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mar
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Poemas da Eneida – Limites
Categoria(s): Contos e Poemas |
Emoções
Colaboradora: Eneida Tagliolatto *
* Poetisa Paulista
Ser humano
Feliz é o ser humano que se emociona ao ver num pequenino óvulo fecundado, o mistério sendo desvendado, e nesse mistério está ele mesmo: “O ser humano”.
Limites
A criança ama com pureza, é sincera, não conhece a inveja, a ambição, o preconceito. É assim exatamente por ainda não conhecer o lado humano mais feio e cruel.
Dentro de sua inocência ela não conhece regras, limites. Ela às vezes comete coisas que precisam ser controladas, limitadas.
A vida por si só já é limite
Como tudo na vida tem limites, cabe a nós pais colocarmos rédeas nesses pequeninos seres. Mas devemos fazê-lo com precaução. Somente limitar naquilo que possa causar mal a si próprio, ou a seu semelhante.
A vida por si só já é limite
Nossas crianças precisam aprender que a vida social é como o chicote do domador. Esse chicote às vezes é estalado com línguas ferinas. Cada vez que estala, o seu objetivo, nada mais é do que nos amedrontar, intimidar; fazendo com isso uma limitação de espaço, de sobrevida. Mas as crianças também precisam saber que nessa vida social não só o chicote é usado para limitar. Nós poetas, prosadores, contistas usamos nossa imaginação para mostrar um limite ou como driblar a vida e passar dos limites, mas tudo com seriedade, honestidade e suavidade.
Não pensamos se vão estalar ou não o chicote de línguas ferinas, apenas escrevemos, mas se por acaso esse chicote estalar, querendo nos domar, em vez de arreganharmos nossas garras e dentes, apenas viramos uma página em branco e a preenchemos com sonhos e esperanças, porque:
A vida por si só já é limite

Silvia Trevisani comenta:
18 março, 2008 @ 8:21 AM
Eneida… falou com propriedade!
Se fez ouvir a voz da educadora, da escritora, da poetisa e da mulher Eneida Tagliolatto.
Nem sempre conseguimos expressar nossos sentimentos com liberdade, e a poesia, o conto e outras expressões poéticas, nos permitem expôr sem barreiras, “estes gritos” que sempre ficam presos na garganta.
Bjs
Poetisa Silvia Trevisani