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Mai
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A marcha nos idosos - Parte 2. Papel da fisioterapia geriátrica
Categoria(s): Fisioterapia, Gerontologia |
Revisão
Colaborador: Anderson Luiz Giandoso Parreiras *
* Fisioterapeuta e pós-graduando do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp
O ser humano não evoluiu como animal sedentário. Muito pelo contrário, a atividade física foi essencial para a sobrevivência da espécie. Prolongar a vida com saúde, significa fundamentalmente preservar ao máximo a capacidade funcional, evitando os fatores que gerem perda da autonomia e independência.
A atividade física proporciona o desenvolvimento do indivíduo como um todo, levando-o a encontrar o equilíbrio e o ajustamento psicossomático. A adoção de um programa de atividade física regular é uma das medidas isoladas mais eficazes que o indivíduo pode tomar em relação a sua qualidade de vida e saúde.
Os programas bem sucedidos caracterizam-se pelo baixo índice de lesões traumáticas, pela avaliação regular das respostas diante do treino e pelo feedback apropriado. Por isso é importante ajuda de um profissional de fisioterapia para acompanhar os treinos.
Para que um programa de exercícios para terceira idade seja bem sucedido, alguns fatores precisam ser levados em consideração tais como: a diminuição da acuidade sensorial e da tolerância aos fatores de estresse do meio ambiental, as diferenças no tocante às atividades preferidas e os maiores riscos para a saúde.
Exercícios de flexibilidade - A flexibilidade é um componente muito instável da capacidade física, razão pela qual se recomenda o treinamento freqüente, 5 a 7 dias por semana. Existem diversos tipos de movimentos de alongamentos, capazes de melhorar a flexibilidade, mas, no adulto de idade avançada, o alongamento lento e a manutenção em posição de alongamento durante certo tempo prestam-se melhor para promover a flexibilidade, enquanto o perigo de lesão traumática é mínimo.
Exercícios de resistência muscular - Os exercícios de resistência revelam-se promissores como meio para substituir a massa muscular perdida (sarcopenia) ou para aumentar o teor dos ossos e substâncias minerais. O adulto de idade avançada pode participar sem nenhum perigo do treinamento da resistência e obter um aumento significativo de sua força muscular, do enduro muscular e da massa muscular. A aplicação de exercícios que emprega a força muscular exige a ação das fibras musculares de contração rápida, fibras estas, que diminuem em quantidade e tamanho durante a velhice.
Fisioterapia geriátrica - A fisioterapia geriátrica tem como objetivo principal à independência do idoso para as tarefas básicas de AVD’s, no intuito de minimizar as conseqüências das alterações fisiológicas e patológicas do envelhecimento, garantindo a melhoria da mobilidade e favorecendo uma qualidade de vida satisfatória que é julgada pelo idoso mais pelo nível funcional e grau de independência do que pela presença de limitações específicas e isoladas como, por exemplo, dores articulares, seqüelas de AVE, etc.
O fisioterapeuta deve conhecer o processo de envelhecimento (fenômenos biológicos, psicológicos e sociais) e ter visão e atuação preventiva. Para a prevenção de quedas, é necessário que os idosos participem de programas educativos, pratiquem regularmente exercícios, que se tenham mudanças no ambiente e orientações sobre os perigos. Para isso, é preciso eliminar ou minimizar as causas de quedas; evitar futuras quedas; restabelecer a segurança e a auto-estima; promover a reeducação funcional; aumentar a força muscular; o equilíbrio; a coordenação e a propriocepção; melhora da marcha (se necessário, com o uso de acessórios); exercícios de transferência de peso.
Referências:
Guccione, AA. Fisioterapia Geriátrica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
Rebelatto, JR; Morelli, SJ. Fisioterapia Geriátrica: A Prática da Assistência ao Idoso. São Paulo: Manole, 2004.
Tags: exercícios físicos, musculatura, sarcopenia
