Fev
05

Poemas da Eneida - Olé

Categoria(s): Contos e Poemas


Sabedoria

Colaboradora: Eneida Tagliolatto *

* Poetisa Paulista

OLÉ

Há pouco tempo conheci uma pessoa,
que me encantou de imediato.
Não tive nenhum desaponto,
tudo nela é feito com recato.
Meiga, estatura pequena, delicada,
a até certo ponto eu diria sem questionar;
frágil, frágil até no seu falar.
Disse-me que gosta de coisas simples,
nada que tenha muito requinte.
Eu concordando com ela, digo:
“Com isso te ergo um brinde”.
Pelo que percebi, muitos a chamam de vó,
acho que é como ela mesmo se autodenomina.
Para mim, confesso, isso não senti,
acho mais parecida com uma menina,
ou porque não dizer, um colibri.
mas essa pessoa me surpreende
quando coloca entre seus dedos, a castanhola,
e dança, volteia, sapateia, balança,
e vira uma espanhola.
Gritando olé, peço a ela que dance e não receie.
Que permita-me não chamá-la de vó.
Mas simplesmente, Meire.
“Olé!”

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1 Comentário »

  1. Silvia Trevisani comenta:

    5 Fevereiro, 2008 @ 06:50

    Eneida,

    Me lembrei do primeiro dia que participei do encontro de letras do SECC, em que tive a honra de ver os encantos da Vó Meire… dança, volteia, sapateia, balança os quadris e movimenta com graciosidade as mãos que mais parece uma menina…

    Meire é o exemplo de vida… de alegria… de se permitir viver até as últimas conseqüências… ela é tudo isso que você sabiamente poetizou…

    Bjs
    Silvia Trevisani

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