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Fev
24
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Riscos das viagens - Novas epidemias
Categoria(s): Gerontologia, Infectologia |
Editorial
O Brasil com suas dimensões continentais, com uma diversidade de costumes e belezas naturais, estimula ao turismo. O mesmo acontece com a economia cada vez mais globalizada expandindo-se rapidamente. Esses fatores geram uma mobilidade das pessoas, ou em busca do laser, ou estabelecendo novos mercados, com isso, é inevitável que microorganísmos patogênicos tenham acessos a novos hospedeiros. Os viajantes podem funcionar não só como alvos potenciais, mas como mensageiros, contraindo e transportando doenças infecciosas.
Em geral, o risco da pessoa contrair uma doença infecciosa fatal durante uma viagem é pequeno. Entretanto, a morbidade experimentada por viajantes e a possibilidade de disseminação secundária de infecção é significativa. Visitar área rurais em países em desenvolvimento, permanecer mais de um mês em um país estrangeiro são potenciais de risco. Portanto, é prudente que os agentes de viagem, atuem como verdadeiros “agentes de saúde”, dispensando os conselhos e informações necessários para não tornar a viagem um grande transtorno.
A visita ao posto de vigilância sanitário ou ao médico infectologista deve ser programada no mínimo quatro semanas antes da viagem, de forma que a imunização necessária possa ser administrada. O médico tem uma oportunidade especial de enfatizar a importância de evitar os riscos, assim como de recomendar a realização de imunizações adequadas e o uso de medicamentos profiláticos antes da viagem.
Os seguintes pontos devem ser discutidos e adequados ao itinerário:
1. Coma alimentos apenas alimentos cozidos dos quais se possa ver o vapor saindo.
2. Coma alimentos crus que se possa descascar.
3. Beba água engarrafada.
4. Evite usar gelo nas bebidas. A água do gelo pode estar contaminada.
5. Para se proteger das doenças transmitidas pelos mosquitos (dengue, febre amarela, malária, doença de Chagas, etc) utilize roupas protetoras, inseticidas, uso de mosquiteiro ao alvorecer e ao entardecer em áreas endêmicas de malária, dengue e febre amarela.
6. Tenha em mente a alta prevalência das doenças sexualmente transmissíveis entre as pessoas que comercializam o sexo, assim como entre os companheiros de viagem.
7. Faça um Kit de viagem contendo, ungëntos com antibióticos, curativos adesivos, analgésicos, descongestionantes, antialérgicos, antidiarréicos e repelentes de insetos, este pode ser útil.
Nunca é demais ressaltar a importante e preocupante ocorrência de trombose venosa durante as viagens, que pode levar a morte pela embolia pulmonar. Veja mais sobre viagens e trombose venosa profunda
Referência:
Freedman DO - Keeping current. Travel medicine resources on the internet. Infect Dis Clin North Am. 1998,12:543-547.
