Arquivo de Abril, 2008

19
Abr

 Atenção Psiquiátrica ao Idoso - Parte 1. Programas

Categoria(s): DNT, Gerontologia, Programa de saúde, Psicogeriatria, Saúde Geriátrica, Sociologia

Resenha

Colaboradora : Roberta Inacio Couto

* Enfermeira - Pós-graduanda em Saúde e Medicina Geriátrica - Metrocamp

PROGRAMAS DE ATENÇÃO PSIQUIÃTRICA

As atenções psiquiátricas no Brasil colônia

Os programas de políticas brasileiras - História até o séc XVIII os doentes mentais eram vistos como seres possuídos pelos demônios, as pessoas tinham medo deles e os mantinham isolados, tratando os como criminosos (Teixeira 1997). Portanto, durante muito tempo o universo da loucura gerou polêmica e estes doentes por sua vez estiveram à margem da sociedade isolado de diversos sinais e sintomas de sua patologia (Lino 2006). Isso perpetuou se durante épocas e o indivíduo com transtorno mental era desprovido de qualquer escolha, sofrendo a negação imposta pela comunidade (Lino 2006). Reformas nos programas de atenção psiquiátricas. Foi então que no ano de 1978 que se deu início ao movimento social pelos direitos dos pacientes psiquiátricos no Brasil.

De acordo com este movimento, diversos campos de luta se protagonizou a denúncia da violência dos manicômios, da mercantilização da loucura, da hegemonia de uma rede privada de assistência e a construir coletivamente uma critica ao chamado saber psiquiátrico e ao modelo hospitalocêntrico na assistência as pessoas com transtornos mentais (Brasil 2004).

Todo esse movimento se deu início as Reformas Psiquiátricas, sendo um processo político e social complexo, compreendido como um conjunto de transformações de práticas saberes e valores culturais e sociais tendo diversos impasses como de tensões, conflitos e desafios.

Em 1989, se deu à entrada no congresso nacional do Projeto de Lei do Deputado Paulo Delgado propondo a regulamentação dos direitos da pessoa com transtorno mental e a extensão progressiva dos manicômios do país.

Em 2001-a Lei Paulo Delgado foi sancionada, um substituto do Projeto de Lei original com modificações.

A Reforma foi imposta para propor a humanização das relações entre os sujeitos nas instituições que vinham para substituir o asilo, através de uma mudança na organização dos processos de trabalho e na estrutura dos serviços psiquiátricos e pelo desenvolvimento de culturas e outros lugares sociais onde se tolera com ética e solidariedade a diversidade da loucura (Oliveira 2003).

A partir da Lei Federal 10216/01 redirecionou a assistência em saúde mental, privilegiando o oferecimento de tratamento em serviços de base comunitária (proteção e direitos), mas não institui mecanismos claros para a progressiva extinção dos manicômios.

De acordo com esta lei, foram criadas diversas diretrizes e ações para os indivíduos com transtornos mentais pudessem ter recurso para voltar à sociedade, ou seja, que fosse desinstitucionalizado.

A adentrarmos neste assunto, achei como pertinente ressaltar uma breve contextualização sobre a atenção domiciliar, sendo novas práticas de cuidado e política de saúde, é claro com o intuito da inserção das residências terapêuticas como um projeto que visa o atendimento domiciliar.

Essa atenção domiciliar aponta um potencial que concretiza uma nova modalidade substitutiva do cuidado, pois mostra o envolvimento das pessoas, como cuidadores e pacientes, dando uma produção de cuidado mais individualizado, com esse trabalho tem proporcionado as equipes um modo de conduzir o cuidado de forma menos tecnicista do que dentro dos hospitais.

Freire 2006 observou que esses movimentos iniciais podem vir a ser uma outra transição tecnológica, do que inversamente Foucault mostra como uma substituição de lógica do cuidado hospitalar ou ambulatorial, transferindo para o domicílio, vale ressaltar que não se trata de uma desassistência, nem tão pouco de uma desospitalização irresponsável e prematura, mas de uma possibilidade de reestruturar o modo de operar o cuidado, tanto no que se refere ao seu espaço físico, quanto na lógica do cuidado.

Referências:

Lino,M A. A convivência de Pessoas com Transtorno Mentais e seus Familiares no Contexto do Domicílio. Dissertação (Mestrado, curso de mestrado em Assistência de Enfermagem, Universidade Estadual) p. 35-62, São Paulo: USP, 2006.

BRASIL. Lei nº 10.216, de 06 de abril de 2001. Doc. sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtorno mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. LEX: Legislação em Saúde Mental, Brasília, 2004.

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Programa de volta para casa. Brasília.MS. 2006.

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Residências Terapêuticas. Brasília: MS 2004.

Brasileiro, M. Enfermagem na Saúde do Idoso. In: A Organização da Unidade de Saúde e Domiciliar para o idoso, Ed. Cultura Brasileira, Goiânia-GO; pág 15-18; ano 2005.

Oliveira, A G B, Alossi,N P. O Trabalho de Enfermagem em Saúde Mental: Contradições e Potencialidades Atuais. Rev. Latino-Americana Enfermagem, Brasília (DF), vol. 11, nº 3: 333-340, maio./jun. 2003.

Teixeira, M.B. Manual de Enfermagem Psiquiátrica. São Paulo: Atheneu, 1997.

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Veja Também:
Atenção Psiquiátrica ao Idoso - Parte 4. Residências Terapêuticas
Atenção Psiquiátrica ao Idoso Parte 3. Programa de Volta para Casa
Capacidade funcional - Atividades de vida diária (AVDs)
Instituições asilares no Brasil
A marcha nos idosos - Parte 2. Papel da fisioterapia geriátrica
Terapia Ocupacional na Geriatria - Parte 5. TO e os Familiares

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18
Abr

 Poemas de Silvia Trevisani - Medo de amar

Categoria(s): Contos e Poemas

Emoção

Colaboradora: Silvia Cristina Martins Trevisani *

* Poetisa Paulista

MEDO DE AMAR

Quanta ternura em teu olhar.
Quanto medo de ser feliz…
O tempo que tem para sonhar,
É bem menos do que sempre quis.

Tem momentos de fraqueza,
e um calor que aquece seus sentimentos.
É escrava do amor em realeza.
E senhora dos seus momentos.

Reluta para viver a sua história,
mesmo sofrendo desse amor domado,
tem pena do seu coração castigado.

Quando perder o medo…
O vento terá soprado pra longe o seu momento,
Então, seu sonho ficará esquecido,
num canto, jogado!

Veja Também:
Poemas de Silvia Trevisani - Uma rua quase nua
Poemas da Silvia Trevisani - Telhadinho de vidro
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Poemas da Silvia Trevisani - Itinerante
Poemas da Silvia Trevisani - Amanhã

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18
Abr

 Fitoterápicos com ação no funcionamento intestinal

Categoria(s): Gastrogeriatria, Plantas medicinais

Fitoterápicos

Os fitoterápicos com importante ação sobre o funcionamento intestinal são:

Agar-agar (Gracilaria Edulis) – indicado como moderador de apetite e como laxante nas doses de 100 a 500 mg/dia.

Aloes (Aloe sp)– Usado como laxante, colagogo e indicado no tratamento dos distúrbios hepáticos. Dosagem: 100 a 500 mg/dia.

Cáscara Sagrada (Rhamnus purhiana)– Arbusto da família das Ramnáceas, cuja parte terapêutica é a casca. A atividade laxativa da cáscara sagrada é atribuída aos C-heterósidos (cascarósidos). Utiliza-se a cascara sagrada como colagogo, laxante, estomáquico, em virtude de não induzir ao hábito e nem a perda de atividade com o uso contínuo. Dosagem: 250 a 3000 mg/dia

Chapéu de Couro (Echinodorus macrophyllus, Kunt)– Indicado como laxante e diurético. Dosagem: 50 a 500 mg/dia

Frângula (Rhamnus frangula)– Planta da família das Ramnáceas, da qual se extraem os princípios ativos de suas cascas, as quais devem ser dessecadas em forno a 100 graus centígrados para que se destrua os princípios ativos indesejáveis e de ação emética.

Os princípios ativos que lhe conferem atividades laxativas são antraquinônicos, como: glucofragulina, fragulina e emodina.

A frângula é um laxante drástico que atua em doses mais baixas que a cáscara sagrada. Pode produtir cólicas e tolerância com o uso continuado.

Estimulante das funções gastrointestinais e hepáticas.

Fucus (Fucus vesiculosus L)– É uma alga do gênero feofícea, do grupo laminariáceas, que são colhidas na maré baixa e deixadas secas ao sol. São algas microscópicas que quando rehidratadas aumentam o seu tamanho em até 10 vezes, sendo esta propriedade muito explorada com fins terapêuticos com agente dilatador de canais e trajetos fistulosos. O fucus vesiculosus atua como estimulante da glândula tireóide, sendo indicado para o tratamento da obesidade e hipotireoidísmo. Dosagem 1 a 2 gramas diárias.

Sabugueiro (Sambucus nigra L.)– Indicado como laxante nas doses de 50 a 500 mg/dia. Pode ser usado como diurético.

Sene (Cássia angustifolia)– Terapeuticamente utiliza-se os folíolos e os frutos desta planta da família das cesalpinoídeas. Apresenta na sua constituição componentes antracênicos, o crisofanol, fiscioana, reina, aloé-emodina antracol.

Este fitoterápico é utilizado nos casos de constipação intestinal nas dosagens de 200 a 2000 mg diária.

Em doses elevadas (acima de 10 g/dia) tem propriedades emenagogas atuando sobre a musculatura lisa da bexiga e útero.

Veja Também:
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Melhorando o funcionamento do intestino
Constipação intestinal funcional nos idosos
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Colostomia - Lavagem intestinal pelo estoma (irrigação)

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17
Abr

 Vitamina A - Retinol

Categoria(s): Bioquímica, Conceitos, Nutrição

Medicina ortomolecular

A Vitamina A, foi a primeira vitamina lipossolúvel a ser identificada. É uma denominação geral para um grupo de substâncias que inclui pelo menos 3 compostos - retinol, retinal e carotenóides (alfa-caroteno, beta-caroteno e gama-caroteno).

A Vitamina A promove proteção para toda a ectoderme e é importante para o crescimento, manutenção e funcionamento da pele e membrana mucosa. Promove uma rápida regeneração do epitélio em tecidos traumatizados, sendo também essencial para o crescimento de cartilagem e ossos e, portanto, para o desenvolvimento do esqueleto. No processo reprodutivo apresenta papel importante, sendo que nas mulheres ela é necessária para o desenvolvimento da placenta e do feto, e nos homens para a produção de testosterona.

A Vitamina A é responsável pelo fortalecimento do sistema imunológico, aumentando a formação de anticorpos, e é também importante no mecanismo da visão. Ela é comercializada na forma de pó acetato, para uso oral, e óleo palmitato, para uso oral e tópico.  

A vitamina A é medida em Ul (Unidade Internacional) e, mais recentemente em ER (Equivalente de Retinol) - 1 ER = 5 Ul. É encontrada principalmente na forma de beta-caroteno. 15mg de beta-caroteno eqüivalem a 25.000 Ul de vitamina A.

Propriedades funcionais:
 - Combate a cegueira noturna e vista cansada.
 - Cria resistência a infecções respiratórias.
 - Tem excelente ação antioxidante, imunoestimulante e coadjuvante na terapia anti-câncer.
 - Nas imunodeficiências potencializa a blastogênese dos linfócitos e a atividade dos fagócitos.
 - Promove crescimento e formação de ossos, dentes, cabelos, pele e gengiva.
 - Indicada localmente no tratamento de acne e rugas superficiais.
 - Indicada também no tratamento de enfisema e de hipertiroidismo. 

Doenças causadas por carência de Vitamina A:

- Insônia
- Pele seca, com descamação e unhas quebradiças
- Fadiga
- Cabelos secos e quebradiços
- Perda do olfato
- Unhas grossas e espessas
- Olhos secos
- Diminuição do paladar
- Fotofobia
- Xeroftalmia, cegueira noturna
- Acne

Doenças causadas pela Toxicidade:
- Ingerir acima de 50.000 UI/dia por muitos meses pode produzir efeitos tóxicos e teratogênicos.  Em tratamento mais prolongado recomenda-se o uso do beta-caroteno.
- Sintomas de Intoxicação - náuseas, vômitos, diarréia, vista turva, queda de cabelo, menstruação irregular, escamação da pele, fadiga, dores de cabeça. 

DOSAGEM:Beta-caroteno:RDA: 6 mg/dia; OM : 10 - 50 mg/diaVitamina A RDA: 5.000 UI/dia; 800 mcg (Resolução GMC nº18/94).Referência

1. Guilland JC, Lequeu B – As vitaminas: Do Nutriente ao Medicamento.Ed. Santos, São Paulo, Brasil, 1995. Original Les Vitamines Tec & Doc – Lavoisier. Paris.

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Vitaminas - O que são?
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Memória - Uso de vitaminas do complexo B
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16
Abr

 Fator de necrose tumoral e as doenças

Categoria(s): Bioquímica

Revisão

Colaborador : Ruy Barbosa Oliveira Neto *

* Biólogo e pós-graduando do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

Introdução

O fator de necrose tumoral (TNF) é uma citocina diretamente envolvida nas reações de fase aguda nos processos de inflamações sistêmicas. Seu principal papel está relacionado à regulação e equilíbrio da ação das células imunes. Desse modo, o desequilíbrio na produção e no número de TNF disponíveis no organismo ocasiona uma série de complicações, especialmente influenciando na ocorrência de uma série de doenças humanas, como: artrite reumatóide; artrite psoriática e espondilite anquilosante; doença de Crohn; Doença de Behçet; amilidose; sacroidose; escleroderma; poliomiosite; doença de Still do adulto e ciática severa aguda; lúpus; nefrite e artrite lúpica (Costa, 2005).

As citocinas são proteínas sintetizadas no interior de células e que, ao serem liberadas, irão interagir com seus receptores específicos, produzindo o seu efeito específico. Para Souza e Elias (2005), a síntese para a produção de citocinas é diretamente induzida pela presença de estímulos variados, que podem ser a presença de produtos bacterianos, especialmente lipopolissacarídeos, e o contato com corpos estranhos ou mutações celulares.

As citocinas estão divididas em diferentes grupos, cada qual tendo suas funções específicas, todas atuando em sinergismo ou antagonismo. Para Kraychete et al (2006) e Souza e Elias (2005), as citocinas possuem a grande capacidade de atuar não somente em células do sistema imune, mas também em diversas outras células dos demais sistemas que compõem o organismo, podendo agir, tanto próximo quando distante dos locais onde foram sintetizados.

Estas citocinas formam uma complexa rede totalmente integrada e em sintonia na busca pela proteção do organismo diante de todo o tipo de agressão. Na visão de Souza e Elias (2005) as citocinas são, na verdade, um grande grupo de proteínas, sintetizadas diante da necessidade de resposta imune natural ou específica. Esta necessidade, de acordo com Marques et al (2007) é que promoverá a formação de anticorpos e a efetiva proteção do organismo diante das infecções bacterianas, virais e demais ataques.

Corroborando com a afirmação de Galvani et al (1998), seis fatores são fundamentais e interferirão na eficiência, ou não, da atuação das citocinas nos organismos vivos. O tipo de microorganismo invasor é o fator que irá determinar a maior agressão da resposta inflamatória, sendo que, para Prieto et al (2004) os lipopolissacarídeos presentes nas estruturas celulares bacterianas são aqueles que garantem a maior capacidade de resposta.

Corroborando com a visão de Marques et al (2007) e de Marques-Deak e Sternberg (2004), diversos estudos comprovam a influência das citocinas como uma das principais causas do quadro clínico e sintomatológico de uma série de doenças e distúrbios. Para Marques-Deak e Sternberg (2004) este conjunto de mudanças recebe o nome de sickness behavior e envolve alterações ligadas a distúrbios do sono, do apetite, do comportamento sexual, memória e atividade motora. Além disso, estudos comprovam o agravamento e intensificação de sintomas depressivos e da própria ansiedade.

O TNFα é o mais importante e o mais estudado fator de necrose tumoral. Para Loyola et al (2005) sua função está diretamente ligada ao aumento da expressão de todas as citocinas pró-inflamatórias, a ativação da transcrição de fatores nucleares e, especialmente, do fator NF-kb, responsável pela sua ativação.

O TNFα também é extremamente citotóxico, aspecto verificado em diversos estudos com células cultivadas in vitro, e também causador de necrose hemorrágica em tumores in vivo. Corroborando com a visão de Prieto et al (2004) estes fatores irão depender diretamente da concentração da citocina, e da atuação em células próximas ou em outros tecidos, promovendo ativação leucocitária, aumentando a junção dos vasos e estimulando a produção de outras citocinas como as IL-1, IL-6 e IL-8, bem como o estímulo à ativação dos linfócitos T e B. Por outro lado, atuando de modo endócrino, as reações serão sistêmicas e estimularão, principalmente, as atividades de ordem hepática, produção de citocinas IL-1 e IL-6, além dos sistemas de coagulação, indução da febre e a proliferação de células hematopoiéticas, levando ao estado de caquexia.

O TNFα pode ocasionar, também, uma série de complicações, especialmente relacionados à reabsorção óssea – ocasionando diversos tipos de artropatias e artrites ou ainda, ter efeitos negativos relacionados à menor contratilidade do miocárdio, redução da perfusão tissular, relaxamento da musculatura vascular, diminuição da pressão sanguínea e aumento do risco de coagulação intravascular generalizada. Para Prieto et al (2004) estes fatores devem-se, principalmente, à produção em excessivas quantidades de TNFα e, conseqüentemente, maior liberação, em excesso, de toda a cascata inflamatória, aumentando a liberação de IL-1, IL-2 e IFNα processo este que acarreta todo um ciclo em cascata extremamente citotóxico.

A partir da descoberta do inibidor natural do TNFα os chamados agentes anti-TNF surgiram como uma grande arma auxiliar no tratamento de várias doenças, uma vez que têm a capacidade de inibir o processo inflamatório em doenças crônicas, diminuindo a morbidade e a própria sintomatologia, garantindo melhor qualidade de vida aos portadores. Corroborando com a afirmação de Costa (2005), sem dúvida os agentes anti-TNF podem ser considerados os mais eficientes tratamentos terapêuticos indicados para artropatias e artrites, sendo que o Infliximab é aquele que apresenta os resultados mais significativos e de maior confiabilidade na remissão do quadro clínico em um grande número de estudos publicados.

No entanto, há que se ressaltar que estes agentes só devem ser usados em estágios avançados das doenças. Na visão de Loyola et al (2005), embora tenham um promissor papel no combate às doenças mediadas pelo TNFα mais estudos principalmente a longo prazo são necessários, especialmente porque estas drogas são anticorpos monoclonais de origem animal, podendo induzir à formação de anticorpos específicos que atuem contra a própria ação destes agentes.

Referências:

Costa, M.R.P. Fator de necrose tumoral: um novo paradigma. Revista Médica Hospital Ana Costa, 10(4), Out./Dez. 2005.[on line]

Galvani, A.L.S.; Krebs, V.L.J.; Vaz, F.A.C. Características bioquímicas e propriedades dos mediadores humorais nas infecções bacterianas, 1998. [on line]

Kraychete, D.C.; Calasans, M.T.A.; Valente, C.M.L. Citocinas pró-inflamatórias e dor. Revista Brasileira de Reumatologia, v.46, n.3, p.199-206, mai/jun.2006.

Loyola, A.J.C.; Castro, L.C.M.; Chaibud, S.C.W.; Ximenes, A.C. Infliximab no tratamento da artrite psoriásica grave. An Bras Dermatol., v.80, n.5, p.535-537, 2005.

Marques, A.H.; Cizza, G.; Sternberg, E. Interações imunocerebrais e implicações nos transtornos psiquiátricos. Revista Brasileira de Psiquiatria, v.29, supl.1, p.27-32, 2007.

Marques-Deak, A.; Sternberg, E. Psiconeuroimunologia – a relação entre o sistema nervoso central e o sistema imunológico. Revista Brasileira de Psiquiatria, v.26, n.3, p.143-144, 2004.

Prieto, A.; Jondee, M.; Muñhoz, L.; Perucha, E.; Alvarez-Mon, M. Citocinas. Servicio de Enfermedades Del Sistema Inmune y Oncologia. Hospital Universitario Príncipe de Asturias, Universidad de Alcalá, Chile, 2004. [on line]

Souza, M.H.L.; Elias, D.O. As citoquinas e o sistema de defesa do organismo. Programa de Educação Continuada. Centro de Estudos Alfa Rio, 2005.  [on line]

Veja Também:
Osteoprotegerina - OPG
Estudo de caso - Necrose papilar
Apoptose
Anorexia; Caquexia Neoplásica e Fator de necrose tumoral (TNF) alfa
Cirrose hepática por alcoolismo
Estudo de caso - Necrose óssea

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