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01 - mai
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A marcha nos idosos – Parte 1. Noções Gerais |
Categoria(s): Fisioterapia, Gerontologia |
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Revisão
Colaborador: Anderson Luiz Giandoso Parreiras *
* Fisioterapeuta e pós-graduando do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp
A marcha é uma parte integral das atividades de vida diária. Pode ser definida como uma forma ou estilo de caminhar. Também denominada de “andar”, esta atividade é comum a todas as idades, raças e gêneros. Desta forma, torna-se uma das mais importantes atividades realizadas pelo homem.
Esta é descrita em termos de ciclo de marcha, que se divide em duas fases, apoio e balanço. A fase de apoio constitui 60% do ciclo e ocorre quando uma perna suporta todo o peso e se mantém em contanto com a superfÃcie. Essa fase permite que a perna de apoio sustente todo o peso e esse possa avançar. A fase de balanço ocorre quando a outra perna que não faz o apoio é avançada para o próximo passo. A marcha se dá através de uma serie de fases alternadas de apoio e balanço, como os braços se movimentando em sentindo inverso à s pernas do mesmo lado mantendo dessa forma o equilÃbrio.
Durante a fase de apoio, verificam-se três atividades principais. O contato inicial (batida do calcanhar), representa o inicio da marcha; o apoio intermediário (apoio unipedal), ocorre na metade dessa fase; e o apoio terminal (calcanhar-fora) representa o ponto na qual o calcanhar da extremidade de referência sai do solo e avança o corpo pra frente.
A fase de balanço, divide-se na fase inicial (aceleração), ocorre quando o dedo da extremidade em movimento deixa o solo; na fase intermediaria, o ponto na qual a extremidade em balanço está diretamente sobre o corpo; e fase terminal (desaceleração), quando a perna se prepara para o contanto inicial com o solo ou esta pronta para o suporte do peso, quando a fase de apoio de reinicia.
Os movimentos da locomoção são altamente variáveis visto que cada indivÃduo apresenta peculiaridades sobreposta ao padrão básico de locomoção, tornando difÃcil o padrão fixo para a técnica de caminhada. Cada indivÃduo tem um padrão de marcha que representa uma maneira de deslocar-se no ambiente, de maneira aceitável, com menor esforço fÃsico e estabilização adequada.
Entretanto, existem certas caracterÃsticas na locomoção que permitem a padronização do movimento.
O ser humano começa a desenvolver a marcha nos primeiros anos de vida, o padrão de marcha bÃpede do ser humano é adquirida na infância por volta dos 7 ou 8 anos, onde o sistema sensório-motor torna-se muito adaptado a gerar automaticamente um conjunto repetitivo de comandos de controle motor para permitir uma pessoa caminhar sem esforço consciente.
Em adultos, por ser um movimento do dia a dia, o padrão de marcha é caracterÃstico de cada ser e bem definido. Porém, podem ocorrer alterações por problemas neurológicos ou algum tipo de patologia.
Na terceira idade, de modo geral, uma das maiores limitações funcionais é a sarcopenia e como conseqüência a queda, ou o medo desta, que implica em nÃveis diminuÃdos de atividades com subseqüente perda da função muscular, tecido articular e processamento de informação, podendo assim acontecer alterações no padrão da marcha.
Referências:
Guccione, AA. Fisioterapia Geriátrica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
Rebelatto, JR; Morelli, SJ. Fisioterapia Geriátrica: A Prática da Assistência ao Idoso. São Paulo: Manole, 2004.
Tags: Marcha
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