Arquivo de Maio, 2008

14
Mai

 Citrin Extract - Ácido Hidroxicitrico

Categoria(s): Bioquímica, Nutrição, Plantas medicinais, Saúde Geriátrica

Fitoterápico

Citrin Extract (Ácido Hidroxicitrico)

O Citrin Extract é obtido dos frutos de plantas do sul da Ásia e da África tropical, que contém o Ácido Hidroxicítrico como principal ativo. o Ácido Hidroxicitrico (na forma de hidroxicitrato) é um inibidor efetivo da síntese de ácidos graxos.  Isto se dá pela interrupção do fornecimeno de Acetil Coenzima A (Acetil CoA), elemento essencial no processo de biossíntese de ácidos graxos (unidade fundamental dos triglicerídeos e lipídios polares) e colesterol.

Durante o processo natural, a Acetil CoA é formada na mitocôndria, mas não passa através da membrana mitocondrial, a menos que reaja com oxaloacetato para dar citrato.  Na forma de citrato migra ao citosol da célula (fora de mitocôndria), sendo clivado pela enzima citrato liase em Acetil CoA e oxaloacetato.  Dessa forma, o oxaloacetato novamente retorna à motocôndria na forma de certos intermediários e a Acetil CoA transportada para o exterior da mitocôndria, fica disponível entre outras coisas, à síntese lipídica, quando sob condições nutricionais de uma dieta rica em carboidratos.  Isto resulta em acúmulo excessivo de triglicerídeos no tecido adiposo e no sangue, causando desordens como obesidade e hipertrigliceridemia, respectivamente.

Na presença de Citrin Extract (Hidroxicitrato), a clivagem reversa do citrato no citosol (para gerar Acetil CoA) é inibida.  O Hidroxicitrato, devido à sua similaridade estrutural com o citrato, se “ancora” à citrato liase (mecanismo de competição), ma não pode ser crivada como citrato, e permanecendo no sítio ativo da enzima, bloqueia sua atividade.  Sendo assim, nenhum citrato é clivado, e conseqüentemente, nenhuma Acetil CoA é sintetizada, portanto, não ocorre a síntese de ácidos graxos, evitando o acúmulo indesejado.  A concentração de citrato aumenta e sua migração, a partir da mitocôndria, cessa.

O Citrin Extract também causa uma redução de apetite.  Acredita-se que isso se deve à alteração do fluxo metabólico, resultante do desvio de carboidratos (da dieta) e seus metabólicos da síntese lipídica, como descrito acima.  Portanto, o Citrin Extract apresenta uma vantagem, pois atua à nível metabólico, não a nível de sistema nervoso central, ao contrário dos anorexígenos clássicos.

Dosagem usual: 1,0 g três vezes ao dia, via oral, na primeira semana e 500 mg, três vezes ao dia na semanas subseqüentes.

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13
Mai

 Poemas de Eneida - Miséria miserável

Categoria(s): Contos e Poemas

Emoções

Colaboradora: Eneida Tagliolatto *

* Poetisa Paulista

“MISÉRIA MISERÁVEL”
Miséria miserável,
infame loucura.
Tudo você destrói e consome.
Deixa fome e desespero;
não deixa uma ínfima esperança,
de vida futura.

Ah, miséria miserável!
Só mesmo por misericórdia,
pode haver mitigação,
e acabar de vez
com essa insensatez,
tão deplorável
que é você…

Miséria, miserável!

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13
Mai

 DMAE - Dimetilaminoetanol

Categoria(s): Bioquímica, Nutrição

Terapia Ortomolecular

DMAE (Dimetilaminoetanol)

O DMAE é também chamado de deanol acetamino benzoato ou Deaner, é um produto natural encontrado nos frutos do mar (sardinha e anchova), é um precursor imediato da colina, portanto estimula a síntese de acetilcolina. É melhor que a própria colina, uma vez que atravessa a barreira hemato-encefálica, e ao mesmo tempo é um importante varredor de radicais livres, principalmente os radicais hidroxila.

Desenvolve a inteligência, a memória, aumenta o nível de energia e o aprendizado, aumenta o tempo de vida e melhora o humor. Seus efeitos se apresentam meia hora após a ingestão e continua por algumas horas. Algumas pessoas têm apresentado tolerância ao DMAE após muitas semanas de uso; isto se reverte após a suspensão da droga por poucas semanas.

Os efeitos adversos são raros, e quando ocorre apresenta tensão muscular ou hipertensão. Overdose pode causar insônia ou dores de cabeça. Por isso é recomendado iniciar com doses menores. As doses sugeridas estão entre 300 a 1000 mg diariamente, divididas em 2 tomadas, normalmente de manhã e à tarde. Na sua formulação deve-se associar o pantotenato de cálcio e manganês.

Seu uso está contraindicado na esquizofrenia, PMD e epilepsia.

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12
Mai

 Vitaminas e sais minerais - Toxicidade

Categoria(s): Bioquímica, Nutrição, Saúde Geriátrica

Ortomolecular

VITAMINAS HIDROSSOLÚVEIS

1 - Vitamina B1
Prurido, urticária, sensação de calor, palpitação.
Quando injetável: Colapso cardiovascular e hemorragia intestinal.

2 - Vitamina B2
Não há registro de efeitos colaterais.

3 - Vitamina B3 - Niacina
Em doses elevadas pode causar efeito “flush” com prurido. Pode ser evitado usando-se o Inositol (Nicotinamida não causa em doses baixas). São comuns as disfunções gastro-intestinais: náuseas, vômitos e diarréia. Em doses elevadas é hepatotóxica mesmo com Nicotinamida. Nos pacientes depressivos pode agravar o quadro e aumentar a sonolência.
Contra indicações relativas: Diabetes Melitus, doenças hepática, úlcera péptica ativa, ácido úrico elevado.

4 - Vitamina B 6
Piora do Acne Vulgar, erupção de Exantema Acneiforme, miopatias periféricas. Em altas doses pode elevar a TGO.

5 - Ácido Fólico
Anorexia, distensão abdominal, alteração do sono, irritabilidade.

6 - Vitamina C
Em doses muito elevadas pode causar acidose, irritação gástrica, vômitos e cefaléias. Quando o Magnésio estiver diminuído pode estimular a formação de cálculo renais (oxalatos).

Observação: As outras vitaminas do Complexo B, raramente causam efeitos colaterais.

VITAMINAS LIPOSSOLÚVEIS

1 - Vitamina A
Toxidade associada com dores abdominais, vômitos, diarréia, amenorréia, alopecia, dores nos osso, astenia, fadiga, cefaléias, hepatoesplenomegalia, síndrome de pseudo tumor cerebral (hidrocefalia), dores articulares, pruridos, anorexia, vertigens, letargia.

2 - Vitamina D
Toxidade associada com: Anorexia, náuseas, vômitos, diarréias, alterações emocionais, hipercalcemia, poliúria, hipertensão arterial. Efeitos colaterais raros: Calcinose digestiva, pulmonar, miocardica, renal, vascular e cutânea. Hipercolesterolemia e insuficiência renal grave.

3 - Vitamina K
No adulto, maior incidência de processos tromboembóticos. No recém nascidos, icterícia.

4 - Vitamina E
Em doses elevadas inibe o sistema imune. Pode reduzir a coagulação sangüínea.

SAIS MINERAIS E OLIGOELEMENTOS

1 - Cálcio
Anorexia, afasia, ataxia, depressão, irritabilidade, memória afetada, cansaço muscular, comportamento psicótico. Doses muito elevadas podem fragilizar os ossos e interferir no metabolismo da Vitamina K.

2 - Magnésio
Fadiga, “flush”, bradicardia, hipotensão arterial, boca seca, náuseas, vômitos, insuficiência respiratória, sede intensa.

3 - Potássio
Confusão mental, disartria, disfasia, cansaço.

4 - Selênio
Erupções cutâneas, artrite, alopecia, fadiga, hiperglicemia, hálito com odor de alho, gosto metálico na boca, redução da imunidade, irritabilidade, disfunção hepática e renal, cansaço muscular, unhas quebradiças, lividez.

5 - Manganês
Anorexia, alucinações, dificuldade de memorização, raciocínio confuso, insônia, mialgias, alterações neurológicas similares ao Parkinsionismo, cefaléias hipertensivas.

6 - Cobre
Depressão, irritabilidade, dores articulares, nervosismo.

7 - Cromo
Dermatite, úlceras, funções renais e hepáticas afetadas.

8 - Ferro
Anorexia, tontura, fadiga, cefaléias, cirroses hepática.

9 - Zinco
Doses acima de 100 - 300 mg/dia, pode reduzir a resposta imune por várias semanas. Redução da fagocitose. Se mantida por mais tempo teremos grande redução do Cobre, anemia, leucopenia e neutropenia, redução do colesterol HDL. Eventualmente, doses de 150 mg/dia podem causar náusea, intolerância ao álcool, acentuar a depressão ou alucinação. Pode exacerbar as crises convulsivas epilépticas.

Aminoácido:

A suplementação de DL- Carnitina - 900 - 1200 mg/dia pode causar sintomas similares à Miastenia e transpiração com odor desagradável.

O aminoácido L-Lisina pode aumentar os níveis de colesterol e trigliceridios.

O L-5-Hidróxitriptofano pode, em certos pacientes causar náuseas, vômitos e diarréia (dose dependente).

Fitoterápicos:

A Alfafa pode causar sintomas similares ao Lúpus Eritematoso.

O Óleo de Prímula (ácido Omega 6) pode exacerbar as epilepsias de lobo temporal.

O Ginseng em doses elevadas pode ter efeito estrogênico.

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11
Mai

 Carnitina

Categoria(s): Bioquímica, Nutrição, Saúde Geriátrica

Ortomolecular

CARNITINA

A carnitina é um dipeptídeo, formado por dois aminoácidos a metionina e a lisina, essencial e importante para a oxidação de ácidos graxos. Também facilita o metabolismo aeróbico de carboidratos aumenta a velocidade da fosforilação oxidativa e promove a excreção de alguns ácidos orgânicos, pois sendo aceptor de grupamentos acil (vindos da acilCoA) aumenta a disponibilidade de CoA e conseqüentemente promove o fluxo de substratos através do ciclo do ácido tricarboxílico.

A carnitina forma complexo com ácidos graxos–cil-carnitido, permitindo a sua entrada na mitocôndria e conseqüente metabolização, sendo, portanto, uma substância coadjuvante no tratamento da obesidade.

Normalmente a carnitina é sintetizada no fígado, cérebro e rins em quantidades suficientes par suprir as necessidades nutricionais do ser humano.
Propriedades funcionais

Arteriosclerose, fraqueza muscular, obesidade, alcoolismo, infertilidade masculina (aumenta a mobilidade dos espermatozóides), baixa colesterol total e aumenta HDL, e diminui o triglicerideo sangüíneo.

*No hipotireoidísmo o uso de carnitina aumenta a massa muscular.

Dosagem: 500 a 1000 mg de 2 a 3 vezes/dia.

Fontes naturais de carnitina

Carnes vermelhas, ovos, laticíneos

Toxicidade

Não existem relatos sobre intoxicações com megadose de carnitina. Nas dosagens terapêuticas tem sido comentado aparecimento de distúrbios gastrointestinais, como náuseas, vômitos, diarréias e cólicas abdominais.

Referência:

1.Décombaz JE, Reffet B, Bloemhard T – Effects of L-carnitine and stimulated lipolysis on muscles substrates in the exercising rat. Experientia, 46:457-458,1990.

2.  Brady LJ, Knoeber CM, Hoppel CL – Pharmacologic action of L-carnitine on hypertriglyceridemia in obese Zucker rats. Metabolism 35(6):555-562,1986.

3.Simura S, Hasegawa T – Changes of lipid concentrations in liver and serum by administration of carnitine added diets in rats. J. Vet. Med . Sci 55(5): 845-847,1993.

4.Siliprandi N, Di Lisa F, Pieralisi G et al – Metabolic changes induced by macimal exercise in human subjects following L-carnitine administration. Biochimica et Biophysica Acta. 1034:17-21,1990.

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