamente nos hospitais, são agora transferidos o mais rapidamente possível para seus domicílios, onde continuarão seus tratamentos, como os programas de reabilitação, de recuperação ou de cuidados paliativos.

Com o passar do tempo surgiram situações conflituosas entre os diversos atores envolvidos: o paciente, a família, os cuidadores, o provedor e o gestor de saúde, envolvendo processos decisórios difíceis.

Paradigmas

Formação médica - Há um modelo de formação médica centrado no hospital, com os recursos tecnológicos à disposição do médico, sendo este um local onde ele tende a se sentir mais familiarizado e mais seguro para atuar.

Local de atendimento
- Existe uma concepção amplamente difundida na comunidade de ser o hospital um lugar de excelência para diagnóstico e tratamento. O domicílio é um local onde o poder estabelecido pertence ao paciente ou aos membros daquela família, não sendo, portanto, território natural de atuação do profissional de saúde. Com isso, o atendimento domiciliar corre o risco de ser encarado apenas como uma mudança de local de tratamento e não como uma mudança de filosofia nos cuidados administrados.

Custos do atendimento médico
- As novas tecnologias geraram altos custos para a atenção médica e os administradores hospitalares, movidos por constantes pressões administrativas tentam otimizar as internações e reinternações, com uma maior racionalização do tempo de permanência do paciente no hospital, maior rotatividade dos leitos.

Os principais objetivos do atendimento domiciliar são: otimizar os leitos hospitalares, os atendimento ambulatorial, visando a redução de custos; e reintegrar o paciente em seu núcleo familiar e de apoio. Contudo, o foco principal é proporcionar assistência humanizada e integral, por meio de uma maior aproximação da equipe de saúde com a família; estimulando uma maior participação do paciente e de sua família no tratamento proposto.

Serviços que podem ser realizados no domicílio

Os atendimentos domiciliares vão desde cuidados pessoais de suas atividades de vida diária (higiene íntima, alimentação, banho, locomoção e vestuário), cuidados com sua medicação e realização de curativos de ferimentos, cuidados com escaras e ostomias, até o uso de alta tecnologia hospitalar como nutrição enteral/parenteral, diálise, transfusão de hemoderivados. Quimioterapia e antibioticoterapia, com serviço médico e de enfermagem 24 horas/dia, e uma rede de apoio para diagnóstico e para outras medidas terapêuticas.

Invasão da privacidade - Questionamentos

1. De que modo e quanto a experiência de um domicílio adaptado ao tratamento com alta tecnologia hospitalar irá afetar as pessoas que vivem nesse domicílio?

2. Não estaríamos invadindo e desorganizando este espaço íntimo, onde as relações cotidianas daquela família foram construídas?

3. Que tipos de acordos podem ser e são moralmente legítimos entre a equipe do atendimento domiciliar e a família, já que esta detém o poder por estar em seu território?

4. Há pacientes que preferem ficar e serem cuidados num ambiente hospitalar e dever-se-ia, portanto, respeitar este desejo, principalmente quando a doença está em curso avançado, com deterioração física?

Acreditamos que, pelo menos em parte, os conflitos nos atendimentos domiciliares poderiam ser minimizadas se os médicos que assistem aos pacientes tivessem por hábito conversar abertamente com os pacientes sobre suas expectativas de vida, sobre a morte e sobre um uso razoável de tecnologia no domicílio, ajudando-os na melhor escolha possível para sua qualidade de vida.

Papel de um gestor do programa de atendimento domiciliar

Considerando-se que uma ampla equipe multi e inter disciplinar composta de pelo menos, um psicólogo, assistente social, nutricionista, enfermeiro, médico e técnico de enfermagem, atuarão na atenção ao enfermo, um gestor da equipe deverá fornecer uma visão e a manutenção de uma negociação e esclarecimento da família e do paciente, durante todo o processo. Pois este atendimento deverá ser consentido e não imposto.

Referências:
www.scielo.br
www.federativo.bndes.gov.br
www.cassi.com.br (PAD-Programa de Atenção Domiciliar).

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Veja Também:
Terminalidade - Parte 6. Atendimento domiciliar
Papel do suporte familiar ao idoso
Humanizando os atendimentos hospitalares
Instituições asilares no Brasil
Doença de Alzheimer - Pneumonia aspirativa
Atenção Psiquiátrica ao Idoso - Parte 1. Programas

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09
Mai

 Contos de Silvia Trevisani - Memórias da Escola

Categoria(s): Contos e Poemas

Emoção

Colaboradora: Silvia Cristina Martins Trevisani *

* Poetisa Paulista

MEMÓRIAS DA ESCOLA

Caminho pelo pátio da FAC, centenas de alunos seguem caminhos e cursos opostos, entrelaçando pensamentos e desejos. Entretanto, uma professora entra na sala, no segundo dia de aula do curso de Letras e com uma proposta que me chama atenção:
- Vocês se lembram da escola em que estudaram? Desenvolvam um texto contando sobre ela e sobre aquele professor (a) que foi inesquecível.
Voltei aos tempos de criança quando ainda cursava o primário e usava maria-chiquinha. Meus olhos se encheram de lágrimas, lógico que consegui disfarçar. Daquele instante, eles não conseguiram mais encarar a professora, mas o coração se encheu de alegria.
Diz o ditado popular: “que lembrar o passado é sofrer duas vezesâ€. Mas quem foi que disse que lembrar o passado tem que ser necessariamente as coisas ruins. Que nada! Voltar ao passado é resgatar forças para prosseguir o presente. É abraçar os sonhos que ficaram esquecidos naquele cantinho iluminado pela luz do sol e fugir para o presente galopando com eles no dorso do seu cavalo alado. E, assim, fiz.
Aquele tema despertou a saudade dos tempos em que vestir a saia azul-marinho toda pregueada, camisa de algodão e meias três quartos brancas, com os famosos sapatos pretos vulcabrás, era um sonho de aprender o Bê-á-bá, debruçada na Cartilha Caminho Suave, descobrindo a magia e a arte de ler e escrever.
Passou um filme na minha cabeça. O coral, os desfiles de sete de setembro, o mural das melhores redações e das poesias. O dia festivo em que corajosamente subi no degrau mais alto da escada em que dava para o pátio e recitei um versinho para minha querida mãe.
“…†Te lembro o chinelo na mão, o avental todo sujo de ovo,
se eu pudesse eu queria outra vez mamãe,
começar tudo, tudo de novo…â€

Coisas pitorescas da minha suave idade que se transformaram em prosa e verso.
Quanta saudade trago comigo, da professorinha Vera Lúcia, da minha segunda série. As outras foram especiais, mas esta tinha um “Q†a mais. Descobriu desde cedo o meu dom de escrever. E pelas redações que eu fazia, dizia a minha mãe, que um dia seria escritora.
O tempo passou como uma leve brisa. O sonho ficou adormecido na gavetinha do meu coração.
Hoje, ainda tenho um livrinho, que guardo com muito cuidado, um presente que ela me deu: Da coleção Histórias Encantadas – da autora Maria do Carmo Vieira – No País dos Anões – Editora do Brasil S/A:
- Para Silvia Cristina, com todo carinho. Da professora Vera Lúcia.
Campinas, l2 de Outubro de 1972.
As lágrimas brotaram dos meus olhos. Mas não foram de tristeza e sim de alegria.
Foi muito fácil escrever este texto, é muito bom sonhar, é maravilhoso realizar sonhos. Como escreveu Fernando Pessoa: O Homem é do tamanho dos seus sonhos.

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Poemas de Silvia Trevisani - Uma rua quase nua
Poemas da Silvia Trevisani - Telhadinho de vidro
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09
Mai

 Hipericina - Hypericum perforatum

Categoria(s): Plantas medicinais, Psicogeriatria, Saúde Geriátrica

Fitoterápicos

Hypericum perforatum

hypericum perforatum

O Hypericum perforatum, pertencente à família das Híperícaceae, é uma espécie nativa da Europa, Ãsia e Ãfrica, aclimatada nos Estados Unidos.

O gênero Hypericum conta aproximadamente com 370 espécies anuais, arbustivas e semi-arbustivas perenes e semi-perenes, encontradas principalmente nas regiões temperadas. Uma grande variedade de grupos provê muitas plantas finas de jardinagem para a maioria das aplicações. Hypericum pode derivar do grego hyper, “acima”, e eikon, “pintura”. de vez que as flores eram colocadas sobre imagens religiosas para afastar o mal no Dia de Solstício de verão do norte (24 de Junho, Dia de São João).

Para fins medicinais colhe-se a planta inteira e particularmente as cimeiras, na época da plena floração e com tempo ensolarado. São secadas à sombra, sob corrente de ar, ou num secador, a temperatura de 35°C no máximo. Os antigos alegavam que as propriedades mágicas do Hypericum perforatum eram, em parte, devidas ao pigmento vermelho fluorescente, um flavonóide denominado hipericina que escoa como sangue das flores esmagadas. Além da hipericina, contêm taninos (as flores até 16%), glicosídeos: rutina, hiperina, ocatecol peflavite (vitamina P), flavonóides, xantonas, ácidos carboxílicos fenólicos, óleos essenciais, carotenóides, alcanos, derivado de floroglucinol, fitosteróis, e ácidos gordurosos alcoólicos de cadeia média. O Tanino, em uma concentração média aproximada de 10%, é provavelmente o responsável pela ação adstringente da Erva de São João e o efeito precipitador de proteína, contribuindo para o tradicional uso tópico da planta como um agente curador de feridas.

Propriedades químicas

Quimicamente contém derivados antraquinônicos (hypericina, isohypericina, prothypericina); flavonóides (kaempferol, quercetina, Iuteolina); glicosídeos (hyperosídeos, isoquercetrina, quercitrina, rutina); bifiavonóides (biapigenina e amentofiavona) e catequinas; contém ainda 8 a 9 % de taninos não-identificados, fenóis (ácido cafêico, ciorogênico, p-cumárico, ferúlico, hidroxibenzóico, vaníiico-1 éster 3,5 - dinitrobenzoato) e derivados floroglucinóis premiados; ainda contém óleos essenciais na proporção de 0,05 a 0,9 %, cujos maiores constituintes são metil-2-octano, n-nonano, a-e-b-pinenos, a-terpineol, geraniol, mirceno, limoneno, cariofileno e humuleno; apresenta por fim carotenóides, colina, nicotinamida, pectina, beta-sitosterol, ácidos isovaleriânico, nicotínico, misístico, paimítico e eseárico.

Propriedades medicinais

O Hypericum é ligeiramente sedativo e nitidamente colagogo (secreção biliar). Os seus efeitos anti-inflamatórios fazem dele um bom produto para tratamento de inflamações crônicas do estômago, do fígado, da vesícula, dos rins; é igualmente eficaz nas afecções ginecológicas. A erva é usada interiormente para enurese (especialmente em crianças), ansiedade, tensão nervosa, perturbações na menopausa, síndrome pré-menstrual, cobreiro, ciática, e fibrosites. Não deve ser dado aos pacientes com depressão crônica. Externamente para queimaduras, contusões, danos (feridas especialmente profundas ou dolorosas que envolvem danos em nervos), chagas, ciática, neuralgia. convulsão, deslocamentos, e contusões. Trabalha bem com Hamamelis virginiana ou Calêndula officinalis para contusões. Usado em homeopatia para dores e inflamações causadas nervos danificados.

O óleo do Hypericum é preparado por maceração das cimeiras floridas, em azeite ou óleo de girassol. Deixando-se o recipiente durante quinze dias ao sol, sacudindo-o de tempos em tempos. Este óleo é bom contra as queimaduras (incluindo as do sol) e as hemorróidas. Um consumo exagerado de produtos à base de milfurada pode provocar uma alergia que se agrava sob o efeito da luz solar (foto-sensibilização).

O Hypericum perforatum demonstrou melhorar muitos sintomas psicológicos, sendo seu uso indicado como auxiliar no tratamento de depressão leve a moderada, agitação nervosa, distúrbios do sono e distúrbios emocionais leves, particularmente os da menopausa. Seu campo de ação tem sido os casos de depressões sintomáticas, as chamadas depressões reativas ou neuróticas.

O Hyperícum perforatum demonstrou experimentalmente ser um inibidor da monoaminoxidase. Demonstrou também suprimir a liberação de interleucina - 6, bem como inibir a receptação de noradrenalina e serotonina.

O Hypericum perforatum possui uma ação farmacológica análoga aos tricíclicos, porém sem os efeitos anticolinérgicos, pois não interfere com os receptores muscarínicos.

A posologia usual é de 300 mg em três tomadas diárias.

Referências

1. Bombardelli, E. et ai. Hypericum perforaturn. Fitoterapia, 1995; 1: 43-68.

2. Demisch, L. et ai. Pharmacopsychlatry, 1989; 22: 194, 7.

3. Perovic, S. et ai. Arzneimittel-Forschung, 1985, 45(11):1 145-1 148.

4. Suzuki, 0. et al. Planta Med., 1984; 272.

5. Thicie, B. et ai. Modulation of the cytokine expression by Hypericum extract. Nervenhellkunde, 1993; 12: 353-356.

6. Siegers, C. R et al. Phototoxicity caused by Hypericum’. Nervenheilkunde, 1993-, 12: 320- 322.

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Licopódio - Lycopodium clavatum
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08
Mai

 Goma-Guar - Cyamopsis tetragonolobus

Categoria(s): Nutrição, Plantas medicinais, Saúde Geriátrica

Fitoterápicos

O Goma-guar é um produto obtido da semente triturada da planta Cyamopsis tetragonolobus, que é originária da Ãndia e Paquistão, onde é usada como alimento há mais de 1000 anos.

O Guar quando ingerido com líquidos proporciona uma sensação de plenitude gástrica, inibindo naturalmente a fome. Por ser um alimento rico em fibras (pectina e gomas) promove uma diminuição da absorção do colesterol e dos carboidratos, auxiliando no controle da hipercolesterolemia e diabéticos.

Pelo exposto concluísse que este fitoterápico pode ser utilizado no controle da obesidade, da hipercolesterolemia e do diabetes.

Dosagem: cápsulas de 500 mg.

Iniciar com 2 cápsulas, com líquidos, 1 hora antes das refeições. Caso não seja suficiente pode-se utilizar 5 cápsulas com 2 copos de águas 1 hora antes das refeições.

Como reação adversa pode ocorrer flatulência, diarréia e constipação se a quantidade de água ingerida com o Guar for insuficiente.

Referência:

Frias ACD – Efeitos do goma guar (Cyamopsis tetragonoloba) sobre a ingestão de alimentos, lipidemia e glicemia em ratos normais e diabéticos. Campinas 1994 Tese (Doutor).

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