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Fev
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Estudo de caso - Vertigem postural fóbica
Categoria(s): Caso clínico, Otogeriatria, Psicogeriatria |
Interpretação clínica
Senhora de 64 anos, viúva, tem sido consultada por vários profissionais por apresentar síndrome vestibular de natureza não definida, com história de dois anos de evolução. A paciente referia quadro de tontura, com episódios de vertigem, associado à dificuldade de marcha, por apresentar sensação de desequilíbrio. Os episódios de vertigem apresentam duração de minutos e ocorrem principalmente quando a paciente sai de casa e vai a locais com grande aglomeração de pessoas. Por vezes a paciente apresentou sensação de intensa ansiedade, com náuseas, sudorese e mal estar. Em nenhuma situação apresentou alteração do nível de consciência ou síncope. O quadro exacerbou-se após o falecimento do esposo por câncer de intestino e o surgimento de problemas relacionado ao seguro e à liberação da pensão. Refere ser ansiosa desde a adolescência, atualmente com “mania” de limpeza constante e medo de ser assaltada.
Faz uso de hidroclortiazida para tratamento de hipertensão arterial sistêmica.
O exame clínico, neurológico e otoneurológico mostraram-se sem anormalidades, à excessão, que a paciente apresenta discreta oscilação do tronco no teste de Romberg.
Comentários
O caso é compatível com síndrome vestibular, tipo vertigem postural fóbica, associada ao distúrbios de ansiedade, com sintomas obsessivo-compulsivo.
Os dados clínicos e os exames complementares permitem o diagnóstico de vertigem postural fóbica (VPF). Esta forma de vertigem é a segunda forma mais comum de síndrome vestibular. A primeira é a vertigem postural paroxística benigna (veja mais) .
A VPF tem sido pouco diagnosticada, onde geralmente é rotulada como “crise de labirintite” e o uso abusivo de flunarizina, cinarizina e a ginkgo biloba, tornaram-se quase uma regra geral.
A resposta terapêutica à VPF é muito boa, porém depende de uma correta avaliação clínica e diagnóstico preciso, atentando-se para os aspectos psicológicos da história clínica. A orientação terapêutica visa diminuir a ansiedade com ansiolítico, tipo fluoxetina, e o uso de clonazepam. É importante a orientação para atividade física progressiva.
Referência:
1 - Ganança MM, Caovilla HH, Munhoz MSL, Garcia da Silva ML - Alterações da audição e do equilíbrio corporal no idoso Rev Bras. Med

ana comenta:
3 Abril, 2008 @ 15:31
Eu ja tive sindroma de dificiencia postural,e usei os oculos dos prismas durante 4anos e meio,fiquei bem com os oculos,deixei de ter tonturas,tinha muita ansiedade,e passou me.Mas deves enquando,começou a pensar que parece que vou ter alguma coisa,começou a ficar com o pescoço,tenso e parece que me falta o ar,tento estar fazer relaxamento fico quieta ,depois passa me,nem chego a tomar o victan ou ocadil,que o meu medico me receito em sos..eu acho que é psicologico,como antigamente sentia me com as maos humidas o coraçao a bater,ficava toda tensa,tinha que ir ao medico,e era crises de ansiedade,agora tenho medo que voltem estes sintomas.
Célio comenta:
11 Maio, 2008 @ 19:54
Sofro com a labirintopaia e pânico desde os vinte anos, hoje estou com quarenta. Fiz terapia e tomei muitos medicamentos. Alguns ajudaram no sintoma, porém, nunca, até então, houve a cura. O meu psiquiátra orientou-me muito, acho que fez a parte dele muito bem feita , mas às vezes a vida nos obriga a fazer mais do que estamos preparados ou aguentamos física, e emocionalmente. Esta doença tirou muita coisa da minha vida , embora pareça que leve uma vida normal, mas, não é assim. Não consegui terminar minha faculdade, parei no quinto ano de engenharia civil, não tive filhos até hoje por medo, dentre outros; tais como, viagens, inclusive europa, japão, não seti-me habilitado a ir.
Cometo muitos erros, não bebo porém fumo, não me cuido adequadamente etc. Acho que quando cai em sí me desistimulei por completo, ,inclusive afetou minha vida sexual, essa doença ou doenças, parecem simples ,mas , só quem as tem, sabe o quanto e difícil lidar com elas, por isso deixo um recado , busquem ajuda logo, o mais rápido o possível, para não tornar-se crônica.
|Se alguém tiver um conselho ou decidir ajudar-me agradeço, embora depende muito de mim. E digo com toda conciência do mundo.
ger flavia comenta:
11 Junho, 2008 @ 16:18
asveses mi sinto desiqlibrada zonzaa vista ruim,estresada triste.gosto de caminha mas dechei pois mi sinto tonta ja fui au medico porem ele disse q eu era muito ansiosa,ja nau gosto de andar so pq tenho medo de q mi acontesa alguma coisa toda hora acho q vou pssar mau ALGEM MIAJUDE POR FAVOR O Q DEVO FASE?aos pouco cinto q estou morrendo ou dechando avida passar.com tudo isso amina pressao ja teve muito alta.sem contar varios sintomas q sinto.fiqem com deus.
Reynaldo Andrade comenta:
6 Outubro, 2008 @ 22:23
Obs, alguns comentários e li o depoimento de Ger Flavia, ela diz se alguem possa lhe ajudar, pois gostaria de um contato com ela para trocar idéias, pois algum tempo me senti quase assim, e tomando alugumas providencias práticas melhorei muito, talves uma troca de informações possa ajudar muito. Fico no aguardo de respostas.
Marlene Elias comenta:
30 Outubro, 2008 @ 23:38
Gostaria de entrar em contato com o Reynaldo Andrade, que deixou um comentário em 06 de outubro de 2008. Ele se propôs a ajudar a Ger Flavia (comentário postado em 11 de junho de 2008) e eu me sinto mais ou menos como ela. Então, como é que eu faço para contactar o Reynaldo Andrade?
Super-grata.
Marlene Elias