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Mar
09
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Contos do Bié - O Jardim e a Literatura
Categoria(s): Contos e Poemas |
Sabedoria
Colaborador: Gabriel Araújo dos Santos *
* Poeta Mineiro
O JARDIM E A LITERATURA
Alguém de talento me dizia que a literatura é como um
jardim ou até mesmo uma horta.
Idealizamos o jardim e o construimos, e
aos poucos vamos modificando, tirando uma planta daqui e colocando-a acolá.
E o mesmo com a horta, que não fica bem plantinhas miúdas ao
lado de outras de maior porte.
Mas nunca estará pronto em definitivo. Pode acontecer de acharmos que
está ótimo, quando chega alguém e vê que aquela planta se vê no lugar indevido.
Muito cuidado no trato com as plantas. Conforme os ingredientes
que usarmos para o combate às pragas, e dependendo do nutriente
ministrado para alimentá-las, podemos disseminar muitas doenças e até a morte.
Ofereçamos a elas produtos simples e naturais, como a mãe
natureza se predispôs a nos ofertar.
Com a literatura é a mesma coisa.
E assim vai. Tudo isso é muito bom, que nos leva a mexer
com as idéias, ocupando-as com aquilo de que gostamos, tirando de
nossos pensamentos os acessórios que só nos atrapalham.

Silvia Trevisani comenta:
9 Março, 2008 @ 15:58
É assim mesmo Bié, a literatura é como o Jardim…
Cuidamos, regamos e pouco a pouco vamos colhendo as primeiras flores, os primeiros frutos, as primeiras letras, depois as frases e assim por diante…
Assim como os jardins, precisamos cuidar do que escrevemos, para colher os frutos das mensagens…
Salve Bié… você sabe do que estou falando… daquelas vírgulas a mais, daquela crase mal colocada, daquela opinião carinhosa e verdadeira…
Você é um riacho de imaginação… e percorre pela literatura molhando as flores e as relvas que se estende pelos caminhos… eu sou a flor … regada pelo seu carinho.
Bjs da poetisa Silvia
Gabriel Araújo dos Santos comenta:
9 Março, 2008 @ 21:02
Não podia ficar calado, e peço licença para comentar esse comentário.
Ela. a [iliva, suplantou, no seu lirismo e bondade, a minha despretenciosa crônica. Mas a Sílvia é assim, pacienciosa no lapidar as pedras brutas. Após manusear suas ferramentas, ela acrescenta beleza e formas simétricas e engenhosas onde antes não havia, tudo descoberto por ela. Não é qualquer um que tem esse dom. Que Deus o conserve.
Eneida Tagliolatto Pires comenta:
11 Março, 2008 @ 12:43
Gabriel, meu comentário está atrasado, mas não por culpa minha. No domingo logo cedo abri para ler seu trabalho, mas não havia nada. Achei estranho e até comentei com a Sílvia a respetio. Como no domingo tive o dia tomado pelo batizado da neta de meu primo, e a comemoração correu solta domingo afora, então só hoje é que fiquei sabendo que depois havia sido publicado.
Embora atrasado, mas com validade, aqui vai o meu comentário.
Muito bem elaborada essa comparação; jardim e literatura.
Jardins exigem cuidados e enfeitam qualquer coisa que está ao seu redor.
Literaturas também exigem cuidados e ajudam muito a alma de quem as lê.
Mas as duas coisas precisam de um jardineiro e na literatura considero você o meu jardineiro, quando faz algumas sugestões que chegam como poda, e outras como fertilizante.
Parabéns.
Eneida Tagliolatto