Arquivo de Maio, 2008

31
Mai

 Beladona - Atropa belladona

Categoria(s): Plantas medicinais, Saúde Geriátrica

Fitoterápicos

Atropa belladona L.


Planta com caule ramificado, formando um vasto tufo suportado por uma gigantesca raiz cónica. O caule tem folhas alternas, ovais e moles. Na axila das folhas aparecem flores campanuladas, pedunculadas, castanho-avermelhadas, que depois se transformam em bagas negras.

A beladona cresce na Europa à beira das florestas, nos escombros e lugares abandonados. Toda a planta é extremamente venenosa e são conhecidos casos de envenenamentos mortais em crianças que confundem as bagas da beladona com as do mirtilo.

A mitologia grega refere que Atropos era, das três Parcas, aquela que tinha por função cortar o fio da vida. A palavra atropos significa inelutável. Os Romanos utilizavam o suco das bagas para dilatar a pupila do olho realçando sua beleza, daí derivando o nome específico belladonna, bela dama, dado à planta.

Colhe-se as folhas ou a raiz. São secadas à temperatura de 30ºC. As partes ativas contêm 1% de alcalóides derivados do tropano (hiosciamina, atropina), ácido atrópico, beladonina e escopolamina.

As preparações galênicas obtidas pela indústria farmacêutica (extrato, tintura), tal como os alcalóides isolados, relaxam os músculos lisos (espasmolíticos), reduzem as dores das cólicas urinárias e da vesícula biliar, aliviam as crises de asma (antiasmático). São igualmente usados para reduzir os suores noturnos dos tuberculosos.

O efeito da atropina (dilatação da pupila ocular) é utilizado nos exames oftalmológicos.

Tags: , ,

Veja Também:
Sem artigos relacionados.

Comentários (1)     Indique esse artigo Indique esse artigo



31
Mai

 Poemas do Silas Corrêa - Poema à maioridade

Categoria(s): Contos e Poemas

Emoções

Colaborador: Silas Corrêa Leite *

* Poeta de Itararé - SP

  • Silas Corrêa Leite
  • “A vida é um cheque em branco/Em que você preenche a quantia/De uma grandeza única/Ou de uma existência vazia…” (Silas Corrêa Leite, in, O Marceneiro, A Última Tentativa de Cristo, romance inédito do autor)

Admirável mundo novo, sensacional:
Eu estou aprendendo a ficar velho, no Brasil.
(Não como rejeito ou excluído social
Mas como maravilhoso vinho-verde de barril)

Sei meu endereço inteiro; escrevo poesias
Reconheço parentes, companheiros e crias
Até freqüento as Missas (de Sétimos Dias)

Sei quando a minha netinha da escolinha atrasa
E ainda hoje eu me peguei
Cantando “As Flores do Jardim de Nossa Casa”
De Roberto Carlos - o Rei.

Nunca fui tão tranqüilo, sábio, sereno, gente
Como ao me sentir velho e muito consciente
Até um Curso de Terceira Idade eu comecei
Escrevi poema de amor aos meus ancestrais
Aos que vieram de muito antes de meus pais
E até posei de cara limpa, cara lavada
De amante - dessa minha Pátria Amada

Ser velho é ser atual; ter paz e saúde
Eu tenho bagagem - eu fiz o que pude
Equilibrei a energia de uma juventude
À pureza da primeira infância, os primeiros ais
(Ah! as acontecências que a Saudade nos traz)
E assim, feliz, dei nisto que a vida hoje me faz:
Eu mesmo - e com muitissíma fé!
(Como é bom ser o que a gente é
Nada mais.)

Não tenho medo de:
Vaidade - fascinação
Escuro (ou Solidão)
Comunista, Injeção
Obesidade - pensão
-Ternura - Com uma nova amiga
Eu sou um amante à moda antiga
Mando flores, danço até bolero.

(Ser Velho é ser vero!)

Por quê, Deus do céu, não fui velho já nos meus quinze anos?
Ou com quarenta e tanto, na flor da juventude ainda não extinta?
(Se eu soubesse que velhice era tão bela assim, faria planos
E eu o seria feliz, ainda nos idos dos meus vinte anos, ou trinta…)

Não ter compromisso - ou ter alegria, diversão
Não respeitar sinais de pânico - ou decantação
Vaiar a depressão e não conferir bilhete de regressão
(E ainda chamar os brotos de brotos. Ai meu coração!)

Na outra vida - Vida Eterna muito além dessa ciranda
Quero ouvir Taiguara, Francisco Buarque de Holanda
Ler Sócrates, Neruda, Drumond - e tocar numa banda
Chamar a querida esposa-musa-vítima de “meu talismã”
E fazer sucesso nos rituais da família, toda santa manhã.

Não acreditar em inverdades - esteriótipos, ou matutas lendas sem valor
Deus é coisa séria, caridade e orações aos simples - eis o eixo do Amor
Não precisar ser bobo, mentir, votar em político corrupto, falso ou ladrão
E nem precisar deixar de ser eu mesmo para agradar a parente ou patrão.
(Ser velho é realmente o maior barato. E ainda assim a maior “curtição”.)

(Os incautos adolescentes às vezes não me respeitam)
Mas os jovens também nunca respeitam os jovens não
(Algumas crianças às vezes também não me entendem)
Mas as crianças são felizes e não sabem dessa estação

(Universitários às vezes fingem que são o que não são
E muitos até pensam que pensam um acabado saber
Enquanto ser velho é só pagar candidamente em dia
A existência - como soma de maravilhosa mais valia
E a gostosa prestação de uma pura integridade de Ser)

Ser criança para mim hoje já não é assim tão divertido
Ser adolescente pode ser trivial, ou de verbo rude, sem estudo
Ser jovem é ter muita grife só que com pouco conteúdo
SER VELHO É GANHAR A HONRA DE TER SIDO

Quem nunca chegar a ser um velho como deveria
E morrer muito antes por ter se exaurido
Talvez terá sido medíocre e vai descobrir um dia
Que fingiu um curtume, não terá existido.

Eu era um menino com faniquito que via anjos num jardim caboclo
Eu era um guri que amava Itararé, Pixinguinha e Tonico & Tinoco
Cheguei a ser triste e amargo - Como choro e ranger de dentro

Mas ser velho é o melhor exercício como se um sólido templo
E viver completo é mais verdadeiro - E um grande documento.

O Brasil não respeita os seus velhos
(Mas o Brasil não respeita o Brasil)
As crianças são idiotizadas desde o próprio berço familiar
(Os velhos permanecem íntegros, de vivência e de sonhar)

Os jovens dopam-se e ostentam rótulos em vão
(Mas os lutadores vencedores a terra herdarão)

Afinal, qual é o defeito de ser velho da Terceira Feliz Idade, então?
Dormir de pijama? Escovar os sonhos sábios de uma errança?
Comer espinafre? Torcer pro Timão? Ter céus na esperança?
Ter siricotico ao ouvir Castro Alves ou samba verdadeiro com Jamelão?

Ser velho, na verdade, é ser de novo, criança outra vez.
Com mais competência, lisura, calma e forja de lucidez

Deus dá aos velhos o sentido real de vida e da decência
Moisés, Miguelângelo, Picasso, Ziraldo - tudo que se fez
Aprenderam a ternura do amor dessa linda acontecência
Sem perder o ritmo e um dínamo da mais pura existência.

A hérnia? - E o equilíbrio racional?

A careca? - E a sapiência moral?

A aposentadoria? - E a nova releitura de Platão?

Ser velho é olhar para trás e dizer com emoção:

Vim, vi, Venci e Amei

E quem quiser que tenha competência, tesão

-Para um dia chegar nessa terceira infância até onde eu cheguei!

Veja Também:
Poemas do Silas Corrêa - A Identidade da Dor
Poemas do Silas Corrêa -
Poemas do Silas Corrêa - As Sandálias do Peregrino
Salmos do Silas Corrêa - Fortaleza
Poemas da Silvia Trevisani - Amizade
Poemas do Silas Corrêa - Feitos de amigos

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo



30
Mai

 Poemas da Silvia Trevisani - Busca a Liberdade

Categoria(s): Contos e Poemas

Emoção

Colaboradora: Silvia Cristina Martins Trevisani *

* Poetisa Paulista

Busca a Liberdade

Liberdade! Onde estão suas asas?
Quero conhecer as alturas
Voar perto do sol, do céu e da lua…
Viajar no tempo, por dentro, na alma,
Conhecer a minha verdade nua e crua!

Liberdade! Mostre suas asas!
Anseio viver outras aventuras…
Ir além dos seus horizontes
Transformar em alegrias minhas desventuras.

Liberdade! Não esconda suas asas!
Ceda-me para que o medo de voar se faça ausente
E a segurança tome o lugar da fraqueza
Que a coragem se faça presente…

Liberdade! Abra suas asas…
Libere a energia que do seu vôo emana.
Traga-me a grandeza de conhecer sua plenitude
Elucide o que o meu peito tanto reclama.

Tão sonhada liberdade! Bata as suas asas…
Mostre-me um vôo rasante
Ensina-me a decolar de mim mesmo, cuidadosamente…
Para que possa alcançar minhas alturas, mesmo relutante!

Liberdade não tem cor… Não tem preço…
Não tem dono… Tem alma e magia.
Liberdade é só o começo…
Encontro com a poesia.

Veja Também:
Poemas da Silvia Trevisani - Pegadas
Poemas de Silvia Trevisani - Uma rua quase nua
Poemas de Silvia Trevisani - Medo de amar
Poemas da Silvia Trevisani - PASSINHOS (Poesia Infantil)
Poemas da Silvia Trevisani - Itinerante
Poemas da Silvia Trevisani - Amanhã

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo



30
Mai

 Ã“leo de primula - Primula veris

Categoria(s): Plantas medicinais

Fitoterápicos

Primula veris

A Primula veris e Primula vulgaris têm uma longa história de uso como ervas medicinais. A mais antiga é a recomendação de Plinio para paralisia, gota e reumatismo, e de Culpeper para a cura de feridas. Primula veris era conhecida como erva da paralisia e raiz artrítica, por causa de seu uso difundido, datando desde os tempos medievais, para condições que envolvem espasmos, cãibras, paralisia e dores reumáticas. Culpeper também prescreveu as flores, misturadas com nutmeg, para “todas as debilidades da cabeça”, e se referiu ao uso das folhas em cosmética “por nossas damas da sociedade para aumentar a beleza e tratar rugas da pele, sardas e manchas devido ao sol-ardente”.

O gênero Primula inclui aproximadamente 400 espécies de plantas que ocorrem principalmente em áreas temperadas e montanhosas do hemisfério do norte. A Primula veris é encontrada na Europa e Ãsia ocidental e Primula vulgaris na Europa, Ãsia do norte e no Cáucaso. Elas medram nas margens dos caminhos e também se adaptam bem em gramados. Devem ser cultivadas separadamente para evitar hibridação. Muitas prímulas são cultivadas como ornamentais, para uma variedade de ambientes que incluem locais úmidos como bordas de lagos e locais secos como jardins de pedras.

A Primula veris é uma planta herbácea perene com uma roseta de folhas sustentada por um curto rizoma e uma densa rede de raízes fasciculadas. No princípio da Primavera, aparece uma haste nua com uma umbela de flores amarelas. A primavera cresce nos prados, nas pastagens e nas florestas da Europa e da Ãsia. É cultivada nos jardins, tanto na sua forma selvagem como em numerosas formas hortícolas. É uma espécie protegida em certos países.

Para fins terapêuticos, colhe-se a flor, que é secada suavemente, em camadas finas, de preferência num secador, a menos de 40.C. Nas culturas hortícolas ou nos campos, colhe-se por vezes também o rizoma e as raízes.

As flores contêm pigmentos flavônicos (quercitina), também saponinas e salicilatos (como na aspirina). As raízes são relativamente ricas em primulasaponina, com um composto açucarado (aglícono) chamado primulagenina A e B, ácido glicurônico e outras substâncias. Ambas as drogas são fortemente expectorantes, sedativas, relaxa espasmos e ligeiramente diuréticas. São usadas como adjuvantes em caso de inflamação das vias respiratórias superiores (bronquite crônica ou aguda), tosse seca, tosse aguda, artrite, insônia, enxaqueca e inquietude (especialmente em crianças).

A indústria farmacêutica fabrica extratos, infusões e gotas de óleo de prímula. Este medicamento não deve ser dado durante gravidez ou para pacientes sensíveis a aspirina ou tomando remédios anti-coagulantes.

Até que as Primulas ficassem bastante raras neste século, por perda de hábitat e hábitos de cultivo, as flores eram colhidas a cada primavera para fazer um vinho que era, em grande parte, usado como um sedativo e calmante dos nervos.

Ambas as espécies tem componentes semelhantes que podem ser usados alternativamente; estes incluem saponinas que tem um efeito expectorante e salicilatos (como na aspirina). Hoje Primula veris é a mais amplamente usada.

Tags: , ,

Veja Também:
Sem artigos relacionados.

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo



29
Mai

 Valeriana - Valeriana officinalis

Categoria(s): Plantas medicinais, Psicogeriatria

Fitoterápicos

Valeriana officinalis

Planta possuindo uma enorme raiz e um curto rizoma, que dá origem a um caule anguloso com folhas opostas e penatissectas. O caule termina num corimbo de pequenas flores brancas ou avermelhadas. O fruto é um aquênio com coroa. A espécie está difundida na Europa, Ãsia e América. É uma planta medicinal muito antiga, como é recordado pelo seu nome científico, derivado do latim valere, ter saúde.

A valeriana é cultivada nos campos. No segundo ano, são arrancadas as raízes, que são limpas, lavadas rapidamente (sem pelar nem raspar), cortadas, se necessário, e postas a secar brevemente, a 35°C no máximo. É somente ao secar que a raiz adquire o seu odor penetrante, que perturba os gatos mesmo à distância.

A raiz seca contém 0,5 % a 1 % de óleo essencial rico em pineno e canfeno, alcalóides, ésteres de ácidos orgânicos, ácido valérico e isovalérico, taninos e sucos amargos.

Os remédios à base de valeriana atenuam a irritabilidade nervosa, as perturbações cardíacas de origem nervosa e as cãibras. São usados em caso de depressão nervosa, fadiga, esgotamento intelectual e insônia crônica. Emprega-se freqüentemente o extrato alcoólico que é um sedativo do sistema nervoso.

Tags: ,

Veja Também:
Melissa - Melissa officinalis
Calêndula ou Malmequer - Calendula officinalis
Lavanda - Lavandula officinalis
Insônia nos idosos - Tratamento farmacológico
Peônia - Paeonia officinalis
Hipericina - Hypericum perforatum

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo



Paginas (9): [1] 2 3 4 5 6 7 8 » ... Ultima »