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Doença de Peyronie

Categoria(s): Doença de causa desconhecida, Urologia geriátrica




Resenha

A doença de Peyronie (DP) é caracterizada pelo surgimento de uma placa fibrosa na túnica albugínea peniana que pode causar curvatura peniana durante a ereção. A ereção costuma ser dolorosa e, às vezes, é acompanhada de disfunção erétil (veja a figura). A primeira descrição da doença foi feita por François Gigot de La Peyronie (1678-1747), ministro da saúde do rei françês Luís XV, descrevendo em si a própria doença.

Peyronie

O diagnóstico da doença de Peyronie tem se tornado muito mais freqüente recentemente, porém esse aumento pode refletir muito mais a busca dos homens por tratamento do que um aumento real da incidência dessa doença. De qualquer forma, a incidência aumenta de acordo com a idade, de 4,3 por cem mil homens entre 20 e 29 anos até o pico de incidência de 66 por cem mil homens entre 50 e 59 anos. Cerca de dois terços dos pacientes se encontram entre os 40 e 60 anos de idade.

Dupuytren

O envelhecimento, a hipertensão e a diabetes estão associados à DP e à DE, embora não existam correlações entre a severidade da curvatura peniana e essas comorbidades. A doença de Dupuytren, caracterizada por nódulos fibróticos na fascia palmar, que deixa fletidos os dedos 4 e 5 da mão (veja figura ao lado), é diagnosticada em 15% a 20% dos pacientes com DP.

Os sintomas da doença de Peyronie são: presença de placa ou fibrose; curvatura peniana durante a ereção, dor peniana e disfunção erétil.

Etiologia

Embora a exata etiologia da doença de Peyronie ainda seja desconhecida, microtraumas repetidos durante a relação sexual são aceitos como a causa mais provável. Contudo, existem fortes evidências de uma predisposição genética para a doença de Peyronie.

É possível que na DP ocorra fibrose no músculo liso dos corpos cavernosos e na artéria peniana média, o que levaria à disfunção venoclusiva ou à insuficiência arterial, provocando disfunção erétil.

Diagnóstico

Na maioria dos pacientes o diagnóstico é clínico. A curvatura pode ser tão grave que impede ou dificulta muito a penetração. Muitas vezes, a dor peniana também é importante e interfere na ereção. O paciente também refere flacidez peniana distal à placa, com o segmento proximal sem alterações.

Tratamento

O tratamento da DP é essencialmente cirúrgico (veja a figura acima), pela remoção da placa fibrosa ou plicatura da túnica, já que a maioria dos tratamentos clínicos não corrige a curvatura nem minimiza a placa. Tratamentos medicamentosos podem melhorar a dor e são mais eficazes nas fases iniciais da doença. É preciso aguardar o término do período de observação e estabilização da placa fibrosa, em geral 18 meses, para realizar a intervenção cirúrgica com finalidade corretiva.

Tratamentos alternativos

Muitas vezes, apesar dos ótimos resultados das cirurgias para o tratamento da doença de Peyronie, o paciente se recusa a submeter-se a qualquer tipo de cirurgia. Até recentemente não havia nenhum tipo de tratamento alternativo com resultados comprovados e aceitáveis. Contudo, há cerca de dez anos a terapia extracorpórea por ondas de choque tem sido utilizada com sucesso.À semelhança da litotripsia extracorpórea por ondas de choque utilizada no tratamento dos cálculos renais, essa técnica tem demonstrado alto índice de sucesso no tratamento da doença de Peyronie.O método é ambulatorial, não invasivo, realizado sem qualquer tipo de anestesia ou analgesia, porém exige um litotripdor que permita a localização da placa de Peyronie por ultra-som.

Referências:

Usta MF at al. – Relationship between the severity of penile curvature and the presence of comorbities in men with Peyronie’s disease. J Urol 2004;171:775-779.

Gholani SS at al.- Peyronie’s disease: A review. J Urol 2003; 169:234-241.

Devine CJ JR et al.- Proposal: Trauma as the cause of the Peyronie’s lesion. J Urol 1997;157:285-290.

Sikka SC and Hellstrom WJ – Role of oxidative stress and antioxidants in Peyronie’s disease. Int J Impot Res 2002;14:353-360.

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206 Comments »

  1. messias comenta:

    26 maio, 2014 @ 1:37 AM

    Olá Harley Gouveia, boa noite.
    Já fez a cirurgia? Coloque informações para ajudar a quem precisa de fazer tb.
    Pessoal, quem fez cirurgia de peyronie informe o nome dos médicos. Afinal, essa é uma atitude de solidariedade.
    Abraços a todos.

  2. marcos ferreira comenta:

    5 outubro, 2014 @ 10:50 AM

    Tenho lido vários comentários elogiando o Dr Paulo Egydio, porém me soam como propaganda, além disso,acho estranho um médico que se diz tão preocupado em ajudar aos que tem a doença, cobrar até R$ 38.000,00 por uma cirurgia que dura trinta minutos,com anestesia local e tempo de internação que não chega a 12 horas.

  3. mario comenta:

    31 dezembro, 2014 @ 4:11 PM

    gostaeia de saber onde fazer tratamento da doença de peyronie na rede publica em recife.

  4. Gomez comenta:

    13 janeiro, 2015 @ 12:54 AM

    Alguém já fez a cirurgia no DF? Recomendam algum lugar ou cirurgião?
    Também preciso da cirurgia, mas tenho achado os preços do Egydio um tanto fora da realidade.

  5. Gomes Z. comenta:

    14 janeiro, 2015 @ 8:32 PM

    Alguém já realizou um tratamento desse tipo em Brasília?
    Tenho interesse na cirurgia.

  6. marcos antonio comenta:

    9 julho, 2015 @ 6:19 PM

    passei em consulta com dr paulo egidio em sp em /2011
    consulta 350
    ultra som 350
    semiologia 400
    diagnostico… tem que fazer cirurgia… ai voce passa com outra pessoa que deu o preco 30.000.00 trinta mil
    nao fiz nada… ainda esta torto… e funciona perfeitamente
    achei tudo meio mercenario..opniao minha
    toninho

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