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Fev
12
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Dermatomiosite - Aspectos cardiológicos
Categoria(s): Cardiogeriatria, Reumatogeriatria |
Resenha
A dermatomiosite é uma doença autoimune, caracterizada por inflamação muscular, não infecciosa, de etiopatogenia desconhecida, provavelmente multifatorial onde participam agentes imunológicos, infecciosos, virais e vasculares. Clinicamente, a dermatomiosite caracteriza-se por sinais dermatológicos característicos como a presença de lesão das pálpebras (heliótropo) e a mancha de Gottron sobre as articulações dos dedos. Salienta-se ainda o achado de outros sinais como erupção facial macular eritematosa, lesões eritematosas da região do esterno (o sinal do V) e na região anterior do dorso (sinal do xale), alterações ao longo da superfície estensora dos braços e pernas e alterações capilares do leito capilar das unhas. (veja as figuras na página - dermatomiosite)
Acredita-se que a imunidade celular esta alterada nesta moléstia liberando linfocinas dos linfócitos T que destruiriam a membrana celular da fibra muscular, liberando seu conteúdo na circulação. Estas substâncias conhecidas como “Non-Self” o que ativaria os linfócitos B que produziriam anticorpos.
A figura histológica mostra o músculo estriado com edema entre as fibras e células linfocitárias (processo autoimune).
A dermatomiosite tem distribuição maior em duas faixas etárias, entre 10-14 anos e 45-65 anos, sendo mais freqüente nas mulheres.
O comprometimento cardiológico, ocorre com freqüência na dermatomiosite, com presença de distúrbios da condução elétrica (bloqueios parciais e totais dos ramos esquerdo ou direito). A presença de alterações do segmento ST e onda “T” ocorrem nos casos de miocardite ou pericardite.
A cardiomegalia com disritmias graves e ICC resultam de edema entre as miofibrilas, com pequena infiltração linfocitária, necrose, fibrose e calcificação ocasional.
O melhor critério clínico de atividade da cardiopatia na dermatomiosite é a taquicardia não relacionada com estados febris.
Tratamento
O tratamento visa o controle da dermatomiosite com o uso de corticosteróides e da insuficiência cardíaca com digitálicos e diuréticos.
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Referências:
Sheard C - Dermatomyositis. Arch Intern Med 1951;88:640.
Banker BQ Victor M - Dermatomyositis (systemic angiopathy of childhood). Medicine 1966;45:261.
